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Rússia x Ucrânia: resumo dos principais acontecimentos hoje, 25/02

Governo de Vladimir Putin começou a bombardear o território ucraniano na madrugada da quinta, 24 de fevereiro (24/02); confira o resumo dos principais acontecimentos até hoje (25/02) e consequências
00:05 | Fev. 25, 2022
Autor Nadine Lima
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Tipo Notícia

Confira o resumo dos principais acontecimentos após a invasão das tropas russas na Ucrânia até hoje, sexta-feira, 25 de fevereiro (25/02). O bombardeamento teve início na madrugada da quinta-feira, 24 e, até o momento, cerca de 137 pessoas morreram e pelo menos 100 mil ucranianos se deslocaram de suas casas para fugir dos ataques, segundo autoridades ucranianas e a Organização das Nações Unidas (ONU), respectivamente. 

 

Rússia invade Ucrânia: explosões são ouvidas em várias cidades

A Rússia iniciou, na madrugada desta quinta-feira, 24 de fevereiro (24/02), uma invasão na Ucrânia, com ataques aéreos em todo o país, incluindo a capital Kiev. Há ainda entrada de forças terrestres ao norte, leste e sul, segundo os guardas de fronteira ucranianos, que registram suas primeiras perdas.

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A ofensiva provocou clamor internacional, ao qual Moscou não deu ouvidos. Dois dias depois de reconhecer a independência dos territórios separatistas ucranianos no Donbas, o presidente russo, Vladimir Putin (que disse que queria "defendê-los" contra a agressão ucraniana) lançou a invasão.

"Tomei a decisão de uma operação militar", declarou Putin em um discurso na madrugada. "Vamos nos esforçar para alcançar uma desmilitarização e uma desnazificação da Ucrânia", afirmou. "Não temos nos nossos planos uma ocupação dos territórios ucranianos, não pretendemos impor nada pela força a ninguém", assegurou, apelando aos soldados ucranianos "a deporem as armas".

Otan condena ataque e diz que Rússia pagará "pesado preço econômico e político"

Horas após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciar ofensiva militar na Ucrânia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) condenou, "nos mais fortes termos possíveis", o "horripilante" ataque, que considera "inteiramente injustificado e não provocado". Em comunicado divulgado na manhã desta quinta-feira, a aliança também denunciou Belarus por apoiar as ações russas.

Segundo a nota, a operação representa "grave violação" da lei internacional e constitui um ato de agressão contra um país independente e pacífico. A Organização reitera apoio às instituições e aos líderes eleitos ucranianos, incluindo o Parlamento e o presidente.

"Sempre manteremos nosso total apoio à integridade territorial e à soberania da Ucrânia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, incluindo suas águas territoriais", afirma.

Desolação, bombardeios e corpos carbonizados no leste da Ucrânia

"Que país de merda!", grita uma mulher sobre o corpo de um homem, morto durante um bombardeio em um bairro residencial de Chuguev, no leste da Ucrânia, um dos primeiros alvos da invasão lançada pela Rússia nesta quinta-feira, 24 de fevereiro (24/02).

Perto do cadáver, seu filho está prostrado, chorando."Eu disse a ele para ir embora", repete, incansavelmente, o homem de 30 anos, ao lado dos restos carbonizados de um antigo veículo da marca Lada.

O míssil deixou uma cratera de 4 a 5 metros de diâmetro entre dois imóveis de cinco andares, totalmente destruídos. Os bombeiros ainda tentam extinguir as últimas chamas. Vários prédios mais afastados do impacto foram gravemente afetados, com janelas quebradas, ficando apenas as molduras penduradas no vazio.

Os militares russos afirmaram que destruíram os sistemas de defesa antiaérea e deixaram as bases ucranianas "fora de serviço". Informou-se ainda que "a população civil não tem nada a temer", embora Kiev tenha relatado várias mortes de civis.

Prefeito de Kiev declara toque de recolher na capital ucraniana

O prefeito de Kiev, Vitaly Klitschko, anunciou nesta quinta-feira, 24, um toque de recolher para proteger a "segurança" dos habitantes da capital, após o início da invasão russa da Ucrânia.

"O toque de recolher vai durar das 22h às 7h", acrescentou o prefeito, em um comunicado, especificando que o transporte público não funcionará nesses horários, mas que as estações de metrô permanecerão abertas para servir de abrigo em caso de ataques.

Putin diz que única alternativa para defender Rússia era atacar Ucrânia

"A Rússia não tinha nenhuma outra alternativa para se defender além de lançar suas tropas contra a Ucrânia", afirmou nesta quinta-feira, 24, o presidente Vladimir Putin, depois que Moscou lançou uma invasão contra o país vizinho durante a madrugada.

"O que está ocorrendo atualmente é uma medida forçada, já que não nos deixaram nenhuma outra forma de proceder", declarou Putin em uma reunião com empresários transmitida pela televisão.

