Terceirizados da UFC cobram pagamento de salário e benefícios

Terceirizados da UFC protestam contra atraso de salário e benefícios

Protesto e paralisação das atividades de trabalhadores terceirizados da UFC ocorreu na manhã desta sexta-feira, 9, nos campi de Fortaleza e Sobral; regularização dos pagamentos pode acontecer nos próximos dias
Atualizado às Autor Kaio Pimentel Tipo Notícia

Trabalhadores terceirizados que prestam serviços nos três campi da Universidade Federal do Ceará (UFC) em Fortaleza, e no campus de Sobral, realizaram protesto contra atraso de salário e direitos, como vale-refeição, vale-transporte e cesta básica, referentes ao mês de dezembro de 2025 na manhã desta sexta-feira, 9.

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Empresas prestadoras são: LDS, Florart Paisagismo Ltda e Solução Serviços e Comércio e Construção. Após diálogo com a Superintendência de Infraestrutura da UFC (UFC Infra), a paralisação foi suspensa. A expectativa é de que ocorra regularização nos próximos dias.

O Sindicato dos Trabalhadores Prestadores de Serviços Terceirizados em Asseio, Conservação, Serviço Administrativo, Administração de Mão de Obra e de Limpeza Pública e Privada do Estado do Ceará (Seeaconce) acompanhou o caso desde o início, alegando que não houve sucesso ao agendar reunião com a Reitoria da UFC com a categoria em momentos anteriores.

Diante disso, foi solicitada mediação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) pela Seeaconce.

O pedido de mediação com a empresa Solução Serviços e Comércio e Construção, responsável pela prestação de serviços de portaria à UFC, refere-se aos seguintes pontos:

  • Atraso no pagamento do salário referente ao mês de dezembro de 2025;
  • Atraso no pagamento do vale-alimentação e da cesta básica referentes ao mês de janeiro de 2026;
  • Necessidade de diálogo sobre o encerramento do contrato nº 019/2022.

Já a empresa Florart Paisagismo Ltda., responsável pela prestação de serviços de jardinagem à UFC, é alvo de mediação pelos motivos a seguir:

  • Atraso no pagamento do salário referente ao mês de dezembro de 2025;
  • Atraso no pagamento do vale-alimentação e da cesta básica referentes ao mês de janeiro de 2026;
  • Atraso no pagamento do vale-transporte referente ao mês de janeiro de 2026.

A rede LDS Terceirização, prestadora de serviços de limpeza, passa pelas questões abaixo:

  • Atraso no pagamento do salário, plano de saúde, vale-alimentação, vale-transporte e cesta básica;
  • Desconto de parcela de empréstimo do trabalhador sem repasse ao banco.

Conforme a legislação trabalhista vigente, o pagamento do salário deve ocorrer até o quinto dia útil do mês subsequente. No entanto, mesmo após esse prazo legal, os trabalhadores não receberam.

"O Seeaconce repudia veementemente os atrasos salariais e no pagamento de direitos e seguirá acompanhando de perto a situação, cobrando providências imediatas e adotando todas as medidas cabíveis para garantir que as empresas cumpram suas obrigações legais e trabalhistas", ressalta Penha Mesquita, presidente do Seeaconce.

UFC informa passar por limitações orçamentárias típicas de início de ano

Em nota enviada ao O POVO, a UFC informa ter conhecimento de que algumas empresas que prestam serviços têm encontrado dificuldades para o cumprimento de suas obrigações, o que impactou o pagamento de salários e benefícios de colaboradores terceirizados.

Segundo a Instituição, essa situação é agravada, pois a Universidade enfrenta limitações orçamentárias e financeiras de início do ano, devido a ajustes burocráticos necessários durante a transição entre os exercícios financeiros.

Dessa forma, diz estar acompanhando atentamente a situação e adotando as providências administrativas cabíveis para regularizar a situação o mais breve possível. Conforme a UFC, trata-se de uma conjuntura transitória, cuja solução depende da normalização no fluxo de recursos oriundos do Ministério da Educação (MEC). 

"A UFC reafirma seu compromisso com a responsabilidade administrativa, a transparência e o cumprimento das obrigações assumidas, mantendo diálogo permanente com as empresas contratadas e com os colaboradores terceirizados até a normalização dos pagamentos", finaliza a nota.

Até o fechamento dessa matéria, apenas a empresa Florart Paisagismo Ltda retornou aos contatos do O POVO, alegando que aguarda pagamento de responsabilidade da UFC.

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