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Projeto para reajuste salarial de policiais e bombeiros começa a tramitar na Assembleia Legislativa

A base madrugou na Casa para garantir quórum. Mensagem foi lida e agora tramita de forma ordinária, sem regime de urgência

Ismia Kariny
10:32 | 18/02/2020
Soldado Noelio, deputado. Protesto de policiais e bombeiros na Assembleia
Soldado Noelio, deputado. Protesto de policiais e bombeiros na Assembleia (Foto: FÁBIO LIMA/O POVO)

Deputados se reúnem na Assembleia Legislativa para discutir o Projeto de Lei de estruturação das carreiras de segurança pública do Estado do Ceará. A base madrugou nesta terça-feira para garantir o quórum. Por volta das 8 horas já havia 16 presenças, mesmo com o plenário vazio. Projeto começa a tramitar de forma ordinária, sem regime de urgência. 

O deputado estadual Elmano de Freitas (PT) criticou a “incoerência” de deputados que participaram da negociação para o reajuste salarial de bombeiros e policiais militares, mas que agora criticam o projeto. "Imagina o que diriam se fosse o Camilo voltando atrás", apontou.

Os policiais têm rejeitado a proposta do Governo, apesar dela ter sido aprovada em mesa de negociação por representantes da categoria. Com isso, a expectativa era de que a reunião dos deputados tivesse a presença de manifestantes. No entanto, a leitura foi realizada tranquilamente pelo presidente da Assembleia Legislativa, José Sarto.

"O Governo do Estado pretende honrar o compromisso firmado entre as nove associações que participaram da mesa de negociação", diz Júlio Cesar Filho, líder do Governo. O acordo de reajuste salarial entre o Governo do Ceará e os profissionais da segurança pública do Ceará foi firmado na tarde da última quinta-feira, 13, na presença do Ministério Público e deputados da oposição.

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Segundo o líder do Governo, novas propostas de reajuste salarial para as demais categorias da segurança pública estão em processo de avaliação pela Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag). “Estamos em diálogo com as associações para tranquilizá-los; vamos sentar e ver o que for possível para que o estado possa honrar sem atingir a lei de responsabilidade fiscal”, garante Júlio Cesar Filho.

 

Foram três as reivindicações atendidas de policiais militares e bombeiros:

1) Reajuste ser pago em três parcelas, em março deste ano, março de 2021 e março de 2022.

2) Primeira parcela ser maior. Ela será de 40% do reajuste, a segunda será de 30% do reajuste e a terceira de 30%.

3) Incorporação das gratificações.


Com informações de Carlos Mazza