Termo de Uso Política de Privacidade Política de Cookies Conheça O POVO Trabalhe Conosco Fale com a gente Assine Ombudsman
Participamos do

Atos do dia 12 de setembro contra Bolsonaro têm baixa adesão pelo País; saiba os motivos

A articulação atraiu o apoio de políticos de direita, de centro e de esquerda, porém dividiu a oposição, entre elas o PT, principal legenda de oposição a Bolsonaro no Congresso Nacional
11:14 | Set. 13, 2021
Autor Filipe Pereira
Foto do autor
Filipe Pereira Repórter Política
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

As manifestações pró-impeachment e contra o presidente Jair Bolsonaro foram realizadas neste domingo, 12, com público muito menor que o esperado em diversas cidades do país. Convocadas pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo grupo Vem pra Rua, os protestos realizados em diversas capitais foram uma respostas às manifestações de 7 de setembro, a favor do presidente.

Tendo como foco principal o julgamento político do chefe do Executivo nacional, os atos reuniram representantes de diversas correntes ideológicas, além da participação de políticos presidenciáveis, como o ex-ministro Ciro Gomes, o ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, e o governador de São Paulo, João Dódia (PSDB). A senadora Simone Tebet (MDB) e o senador Alessandro Vieira (Cidadania) também estiveram presentes. 

A articulação atraiu o apoio de políticos de direita, de centro e de esquerda. Porém, acabou rachando a oposição a Bolsonaro. Como já esperado, a mobilização dividiu a opinião de representantes partidários. Sem a adesão do PT - forte nome da esquerda - e outros partidos, movimentos e centrais sindicais que orbitam em torno da sigla, a mobilização não superou a investida bolsonarista do Dia da Independência. Parte da direita também se recusou a participar das manifestações, por entender que elas poderiam fortalecer o nome do ex-presidente Lula. 

LEIA MAIS l Manifestação de 12 de setembro contra Bolsonaro: confira o que aconteceu 

Na Avenida Paulista, em São Paulo, os manifestantes iniciaram a concentração próximo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) às 11h, e se dispersaram por volta das 18h30. Segundo um levantamento do Centro de Operações da Polícia Militar de São Paulo (Copom), aproximadamente 6 mil pessoas estiveram presentes até o meio da tarde. 

Nos atos do 7 de Setembro, o órgão havia estimado a presença de 125 mil manifestantes pró-Bolsonaro. Em termos comparativos, o público presente neste domingo representa pouco menos de 5% do total do ato governista.

Em Brasília, o ato estava marcado para ter início às 9 horas, mas quase ninguém compareceu à Esplanada dos Ministérios. Segundo a Polícia Militar, o protesto contou com cerca de 700 participantes às 15h30min. Na região, alguns ambulantes chegaram a reclamar das vendas. Já o MBL afirmou ter contabilizado 2 mil pessoas na manifestação, "com pico de 5 mil".

Belo Horizonte e Rio reuniram os maiores contingentes. Na capital carioca, os manifestantes se concentraram em Copacabana, na zona sul, ao lado de um carro de som a partir das 10h. Os presentes utilizaram camisas brancas e pretas, além de empunharem bandeiras e cartazes. No começo da tarde, porém, o ato já havia sido encerrado. 

Na capital mineira, o ato ficou concentrado na Praça da Liberdade, região central, e foi encerrado por volta de 12h50min. Manifestantes carregavam bandeiras de partidos políticos e cartazes contra o governo. Em Belém, o início do protesto foi realizado na Boca Maldita, região central da cidade, e, por volta das 16 horas, os manifestantes continuavam no local.

Em Salvador, os atos aconteceram a partir das 8 horas, mas também já estavam dispersos no começo da tarde. Partidários do PDT, Novo e do Livres se uniram no protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, no Farol da Barra. Fora do foco planejado para as manifestações pelo Brasil, apenas algumas dezenas de pessoas compareceram. O mesmo contingente foi registado em Manaus e Belo Horizonte.

