Veículos usados voltam a se desvalorizar no Ceará, aponta levantamento

Veículos usados voltam a se desvalorizar no Ceará, aponta levantamento

A diretora de Produtos (CPO) da marca, Mariana Perez, explicou que o setor normalmente já apresenta um comportamento de desvalorização mensal

O mercado de veículos usados no Ceará ampliou sua desvalorização no mês de maio, com uma baixa de 0,707% nos valores médios, percentual 0,586 ponto percentual (p.p.) menor do que o registrado em abril (-0,121%).

Em relação ao custo médio desses automóveis no Brasil, que diminuiu 0,297%, o montante cobrado no Estado foi 0,41 p.p. mais baixo. Entretanto, em ambos os casos se observa uma tendência de desaquecimento do segmento

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Os dados fazem parte do Índice Webmotors, ecossistema automotivo que funciona como portal de negócios e soluções para o setor. O levantamento é realizado com uma metodologia baseada na mediana da diferença de preço mês a mês.

A diretora de Produtos (CPO) da marca, Mariana Perez, explicou que essa retração representa uma volta ao comportamento usual desse segmento no Ceará.

“Acompanhamos um início de ano com forte movimentação, impulsionado por um cenário aquecido no setor de seminovos. Agora, com o arrefecimento dessa demanda, observamos o usado seguindo o seu comportamento usual de desvalorização mensal”, esclareceu.

Everton Fernandes, presidente do Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado do Ceará (Sindivel), destaca que esse movimento está ligado diretamente ao momento dos novos a partir da volta do equilíbrio da oferta de carros para a demanda nacional.

Ele lembra que, na pandemia, houve um desajuste a partir da redução significativa na disponibilidade de automóveis zero, por conta da falta de componentes. Isso fez com que as montadoras deixassem de produzir em volume e os carros usados passaram a ter uma demanda muito forte, o que fez os preços dispararem no mercado em geral. Tanto que modelos com vários anos de fabricação encareceram.

“Antes da pandemia, o Brasil produzia mais de 3 milhões de veículos por ano. Depois, esse número caiu para 1,8 milhão, 2 milhões, e, em 2024, alcançamos a casa dos 2,8 milhões.”

E pontua: “Essa normalização da oferta reduz aquela pressão que existia nos preços dos usados. E o comportamento natural de um carro, com o passar do tempo, é desvalorizar — o que é um processo absolutamente normal”.

A avaliação de Everton é que esse segundo semestre de 2025 é o melhor momento dos últimos anos para buscar negociar e adquirir os bens de segunda mão.

Além da readequação das cadeias de produção, movimentos como a compra de mais de 150 mil veículos novos promovidos pela renovação de frotas de frotistas e locadoras ocorrida no primeiro semestre, e a aceleração da entrada de eletrificados ajudam a aumentar o volume de carros seminovos disponíveis no mercado.

“No pós-pandemia, os usados estavam sendo vendidos quase pelo preço dos novos. Agora isso já mudou. Está voltando aquele distanciamento normal. Um carro costuma desvalorizar cerca de 18 a 20% já no primeiro ano de uso”. (Colaborou Samuel Pimentel)

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