Bolsonaro reclama de comparações entre sua viagem e a de Lula

As viagens diplomáticas e coincidentemente concomitantes dos adversários políticos, abriram margem para comparações entre os roteiros visitados por ambos e a recepção de cada um nos destinos escolhidos

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se mostrou contrário às comparações que estão sendo feitas entre sua viagem ao Oriente Médio, e a agenda internacional que o ex-presidente Lula (PT) cumpre em países Europeus. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a reportagem Bolsonaro não está satisfeito com as comparações. “Eu vi na Globo News: ‘Bolsonaro decepciona, Lula é um sucesso’. Ah, pelo amor de Deus”, ironizou o mandatário, que está voltando para o Brasil.

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Na agenda do presidente, além de passar por Qatar, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, onde inaugurou uma embaixada brasileira, ele também se encontrou com empresários e autoridades locais.

O principal oponente de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022 também vem cumprindo agenda de compromissos internacionais. Lula esteve na Alemanha, França, Bélgica e Espanha, e durante essas visitas encontrou com líderes mundiais como Emmanuel Macron, que o recebeu com protocolo semelhante ao usado para chefes de Estado.

O petista também discursou no Parlamento Europeu, no Instituto de Estudos Políticos de Paris (Science Po), e na Casa América, na Espanha, durante o seminário “Cooperação multilateral e recuperação regional pós-Covid-19”. Em todas as ocasiões foi ovacionado pela plateia presentes nos eventos.

As viagens diplomáticas, e coincidentemente concomitantes dos adversários políticos, abriram margem para comparações entre ambos. Bolsonaro realiza uma agenda de visitas a líderes ditatoriais árabes, enquanto Lula encontra lideranças políticas importantes no cenário mundial.

Sobre essa questão, o chefe do Executivo nacional disparou que “Lula tem que andar pelo Brasil”. Segundo o presidente, sua viagem está sendo positiva e o país “assumiu cada vez mais destaque no mundo”, fazendo referência a imagem do Brasil no exterior.

Ao jornal, o mandatário não revelou detalhes sobre os assuntos que tratou como as lideranças árabes, alegando que o assunto era “reservado”. Mas garantiu que o país está com a credibilidade em alta. “Excelente viagem. Conversas excepcionais. Só o tratamento dispensado para nós, e nós a eles, demonstra que vivemos uma boa fase", afirmou.

O Brasil, no entanto, é alvo de críticas da comunidade internacional, principalmente ligadas à gestão de Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, e a questões ambientais como, por exemplo, a não participação de Bolsonaro durante a COP-26. Recentemente, inclusive, o mandatário afirmou, em discurso para investidores em Dubai, que a Amazônia não pega fogo. A declaração causou polêmica e reforçou a imagem das fracas políticas ambientais do governo bolsonarista.

Quando questionado sobre o assunto, o presidente reafirmou sua fala. "Quero te convidar para ir com um galão de gasolina no coração da floresta Amazônica e ver se pega fogo. Não pega fogo. Vocês (imprensa) continuam batendo na tecla de falar mal do Brasil", disse ao jornal.

 

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