Primeiro eclipse de 2026 forma raro "Anel de Fogo"

Primeiro eclipse de 2026 forma raro "Anel de Fogo"

Fenômeno formou o "Anel de Fogo" na Antártida e foi visto de forma parcial na América do Sul; 2026 terá quatro eclipses
Atualizado às Autor Izabele Vasconcelos Tipo Notícia

O eclipse solar anular desta terça-feira, 17, foi o primeiro de uma sequência de quatro eclipses previstos para 2026.

O fenômeno começou às 6h56min (horário de Brasília) sobre o extremo sul do Oceano Antártico e áreas costeiras da Antártica, avançando pelo Hemisfério Sul ao longo da manhã.

A fase de anularidade, quando surge o “Anel de Fogo”, ocorreu entre 8h42min e 9h41min. O auge foi registrado às 9h12min. O fenômeno terminou às 11h27min, quando a sombra da Lua deixou o oeste da África, próximo à linha do Equador.

A faixa de anularidade tinha cerca de 600 quilômetros de largura e ficou restrita à Antártida e ao Oceano Antártico.

A seguir, saiba o que é um eclipse lunar, quais são os próximos fenômenos previstos e quando eles poderão ser observados.

O que é um eclipse solar anular

O eclipse solar acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, projetando sua sombra sobre parte do planeta.

Existem três tipos principais: total, parcial e anular, além de um quarto tipo mais raro, o híbrido, que combina características dos demais.

No eclipse total, a Lua encobre completamente o disco solar, revelando a coroa do Sol e provocando escurecimento temporário do céu.

No parcial, apenas parte do Sol é ocultada, formando um desenho semelhante a um crescente.

Já o eclipse solar anular ocorre quando a Lua está mais distante da Terra, próxima do apogeu de sua órbita.

Nessa posição, ela parece menor no céu e não consegue cobrir totalmente o Sol, deixando visível um anel luminoso ao redor, o chamado “Anel de Fogo”. Diferentemente do total, não há escuridão completa e a coroa solar não se torna visível.

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Onde o eclipse foi visível

Embora o “Anel de Fogo” tenha ficado restrito à Antártica, o eclipse parcial foi observado em diferentes regiões do Hemisfério Sul. No sul da América do Sul, algumas cidades registraram o Sol parcialmente encoberto.

Bases como Marambio, na Península Antártica, e Orcadas, no arquipélago das Ilhas Orcadas do Sul, também acompanharam o fenômeno. No continente africano, o eclipse parcial foi visto em alguns países. Ilhas do Oceano Índico também estiveram na rota.

No Brasil, o fenômeno não foi visto de forma anular. Especialistas destacam que um eclipse anular visível no País está previsto para 2027.

2026 terá quatro eclipses

O calendário astronômico de 2026 previu dois eclipses solares, em 17 de fevereiro e 12 de agosto, e dois lunares, em 3 de março e entre 27 e 28 de agosto.

Com exceção do eclipse solar de 12 de agosto, os demais poderão ser observados na América do Sul, ao menos de forma parcial.

Novos eclipses solares anulares estão previstos para:

  • 6 de fevereiro de 2027;
  • 26 de janeiro de 2028;
  • 1º de junho de 2030;
  • 21 de maio de 2031.

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