Com parlamentares de saída, PDT Ceará começa a projetar eleições
Diretório estadual reúne-se para discutir sobre aproximação do pleito em meio às indefinições quanto a chegadas e partidas de políticos
O PDT no Ceará começou a projetar as eleições de outubro de 2026. Na última semana ocorreu uma reunião na sede da Executiva Estadual do partido, em Fortaleza. O encontro contou com o presidente estadual, deputado federal André Figueiredo; o presidente do PDT de Fortaleza, Iraguassú Filho; o deputado federal Mauro Filho, além de membros da executiva.
Dentre as pautas, destacou-se o foco na montagem de um chapa visando as próximas eleições. Segundo Iraguassú Filho, o partido busca conseguir três vagas na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
Quando o assunto é Câmara Federal, as discussões entram em um campo ainda de indefinições, dependendo do tamanho do apoio do governador Elmano de Freitas (PT) no pleito, além de negociações envolvendo filiações e desfiliações na sigla.
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Chegadas e partidas
Iraguassú afirma que nomes fortes da política estadual, inclusive com mandato, têm procurado o PDT com intenção de se filiar principalmente em conversas com André Figueiredo e com o vereador de Fortaleza, Gardel Rolim.
A janela partidária em 2026 ocorre entre o início de março e abril, quando deputados federais, estaduais e distritais terão um mês para trocar de partidos sem risco de perder o mandato atual por infidelidade partidária.
O PDT deve perder um vereador e alguns deputados estaduais com mandato. Sem alinhamento com o partido na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), o vereador PP Cell deve ser expulso da sigla. Ele está pronto para se filiar ao PL. Uma reunião virtual do diretório municipal está marcada para esta segunda-feira, 19, para deliberar sobre o parecer e a votação sobre o futuro do parlamentar no partido.
Todos os quatro deputados estaduais com mandato do PDT devem deixar o partido, insatisfeitos com a aproximação da sigla com o Partido dos Trabalhadores (PT).
Antônio Henrique, Cláudio Pinho, Lucinildo Frota e Queiroz Filho compõem grupo de oposição ao governo Elmano e defendem a pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo, devendo trocar de partido para uma sigla fora da base do governo estadual assim que a janela partidária permitir.
Alguns nomes da bancada federal também podem deixar o PDT. Licenciado para comandar a Secretaria de Educação de Fortaleza, Idilvan Alencar ainda não definiu se permanece no PDT ou desembarca no PSB, como vários colegas fizeram acompanhando o senador Cid Gomes (PSB).
Robério Monteiro é outro que deve ir para o PSB. Já Eduardo Bismarck tem como provável destino o Podemos, presidido no Ceará pelo pai, Bismarck Maia. Participante ativo da reunião da semana passada, Mauro Filho afirma não haver definição no momento sobre a permanência ou não no partido.
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