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Maior submarino do Brasil ficará atracado em Fortaleza até domingo, 10

Equipamento saiu do Rio de Janeiro e seguirá viagem para os Estados Unidos neste domingo, 10. Antes de chegar em águas americanas o submarino fará mais uma parada em Porto Rico
18:07 | Abr. 08, 2022
Autor Gabriel Borges
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Tipo Notícia

Com mais de 62 metros de comprimento e pesando 1.400 toneladas, o Tikuna S34, maior e mais novo submarino brasileiro está atracado em Fortaleza. O equipamento militar chegou na última terça-feira, 5, e seguirá para os Estados Unidos neste domingo, 10. Há ainda uma parada programada em San Juan, Porto Rico, no dia 5 de maio, e o submarino ficará submerso durante 25 dias. Ao todo, 44 militares fazem parte da tripulação.

O capitão de fragata e comandante do submarino, Marcos Cipitelli, explica que o equipamento consegue navegar até 300 metros de profundidade. "Navegamos com liberdade, não ficamos sempre com os 300 metros. Existem montanhas submarinas que precisamos desviar, ou até mesmo alguma outra coisa, a maneira mais fácil é sempre para cima ou para baixo", relata.

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O POVO foi até o submarino e conheceu a estrutura que está à disposição dos militares brasileiros. Logo na chegada, é preciso atenção, a ponte que liga a terra firme ao submarino é móvel, com as ondas, o balanço da estrutura é inevitável. Uma vez em cima do submarino, é preciso caminhar até uma porta estreita, onde está localizada uma escadaria de acesso à parte interna do equipamento.

A sala de torpedos é o primeiro espaço da estrutura, onde também estão localizadas parte do dormitório e duas mesas. Ao todo, o submarino está equipado com 14 torpedos, que possuem capacidade de afundar um navio com um único disparo. "Aqui, aproveitamos o máximo possível de cada um dos compartimentos, já que temos um espaço muito reduzido", explica o comandante.

A estrutura possui um corredor central bem estreito, por ele, é possível chegar aos demais compartimentos, como quartos, cozinha, os dois banheiros e salas de comando. "O submarino tem um andar que chamamos de convés, que é chamado de convés habitável, e existe um outro para mantimentos, como o que abrigamos os alimentos. Lá temos três câmaras frigoríficas, para carnes, verduras e os demais alimentos", relata Cipitelli.

Todo dia, quatro refeições são realizadas pelos militantes (café da manhã, almoço, jantar e ceia), e os alimentos não fogem do tradicional arroz, feijão, pão, além de fontes de proteínas. "Temos uma alimentação restrita no preparo, não fazemos fritura, damos preferência aos ensopados, comidas cozidas ou que vão ao forno. Fritura é um problema, pois gera muito CO2 (dióxido de carbono) dentro do submarino e precisamos evitar que isso ocorra."

De acordo com o comandante, o tempo máximo que o submarino pode ficar em viagem é 40 dias. O prazo é calculado com base na quantidade de comida que o equipamento consegue transportar. "A vida mecânica do submarino se renova, mas nós temos um limite. Precisamos parar para restabelecer os nossos suprimentos", esclarece.

Sem sinal de internet e com a comunicação externa destinada somente ao meio militar, o comandante explica que os militares costumam destinar o tempo livre à prática de exercício. "Aqui só nos resta a musculação, e com elásticos. Não teria como trazer os pesos da academia. Mas é uma forma de não ficar parado."

Também são realizadas simulações de situações extremas, como incêndios ou outros tipos de problemas que possam causar avarias. Sobre os treinamentos militares, Cipitelli conta que eles ocorrem, mas sem o disparo dos torpedos, apenas são feitos os cálculos necessários para que se possa acertar um possível alvo.

Após a parada em Porto Rico, que deverá durar oito dias, o Tikuna S34 ainda terá pela frente mais 11 dias de viagem até os Estados Unidos, onde será realizado um treinamento militar.

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