Em São Luís, no Maranhão, manifestantes se reuniram na Praça do Pescador a partir das 9 horas para pedir o impeachment do presidente Bolsonaro. Com faixas e cartazes "Fora, Bolsonaro", o movimento uniu o MBL a representantes do Novo, PDT, Cidadania e Rede, além de integrantes de igrejas evangélicas, em críticas ao presidente.

Em Vitória (ES), a manifestação começou às 9h30min, na Praça do Papa. Após a concentração, os manifestantes saíram em carreata pela Terceira Ponte até chegar à Prainha, em Vila Velha. Segundo a PM, cerca de 80 veículos participaram do ato, que foi encerrado sem ocorrências.

Diferentemente do que foi decidido em alguns Estados, no Espírito Santo a manifestação manteve o lema "nem Lula, nem Bolsonaro". Por isso, partidos como o PT e o Psol não aderiram aos atos. O PSB e o PDT convocaram a militância para os protestos, mas não houve grande adesão.

Sem participação do PT, a manifestação contra Bolsonaro também tem baixa adesão em Fortaleza. Organizado pelo MBL Ceará, o ato na capital cearense reuniu representantes de diversas correntes ideológicas, mas não teve participação do Partido dos Trabalhadores, principal legenda de oposição a Bolsonaro no Congresso Nacional.

LEIA MAIS l PT e Psol não participarão de ato convocado pelo MBL contra Bolsonaro em Fortaleza

No domingo, militantes de parte da esquerda usaram as redes sociais para criticar as manifestações convocadas por grupos de centro-direita. A direção do PT aproveitou para anunciar uma manifestação contra Bolsonaro para 2 de outubro.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Mourão diz que semana começa com clima institucional melhor e minimiza atos

POLÍTICA
11:13 | Set. 13, 2021
Autor Agência Estado
Foto do autor
Agência Estado Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia
Quatro dias após a publicação da "declaração à Nação", documento em que presidente Jair Bolsonaro pediu harmonia entre os poderes, o vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira entender que a semana começa com um clima institucional melhor em relação à anterior. Ele também minimizou os atos contra o presidente ocorridos no domingo, 12, menos expressivos do que os governistas de 7 de setembro em meio à divisão da esquerda.
Questionado nesta segunda-feira por jornalistas em frente ao Palácio do Planalto se a semana terá um clima melhor entre as instituições, Mourão confirmou. "Não resta dúvida. Na semana passada, houve uma manifestação maciça em favor do nosso governo, em particular à pessoa do presidente da República. O presidente, na quinta-feira, fez aquela carta buscando diminuir essa tensão e fazer reaproximação com STF, em particular com ministro Alexandre de Moraes", lembrou o vice-presidente. "A gente começa a segunda-feira com pauta positiva e muita coisa a ser tratada no Congresso. Tem a Medida Provisória da questão das redes sociais, a questão do código eleitoral. Tem muita coisa para ser tratada nesta semana."
A "declaração à Nação" de Bolsonaro, articulada diretamente pelo ex-presidente Michel Temer, foi um recuo, ainda que temporário, da ofensiva do chefe do Executivo sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), instituição ameaçada por ele nos atos de 7 de setembro.
Após ser alertado pelo presidente da Corte, Luiz Fux, de que sua promessa a apoiadores de descumprir decisões judiciais configuraria crime de responsabilidade, Bolsonaro diminuiu o tom - embora na mesma noite, em transmissão ao vivo nas redes sociais, tenha feito novos elogios às manifestações pró-governo, marcadas por pautas antidemocráticas.
Mourão também minimizou no período da manhã desta segunda-feira os atos da oposição ocorridos no domingo. "Eu nunca desdenho de nada, mas foram bem aquém daquilo que podia se esperar. A esquerda faltando falta muita gente", disse na sua chegada ao Planalto.
Convocados principalmente por grupos considerados de direita, como o Movimento Brasil Livre (MBL), os protestos deste domingo tiveram baixa adesão da esquerda, embora algumas figuras tenham marcado presença.
Em São Paulo, por exemplo, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) e a deputada estadual Isa Penna (PSOL) estiveram na Avenida Paulista, ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que também deseja disputar a corrida ao Planalto.
Amazônia.
De volta de uma agenda no Pará com embaixadores, o vice-presidente insistiu que os representantes diplomáticos de outros países ficaram satisfeitos com o tour pela Floresta Amazônia. "Andamos 80 km na Transamazônica. Voamos e não tinha nenhuma queimada", afirmou Mourão. "Estamos vivendo situação econômica difícil no País. Onde tem oportunidade para pessoas ganharem algum dinheiro, vão buscar. Uma delas é o garimpo. Quando é feito dentro da legalidade, muito bem, mas quando está na ilegalidade, compete às forças da lei e da ordem impedir que isso aconteça", acrescentou.
A fala vem em meio à pressão internacional pela diminuição no desmatamento da Floresta.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

