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Economia
NOTÍCIA

Complexo do Pecém apresenta hub de Hidrogênio Verde a investidores alemães

Em evento da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro, a diretora comercial do Complexo do Pecém, Duna Uribe, deu detalhes sobre o Hub de Hidrogênio Verde do Ceará e o potencial de se transformar em um grande produtor e exportador do combustível limpo

Samuel Pimentel
17:30 | 25/05/2021
Complexo do Pecém possui área de 200 hectares com potencial de atender às demandas de produção de hidrogênio verde. (Foto: FCO FONTENELE)
Complexo do Pecém possui área de 200 hectares com potencial de atender às demandas de produção de hidrogênio verde. (Foto: FCO FONTENELE)

Os potenciais econômicos do hub de Hidrogênio Verde em desenvolvimento no Ceará foram apresentados em solenidade da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK) do Rio de Janeiro, nesta terça-feira, 25. Durante workshop com representantes governamentais dos dois países e investidores alemães, a diretora comercial do Complexo do Pecém, Duna Uribe, deu detalhes sobre o projeto cearense e os diferenciais competitivos.

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O entendimento é de que a partir desta infraestrutura formada no Pecém, o Ceará se transforme em um grande produtor e exportador do combustível limpo.

O evento discutia os potenciais para o a cadeia do Hidrogênio Verde (H2V) no Brasil e Duna defende que o Complexo do Pecém possui todas as vantagens competitivas para se tornar um grande cluster dessa cadeia.

"Temos um enorme potencial de geração de energias renováveis, além de uma localização estratégica; incentivos tributários diferenciados de uma ZPE; infraestrutura robusta; e um ecossistema de negócios sólido, incluindo a parceria com o Porto de Roterdã, que será o hub importador de H2V para a Europa", afirma.

Com foco nos investidores, a executiva do Complexo do Pecém destacou a área de 200 hectares com potencial de atender às demandas de produção da atividade. Ela ainda destaca que, de acordo com projeções, o hub de Hidrogênio Verde do Ceará teria capacidade para produzir, anualmente, cerca de 900 mil toneladas do combustível limpo.

“Estamos no Ceará, um Estado onde mais de 45% da matriz energética já é proveniente da geração eólica. No futuro, esse percentual vai superar 70%, incluindo a energia solar fotovoltaica. Esse potencial natural do Ceará e do Nordeste como um todo, aliado aos diferenciais do Complexo do Pecém, nos leva a crer que teremos, no HUB de Hidrogênio Verde, uma capacidade de eletrólise (processo no qual se obtém o H2V) de 5 gigawatts (GW)”, pontua.

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Oportunidades de investimentos

Também no workshop, o gerente de Inovação e Sustentabilidade da AHK Rio de Janeiro, Ansgar Pinkowski destaca o potencial de crescimento da atividade, principalmente no Nordeste do Brasil e o potencial do Ceará. Ele ainda ressalta que há um esforço na Alemanha em investir na descarbonização.

Segundo ele, a país estima investir 9 bilhões de euros, até 2030, mo processo, dos quais 2 bilhões de euros serão destinados à importação de hidrogênio, preferencialmente verde, de países parceiros.

"A oportunidade para o Nordeste é gigantesca, pois, além de ser uma região geograficamente favorecida nas rotas para Europa e Estados Unidos, tem essa aptidão natural para a geração de energias limpas. Isso é fundamental para o desenvolvimento da cadeia de H2V na área, que tem tudo para se destacar”, diz.

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Conforme Peggy Schulz, representante do Ministério Federal de Economia e Energia Alemão, neste contexto, o Brasil desponta como um “ótimo exemplo de importação possível e economicamente viável para a cadeia de H2V”, comenta.

“O Hidrogênio Verde é uma tecnologia nova, que tem um consumo interno ainda pequeno na Alemanha. Até 2030, entretanto, estimamos um aumento massivo nessa demanda, principalmente na indústria e no setor de transportes. Dessa forma, além de aumentar nossa produção doméstica, teremos que importar o Hidrogênio Verde para atender às necessidades locais”, afirma.

Portal

O evento da Câmara Brasil-Alemanha ainda foi palco para o lançamento do Portal de Hidrogênio Verde, numa parceria com a Aliança Brasil-Alemanha para o Hidrogênio Verde. O site é o h2verdebrasil.com.br

Essa plataforma deve servir como um espaço de informação sobre essa energia nova, limpa, renovável e que vai mexer com o futuro energético do Brasil e do mundo, destacam os idealizadores do material.

Na plataforma, é possível encontrar dados atualizados sobre os projetos de Hidrogênio Verde atualmente em andamento no Brasil, além do contato de empresas que atuam na cadeia do hidrogênio. O portal conta, também, com estudos e artigos sobre o H2V, além de informações sobre as políticas públicas voltadas a incentivar a cadeia do Hidrogênio Verde.