Mais de 800 manifestantes são detidos na Rússia em protestos contra a guerra na Ucrânia

A polícia russa deteve nesta quinta-feira, 24, mais de 800 pessoas por participarem de manifestações contra a guerra na Ucrânia, segundo a ONG de direitos humanos OVD-info. A organização afirma que pelo menos 788 pessoas foram detidas em 42 cidades, metade delas em Moscou, onde a AFP testemunhou dezenas de detenções na praça Puskhin, no centro da capital russa.

Bolsas europeias afundam após invasão da Ucrânia

As principais bolsas de valores da Europa viveram nesta quinta-feira, 24, um de seus piores dias desde março de 2020, após o início da invasão russa da Ucrânia, que também fez disparar os preços das matérias-primas.

O índice FTSE de Bolsa de Londres fechou com queda de 3,82%, enquanto o DAX de Frankfurt caiu 3,96%. Já o CAC-40, da bolsa de Paris, fechou em baixa de 3,83%, enquanto o FTSE MIB de Milão registrou perdas de 4,10%, e o IBEX 35, de Madri, recuou 2,86%.

Rússia toma o controle da usina de Chernobyl, anuncia governo da Ucrânia

A Ucrânia anunciou nesta quinta-feira, 24, que as forças russas tomaram a usina nuclear de Chernobyl após uma batalha "feroz" no primeiro dia da ofensiva russa contra o país vizinho, que fez parte da extinta União Soviética.

"Depois deste ataque absolutamente insensato dos russos, não é possível dizer que a usina nuclear está a salvo. Essa é uma das maiores ameaças para a Europa atualmente", disse o conselheiro-chefe do gabinete do presidente, Mijailo Podoliak, depois que o governo anunciou que havia combates próximos ao depósito de resíduos nucleares da usina acidentada em 1986.

Antes da ação, o presidente Volodymyr Zelenskiy disse que forças ucranianas estavam lutando de todas as forças possíveis para impedir que tropas russas capturassem a antiga usina nuclear.

Casa Branca: Rússia será isolada do sistema financeiro e comércio global

A Casa Branca informou nesta quinta-feira, 24, que a Rússia será isolada do sistema financeiro global, comércio mundial e tecnologia de ponta, sofrendo assim com pressão "intensa e imediata" em sua economia e custos massivos "como resultado das escolhas de Putin".

Em comunicado, a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que os custos impostos em conjunto pelos países do G7 serão "sem precedentes". Ela destacou que o G7 conta com 50% da economia do mundo.

Quase 100 mil ucranianos fugiram de suas casas após invasão russa, segundo ONU

Quase 100 mil pessoas fugiram de suas casas na Ucrânia e milhares buscaram refúgio no exterior após a invasão russa, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira, 24.

"Acreditamos que cerca de 100.000 pessoas já fugiram de suas casas e podem ter se mudado para dentro do país e que vários milhares cruzaram as fronteiras internacionais", disse à AFP Shabia Mantoo, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Itamaraty: Posição do Brasil é de equilíbrio e apego inafastável ao Direito Internacional

O diretor de comunicação social do Itamaraty, ministro Adriano Pucci, afirmou nesta quinta-feira, 24, que a posição brasileira no conflito da Rússia com a Ucrânia é de "equilíbrio" e de buscar "viabilizar a paz".

"A posição do Brasil é de equilíbrio, de apego inafastável ao Direito Internacional, às resoluções pertinentes do Conselho de Segurança da ONU", disse. "O Brasil não pretende contribuir para rufar os tambores de guerra. A posição do Brasil é de viabilizar a paz a qualquer momento, de acordo com a nossa Constituição e de acordo com a Carta das Nações Unidas."

O Brasil tem sido pressionado pela comunidade internacional para adotar uma postura mais dura contra a Rússia e para condenar a ação militar do presidente Vladimir Putin.

Ofensiva russa na Ucrânia deixa cerca de 68 mortos, segundo autoridades ucranianas

Pelo menos 68 pessoas morreram, entre civis e soldados, como resultado de ataques aéreos e terrestres das tropas russas na Ucrânia, segundo balanço feito pela AFP com base em informações oficiais ucranianas.

Os militares russos tomaram uma base aérea estratégica perto de Kiev, assim como a área da usina de Chernobyl, ainda contaminada pela radioatividade do acidente nuclear de 1986, quando a Ucrânia fazia parte da agora desmembrada União Soviética.

Zelensky anuncia a morte de pelo menos 137 ucranianos no primeiro dia da invasão russa na Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta sexta-feira, 25, noite de quinta-feira no Brasil), a morte de pelo menos 137 cidadãos ucranianos no primeiro dia da invasão russa ao país

"137 heróis, nossos cidadãos" perderam a vida, disse o presidente em um vídeo publicado no site do governo, acrescentando que outros 316 ucranianos ficaram feridos nos combates.

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