Polícia prende suspeito por triplo homicídio em Fortaleza; motivação foi disputa de facções
Jefferson Flavio Fernandes era alvo de um mandado de prisão. Ele é apontado pelo MPCE como um dos envolvidos nas mortes de dois irmãos e um homem em novembro de 2025
Uma operação policial da Polícia Civil do Ceará realizada nesta terça-feira, 20, no bairro Canindezinho, em Fortaleza, resultou na prisão de Jefferson Flavio Fernandes da Silva, conhecido como "Jefim".
Jefferson é apontado pelas investigações como um dos principais suspeitos de um triplo homicídio ocorrido no mesmo bairro, em novembro do ano passado.
A captura ocorreu por volta das 06h15min, na Rua dos Trevos, por meio do trabalho do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os policiais foram ao local para cumprir um mandado de prisão contra Jefferson, mas suspeito também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.
No imóvel, a polícia apreendeu 83 gramas de maconha, 30 gramas de cocaína e dois aparelhos celulares.
O crime que motivou a operação na manhã do dia 7 de novembro de 2025, na rua Rio Verde. Na ocasião, foram mortos José Wenyo Linhares Silva e os irmãos Alexandra Lima Menezes e João Davi Lima Menezes.
Documentos do MPCE indicam execuções ordenadas pelo TCP
Documentos do Ministério Público do Ceará (MPCE), obtidos pelo O POVO, indicam que as execuções foram motivadas pela guerra entre facções criminosas. Uma testemunha protegida relatou que os autores seriam integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP).
A investigação do MPCE já havia solicitado à Polícia Civil o rastreamento do trajeto de um veículo HB20 branco usado no crime e a verificação dos dados da tornozeleira eletrônica de "Jefim", que era monitorado na época das mortes.
Após a captura nesta manhã, Jefferson passou por audiência de custódia e a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, garantindo que ele permaneça detido.
Na decisão, o magistrado destacou a periculosidade do suspeito, enfatizando que ele estava foragido e, mesmo respondendo a outros processos graves, incluindo uma ação penal por homicídio qualificado na 6ª Vara do Júri, continuava delinquindo.
"A reiteração criminosa e a gravidade concreta da conduta, evidenciada pela fuga e pela persistência no tráfico de drogas, exigem a segregação cautelar para garantia da ordem pública", fundamentou o juiz.
Além de responder agora pelo tráfico de drogas e pelo cumprimento do mandado anterior, a apreensão dos celulares de Jefferson deve acelerar a conclusão do inquérito sobre as três mortes no Canindezinho.