Greve dos trabalhadores da construção civil do Ceará é encerrada
Operários devem retornar às atividades na próxima segunda-feira, 9 de junho, data em que também está prevista uma audiência de mediação entre partes envolvidas
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), que representa o lado patronal, anunciou o fim da greve dos trabalhadores da área.
Movimento foi deflagrado em maio, em reivindicação a melhorias nas condições de emprego. Operários devem retornar às atividades na próxima segunda-feira, 9 de junho.
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Em nota publicada nas redes sociais, órgão informou que, atendendo à convocação do Ministério Público do Trabalho (MPT), as comissões de negociação patronal e laboral retornarão à mesa de negociação.
Uma audiência de mediação está marcada para acontecer junto ao Ministério na próxima segunda. Após momento, o Sinduscon deve expedir um novo comunicado às empresas.
Greve mobilizou milhares de operários
Os acordos coletivos entre operários e empresas seguem em andamento desde março, com seis rodadas de diálogo já realizadas.
Nestor Bezerra, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza, comenta que a greve mobilizou cerca de três mil operários.
“É o setor mais explorado, porque fica escondido da sociedade. Ele está ali no canteiro de obra. Quem vê ele? O canteiro sobe e ninguém vê o operário. O operário cai, ninguém vê que o operário caiu. Então, a gente é assim”, afirma.
Entre as reivindicações dos operários está a conversão do transporte para vale combustível, o fim do trabalho aos sábados e o aumento do salário e da cesta básica.
Acerca do reajuste salarial, O POVO apurou que no início das negociações os trabalhadores exigiam 9%, e as empresas ofereceram 3%, que evoluiu para algo em torno de 5% equalizado entre as partes.
Porém, Nestor Bezerra nega que o patronato tenha oferecido 3% de reajuste salarial durante as negociações.
O POVO também averiguou que a greve teria comprometido a entrega de 3,2 mil unidades habitacionais em Fortaleza e Região Metropolitana, nas contas do Sinduscon-CE.
De acordo com Bezerra, mesmo com retorno das atividades, os operários vão seguir mobilizados. "A gente precisa ajustar algumas coisas para o sindicato patronal, mas eu acho que vai dar para ajustar", pontua.
Colaborou Gabriela Almeida
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