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"Todo mundo entrou em desespero", diz fotógrafo que acompanhava turista e namorada no Buraco Azul

Foi quando ela percebeu que ele virou e pediu socorro. Eu peguei a jangada pra chegar lá e o salva-vidas chegou primeiro, jogou a boia, mas ele tava gritando e pedindo socorro e não teve reação de pegar. O salva-vidas ainda segurou nele, mas deixou escapar", lamenta.
22:56 | Mar. 23, 2022
Autor Jéssika Sisnando
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Jéssika Sisnando Repórter
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Tipo Notícia

O fotógrafo identificado apenas como Gleison, que acompanhava o casal de turistas Bianca Carvalho e Uilgner Rodrigues, de 30 anos, relata momentos de desespero durante o afogamento do rapaz natural de Guarujá, São Paulo. Uilgner morreu vítima de afogamento no Buraco Azul Caiçara, no município de Cruz, a 243,1 km de Fortaleza. O local é um ponto turístico muito frequentado por quem passa por Jericoacoara. 

Gleison relata que Bianca não tem condições de falar sobre o caso, mas que precisava esclarecer alguns boatos que estavam comentando sobre o acidente. Segundo ele, ela o contratou por indicação de uma amiga e marcou os dois dias de passeio em Jericoacoara.

"A gente foi na pousada e em cinco minutos parecia que já nos conhecíamos há anos. A gente se envolve com o cliente e procura passar uma experiência incrível. No nosso primeiro dia de passeio choveu muito, mas isso não estragou nosso dia. Estávamos brincando e sorrindo com a situação. Fizemos fotos e ficaram lindas."

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No segundo dia de passeio, eles foram até a Árvore da Preguiça e pararam na Praia do Preá, onde tomaram água de coco. Depois foram ao Buraco Azul. "Chegando lá, eles foram trocar o look para as fotos. Fizemos fotos nos balanços e depois de lá descemos onde tinha uma jangadinha. Fiz primeiro as fotos da Bianca, ele nem queria fazer, queria curtir e ficar de boa. Fizemos fotos dos dois na jangada, e quando terminou ele falou que ia nadar", diz.

O turista foi nadar e a namorada permaneceu observando o rapaz, conforme relato do fotógrafo. "Foi quando ela percebeu que ele virou e pediu socorro. Eu peguei a jangada pra chegar lá, e o salva-vidas chegou primeiro, jogou a boia, mas ele estava gritando e pedindo socorro, não teve reação de pegar. O salva-vidas ainda segurou nele, mas deixou escapar", lamenta.

"Quando cheguei ele já tinha afundado. Todo mundo entrou em desespero, várias pessoas, turistas, começaram a entrar e ajudar. Começou uma chuva muito forte e a água ficou muito turva, ficou difícil enxergar embaixo d'água. Foram mais dez a 15 minutos para encontrá-lo. O levaram para o deck e fizeram massagem cardíaca" , comenta.

Conforme o fotógrafo, o socorro demorou muito, e, então, todos foram pedir aos responsáveis pelo passeio de helicóptero que o levasse. Naquele momento, o profissional disse que não era autorizado a realizar o voo. "A gente não queria saber se tinha autorização ou não. A gente queria que ele fosse atendido o mais rápido possível."

O profissional relata que pegou o buggy com a própria esposa e Bianca; eles foram À Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jeri, no entanto, o rapaz havia sido deixado em um posto de saúde no Preá, para só então ser levado à UPA.

"Trouxeram para Jeri, mas foi muito tempo. E foi quando o médico deu a notícia. Infelizmente foi isso. Essas histórias que ele estava bêbado é mentira. Ele só bebeu água de coco. Essas histórias de que ele pulou do Buraco Azul e que bateu a cabeça, também é tudo mentira. O tempo foi crucial e foi tudo muito demorado. Neste momento, quero pedir que orem pela gente, pela família dele e pela Bianca."

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