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Chances de Alckmin fechar com Lula é de 70%, diz Márcio França

O presidente do PSB em São Paulo afirmou que, se dependesse dele, o acordo político entre Lula e Alckmin já estaria selado
14:49 | Dez. 08, 2021
Autor Alice Araújo
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Tipo Notícia

O presidente do PSB de São Paulo, Márcio França, afirmou em entrevista, nesta quarta-feira, 8, que as chances de Geraldo Alckmin (PSDB) fechar com o partido e formar parceria política com o ex-presidente e pré-candidato Lula (PT), é de 70%. Com a saída já anunciada do PSDB, o ex-governador paulista cogita filiação ao PSB e rumores de costuras políticas com o petista já circulam desde novembro.

Márcio França foi questionado pela GloboNews a respeito das chances, numa escala de 0 a 10, do até então tucano firmar de fato uma chapa com Lula. “Se depender de Alckmin, sete”, respondeu o presidente do PSB, cravando 70% de possibilidades.

De acordo com França, a legenda não somente deve celebrar com “tapete vermelho” a chegada de Alckmin, como também, se dependesse do próprio dirigente do partido, o acordo Lula-Alckmin já estaria selado.

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Para Márcio França, o PSB deve, inclusive, fazer concessões para ter o ex-governador em seus quadros. Ele cogita até abrir mão de sua candidatura ao governo de São Paulo, se for da preferência de Alckmin concorrer para esse cargo. “Ele (Alckmin) está fazendo suas consultas. A nossa decisão é que eu serei candidato a governador. Mas se ele quiser se filiar para ser governador, eu abriria para ele”, disse França.


O presidente do PSB-SP também aproveitou a entrevista para pressionar o PT por uma decisão, a fim de formar, o quanto antes, uma articulação forte contra Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Conforme Mário França, o governador de São Paulo João Doria (PSDB), por exemplo, já deve estar estabelecendo vínculos políticos com Sergio Moro (Podemos), tomando a dianteira desses trâmites políticos.

“Doria deve se juntar ao Moro porque ele não faz questão de ser presidente, governador nem prefeito, ele só quer ser candidato. Doria se adapta fácil para ser vice do Moro ou vice-versa. De qualquer maneira, ele estará nessa engenharia. É isso que o PT tem que saber: se pretende ter os partidos com ele ou se vai esperar o segundo turno”, disse Mário França.

 

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