TCU suspende auditor que fez 'relatório paralelo' citado por Bolsonaro

POLÍTICA
10:47 | Set. 13, 2021
Autor Agência Estado
Foto do autor
Agência Estado Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia
O auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva, do Tribunal de Contas da União (TCU), foi suspenso das funções da Corte por 45 dias, sem direito a salário. A decisão foi tomada pela comissão do tribunal montada para estudar uma punição a ele. O servidor é autor de uma pesquisa não oficial que contestava o número de mortes por covid-19 em 2020 e apontava, sem amparo técnico, que o número poderia ser 50% menor que o informado oficialmente.
"O fato teve o potencial de provocar uma crise institucional entre a Corte e o Poder Executivo, com graves constrangimentos para todos os integrantes desta Casa", declarou a comissão do TCU no documento que informou a suspensão.
O levantamento não oficial feito por Marques aponta "supernotificação" de mortes por covid-19 no País. No ano passado morreram 195 mil pessoas em decorrência do coronavírus no Brasil. O relatório foi inserido no sistema do TCU sem que constasse de qualquer processo do órgão.
Esse documento foi citado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, para comprovar sua tese de que cerca de metade dos óbitos registrados como covid-19 não seriam causados pela doença. O tribunal o desmentiu a versão no mesmo dia.
De acordo com o depoimento de Alexandre Marques à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, o texto foi repassado ao seu pai, Ricardo Silva Marques, que o encaminhou a Bolsonaro. O pai do auditor é amigo do presidente e tem um cargo na Petrobras.
Alexandre chegou a ser indicado para assumir a diretoria de Compliance do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas foi barrado pelo regimento interno do tribunal, que não permite que um servidor da casa possa ser cedido para uma instituição que pudesse ser alvo de apuração da Corte de Contas.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Covid-19: Brasil registra menor média de casos desde maio de 2020

Média móvel de casos de Covid-19
10:38 | Set. 13, 2021
Autor Levi Aguiar
Foto do autor
Levi Aguiar Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O Brasil contabilizou 293 mortes e 10.615 novos casos de Covid-19, se acordo com informações do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), divulgadas no último domingo, 12. Em relação à média móvel de casos dos últimos sete dias, o País registrou 15.571. Esse é o menor número desde 21 de maio de 2020, quando o Brasil teve média de 15.310 casos na semana.

Sobre o mapeamento de mortes pela doença, a média móvel foi de 460, taxa que também apresentou recuo. A última vez que o Brasil havia apresentado um número com índice menor que a média móvel de 460 foi em 13 de novembro de 2020, com 389.

A média móvel serve para analisar se os números de casos confirmados e o de mortes por Covid-19 na última semana têm aumentado ou diminuído, em relação ao mesmo intervalo de tempo das semanas anteriores.

LEIA MAIS | Brasil acumula 20,9 milhões de casos e 586,5 mil mortes por Covid-19

Praia do Futuro tem movimentação intensa neste domingo; frequentadores se dizem seguros com vacina

No total, segundo o Conass, o Brasil acumula 20.999.779 casos de Covid-19 e 586.851 óbitos. O Ministério da Saúde (MS) anunciou, no sábado, que 70 milhões de pessoas já foram vacinadas com duas doses ou a dose única da vacina contra a Covid-19 e completaram a imunização contra o novo coronavírus. 

