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Política
NOTÍCIA

"O que a Justiça fez foi censura aos diretores e às entidades", afirma Cabo Sabino sobre ação do MP

Segundo o ex-deputado, a ação do MP, divulgada nesta segunda-feira, 18, pode ocasionar um possível temor e dispersão da categoria das reivindicações

Filipe Pereira
10:44 | 18/02/2020
FORTALEZA, CE, BRASIL, 06-02-2020: Manifestação de policiais e bombeiros militares contra a proposta de reajuste de salário do governo Camilo Santana. Mais de 3 manifestantes ocuparam a Avenida Desembargador Moreira, em frente à Assembleia Legislativa do Ceará.. (Foto: Aurelio Alves/O POVO).
FORTALEZA, CE, BRASIL, 06-02-2020: Manifestação de policiais e bombeiros militares contra a proposta de reajuste de salário do governo Camilo Santana. Mais de 3 manifestantes ocuparam a Avenida Desembargador Moreira, em frente à Assembleia Legislativa do Ceará.. (Foto: Aurelio Alves/O POVO). (Foto: AURELIO ALVES)

O ex-deputado federal Cabo Sabino reagiu, na manhã desta terça-feira, 18, à Ação Civil Pública (ACP) do Ministério Público do Ceará (MPCE) para apurar a atuação irregular das associações de militares como sindicatos e a responsabilização destes no caso de deflagração de greve.

Segundo Sabino, o governo "tirou daquilo que já se tem para poer dizer que se deu um reajuste" e agiu com censura aos diretores e às entidades. "O que a justiça cearense fez ontem foi censura total. Estamos vivendo uma retaliação contra diretores de entidades, pessoas votadas e eleitas para representar uma categoria", afirmou. 

Deputados se reúnem na Assembleia Legislativa para discutir o Projeto de Lei de estruturação das carreiras de segurança pública do Estado do Ceará. O movimento desta terça, segundo o ex-deputado, visa pressionar os deputados para a inclusão de emendas no PL.

O deputado estadual, Soldado Noélio (Pros), está reunido com as categorias presente nesta manhã na AL: 















No entanto, após a Ação do MP, Sabino ressalta um possível temor e dispersão da categoria. "Vai depender muito do publico que nós tenhamos hoje. Se tiver um publico fraco e que não venha naturalmente esfria porque o policial não encontra força nos outros. Ma se tiver um público acima do esperado o resultado é previsível" avalia.

Em coletiva realizada na última segunda-feira, 17, o MPCE divulgou uma Ação com um pedido de tutela de urgência contra as associações de policiais em virtude da possibilidade de paralisação dos serviços públicos de segurança devido aos ajustes salariais. São elas a Associação dos Profissionais de Segurança Pública (APS), Associação dos Praças do Estado do Ceará (Aspra), Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Ceará (Assof), Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (Aspramece) e Associação Beneficente dos Subtenentes e Sargentos (ABSS).

Com informações do repórter Henrique Araújo