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Após 25 anos, Caetano Veloso retorna ao Roda Viva; relembre debates

O artista participou do programa pela primeira vez em 1996, onde falou sobre socialismo, descriminalização das drogas, entre outros assuntos
12:54 | Dez. 15, 2021
Autor Ana Flávia Marques
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Tipo Notícia

O cantor e compositor Caetano Veloso retorna ao Roda Viva 25 depois de sua primeira participação, que na época gerou diversas reflexões políticas do artista. Com mediação da jornalista Vera Magalhães, o programa irá ao ar na TV Cultura no dia 20 de dezembro.

A bancada do programa será composta por Adriana Couto, da TV Cultura; Mariliz Pereira Jorge, da Folha de São Paulo; Maria Fortuna, do jornal O Globo; Luiz Antonio Simas, professor e escritor; Leonardo Lichote, jornalista; e Ademir Correa, diretor de conteúdo da Rolling Stone Brasil.

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Em 2021, Caetano lançou o álbum "Meu Coco", eleito um dos melhores álbuns do ano pelo The Washington Post. O cantor também ganhou o Grammy Latino na categoria de "Gravação do Ano" com a música "Talvez".

A primeira participação do artista no Roda Viva aconteceu em 1996, em comemoração aos dez anos do programa. Na ocasião, o cantor fez críticas políticas, sociais e econômicas. "O Brasil, quanto mais a gente aprende sobre ele, mais a gente vê que é um país que não conseguiu nunca se transformar numa sociedade saudável, que apresentasse o mínimo de justiça social", declarou.

Na época, Caetano chegou a falar sobre socialismo. Ele declarou que ficou entusiasmado com a revolução em Cuba, mas que as consequências o fizeram rejeitar o regime, citando a falta de liberdade de imprensa e o preconceito contra homossexuais como alguns dos motivos. "Eu me sentia pessoalmente muito mal diante da realidade desses países", afirmou.

No programa, o cantor também falou da sua opinião sobre a descriminalização das drogas. "Droga devia ser livre e desencorajada, porque você acaba com o valor que isso tem pro tráfico, com essa economia paralela, e acaba com esse moralismo imbecil", disse na ocasião. "Eu não gosto de droga, eu não tomo droga, não gosto nem de chocolate, não tomo café, não fumo mais há muitos anos e bebo raramente", afirmou.

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