O número corresponde a 44% do total da população maior de 18 anos com o esquema vacinal completo. Já na primeira dose, foram mais de 136,9 milhões de primeiras doses aplicadas. O número, segundo o MS, condiz a 85% da população maior de 18 anos.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Ceará e Fortaleza completam somados 10 jogos sem vencer na Série A

10:34 | Set. 13, 2021
Autor Horácio Neto
Foto do autor
Horácio Neto Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Ceará e Fortaleza apresentaram uma queda de desempenho neste momento do Campeonato Brasileiro e, após as derrotas para Grêmio e Atlético-MG, respectivamente, somam juntos 10 partidas sem vencer. Já são cinco rodadas seguidas sem vitórias dos rivais na primeira divisão. A dupla cearense só tem jejum menor que o Santos, há seis confrontos sem triunfos, e o Athletico-PR, com oito partidas sem conquistar os três pontos.

Os clubes que amargam sequências sem triunfo são o Furacão (8), o Peixe (6), o Sport (5), o Vovô (5) e o Leão (5). Dentre os nordestinos com cinco jogos sem comemorar vitória, os pernambucanos ainda jogam na rodada, em casa, contra o Internacional, e podem chegar ao sexto embate. A Chapecoense, clube com maior período sem ganhar nesta edição da Série A, venceu o Bragantino fora e deu fim a marca negativa.

O jejum de vitórias dos rivais da capital cearense se refletiu na tabela. Nos cinco jogos sem vencer, o Ceará somou dois pontos dos 15 possíveis, caindo da sétima colocação para a 11ª. Já o Fortaleza não teve grandes prejuízos e, mesmo obtendo apenas três pontos em cinco rodadas, conseguiu perder só uma posição, saindo do terceiro lugar para o quarto.

Ceará e Fortaleza entram em campo neste final de semana no Brasileirão, pela 21ª rodada, buscando encerrar a marca negativa. O Alvinegro recebe o Santos no sábado, 18, às 21 horas, no Castelão. Já o Tricolor vai a Porto Alegre encarar o Internacional, no Beira-Rio, neste domingo, 19, às 11 horas.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Cinco estados não registram mortes por Covid-19 nesse domingo, 12

10:20 | Set. 13, 2021
Autor Euziane Bastos
Foto do autor
Euziane Bastos Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Acre, Amapá, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe são os cinco estados que não registraram mortes por Covid-19 neste domingo, 12. Segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, existe uma tendência de queda dos casos em todo o País em comparação à média de 14 dias atrás.

Leia Mais - Opas: Américas registraram 1,6 milhão de casos de coronavírus na última semana

Nesse mesmo balanço, o Ceará encontra-se entre os estados que estão em estabilidade de casos. Dos estados nordestinos, é o segundo com mais óbitos pela doença, ficando atrás apenas da Bahia.

Leia Mais - Brasil acumula 20,9 milhões de casos e 586,5 mil mortes por Covid-19

Apesar do aumento de casos no início do ano, o Brasil começou a apresentar médias móveis abaixo de 1.000 a partir do final de julho. Em um dos piores momentos da pandemia, a média móvel de óbitos chegou a 3.125. Atualmente, o total de mortes em todo o País desde o início da pandemia é de 586.882.

Leia Mais - Adoção de protocolos contra Covid-19 é fator decisivo para 60% dos turistas brasileiros

Veja o histórico de médias móveis de óbitos da última semana no Brasil:

Segunda (6): 603
Terça (7): 526
Quarta (8): 461
Quinta (9): 457
Sexta (10): 453
Sábado (11): 468
Domingo (12): 473

O consórcio de veículos da imprensa, responsável pela apuração desses dados, é uma parceria entre seis veículos (G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL) e os balanços são feitos a partir de dados que são provenientes de secretarias estaduais de saúde.


Coronavírus no Ceará


IntegraSUS: última atualização em 12/09/2021
Ministério da Saúde: última atualização em 12/09/2021

Total de mortes (geral): 24.127
Registro de mortes nas últimas 24 horas: 0
Novas mortes nos últimos 7 dias: 9
Total de casos confirmados nos últimos 7 dias: 268


Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags