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Morte de Jô Soares: o que se sabe e curiosidades da vida e carreira

Jô Soares morreu nesta sexta-feira, 5 de agosto (05/08). Nascido no Rio de Janeiro em 1938, o ator estava internado desde 28 de julho

Jô Soares morreu aos 84 anos de idade na madrugada desta sexta-feira, 5 de agosto (05/08), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP), onde estava internado desde o dia 28 de julho com um quadro de pneumonia.

"Faleceu há alguns minutos o ator, humorista, diretor e escritor Jô Soares. Nos deixou no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, cercado de amor e cuidados", escreveu no Instagram Flavia Pedras, ex-esposa de Soares, sem explicar a causa da morte.

Nascido no Rio de Janeiro em 1938, o ator estava internado desde 28 de julho.

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Personalidades lamentaram a morte de Jô Soares, artista multifacetado e erudito que em mais de 60 anos de carreira marcou a cultura brasileira com seu trabalho como ator de teatro e TV, dramaturgo, roteirista e apresentador.

"Jô era um grande amigo, inteligente, perspicaz, bem humorado e que adorava uma boa conversa", publicou Pelé em suas redes sociais.

O talk show de Soares, exibido primeiro no SBT e depois na TV Globo, tornou-se o mais popular do gênero no país e eternizou sua imagem com a roupa que mais o caracterizava: gravata-borboleta e óculos redondos.

A causa da morte ainda não divulgada, e o velório é restrito a familiares e amigos. Ele estava vivendo uma vida mais reclusa desde a saída da Globo. 

Jô Soares: relembre personagens marcantes do humorista

Família Trapo

Jô Soares fez parte do elenco da série "Família Trapo", na Record. O programa fez muito sucesso na televisão. Jô interpretava o mordomo Gordon.

O humorístico "Família Trapo" foi um dos destaques do início da carreira de Jô Soares
O humorístico "Família Trapo" foi um dos destaques do início da carreira de Jô Soares (Foto: Record TV / Reprodução )

Faça Humor, Não Faça Guerra

Em 1971 estreou na Globo no programa sátiro Faça Humor, Não Faça Guerra. Ele apresentava esquetes junto com outros grandes humoristas, como Renato Corte Leal, Berta Loran e Paulo Silvino.

"Faça Humor, Não Faça Guerra" marcou a estreia de Jô na Globo, em 1971
"Faça Humor, Não Faça Guerra" marcou a estreia de Jô na Globo, em 1971 (Foto: Rede Globo / reprodução)

Planeta dos Homens

Em 1976 participou da série Planeta dos Homens, fazendo alusão ao filme "Planeta dos Macacos" (1968). Ele ficou mais conhecido por apresentar uma espécie de telejornal junto com Paulo Silvino.

"Planeta dos Homens" foi outra parceria de Jô com Paulo Silvino
"Planeta dos Homens" foi outra parceria de Jô com Paulo Silvino (Foto: Rede Globo / Reprodução)

Capitão Gay

Em 1981, estreou no primeiro programa solo, "Viva o Gordo". A atração foi um dos maiores sucessos da Globo, que revezava entre quadro fixos e esquetes.

Jô ficou conhecido por fazer personagens críticos e com forte teor político. O programa se passava na época da Ditadura Militar, e costumava satirizar as características dos militares.

Um dos personagens mais conhecidos foi o Capitão Gay, que tinha como assistente Carlos Suely, interpretado por Eliezer Motta.

Ciça, "Vamos Malhar!"

Ele também protagonizou várias esquetes com Claudia Raia e Eliezer Motta. Ele se caracterizava como Ciça, uma aluna da aula de ginástica. "Vamos Malhar!" era o bordão.

Reizinho

Outro bastante marcante foi o Reizinho, que costumava reclamar dos problemas enfrentados no reino. Era uma evidente crítica política aos que tinham demais.

Zé da Galera

O personagem era aficcionado pela Seleção Brasileira de futebol. Ele ligava para o técnico da época, Telê Santana, para tentar dar palpites sobre como ele deveria organizar o time. "Bota ponta, Telê" foi um dos bordões famosos.

Vovó Naná

A personagem era uma senhora conhecida por ser um pouco surda e carregar sempre um guarda-chuva com uma boca borrada de batom. Jô trabalhou com ela ao lado do ator Francisco Milani.

Gandola

"Mas quem me mandou aqui foi o Gandola", era esse bordão do personagem. E mais um humor político feito por Jô Soares, que retratava um homem que chegava nos lugares a procura de emprego.

"É, aqui mesmo, só chamando o Gandola, senão não se resolve nada e tal.” E aí, depois de um ano e meio, eles sacaram que “gandola” é o nome de uma túnica militar. Aí, proibiram o quadro", contou em entrevista.

Jô Soares: a icônica entrevista com Nair Belo, Hebe Camargo e Lolita Rodrigues

Após o anúncio de sua morte, nas redes, internautas relembraram de uma das mais icônicas entrevistas do apresentador: com Nair Belo, Hebe Camargo e Lolita Rodrigues. Assista!

A entrevista foi exibida originalmente em 2000, no "Programa do Jô". Posteriormente, em 2012, foi reexibida como forma de homenagem a Hebe, que morreu naquele ano. O material é marcado pelo bom humor, tanto do apresentador, como das convidadas.

Na internet, usuários intitulam a entrevista conduzida por Jô como a "melhor já vista na tv" e “um dos melhores momentos da televisão brasileira”, além de considerarem o material como "patrimônio histórico!”.

Famosos lamentam morte de Jô Soares; confira depoimentos e homenagens

Após a confirmação do falecimento de Jô Soares nesta sexta-feira, 5, celebridades e amigos do apresentador usaram suas redes sociais para prestar homenagens ao humorista.

Famosos como Zélia Duncan, Thiaguinho, Bárbara Paz e Ana Maria Braga se manifestaram e, em comum, os depoimentos trazem a lamentação pela perda do comunicador - além de ressaltar o legado deixado por Soares na televisão brasileira. CONFIRA!

Jô Soares: entenda sua paixão por futebol e pelo Fluminense

Apesar de ser sido eternizado como comediante, nome importante no teatro, grande escritor e apresentador do talk show mais famoso do país, Jô Soares tinha uma ligação especial com o futebol e o Fluminense era o seu time do coração.

Futebol teve influência no trabalho de Jô Soares

Jô Soares teve muitos personagens durante sua carreira e muitos deles foram influenciados pelo futebol. O Zé da Galera surgiu nos anos 80 e foi um dos mais famosos com o bordão "bota ponto na seleção, Telê", no seu programa "Viva o Gordo"

A participação do Zé da Galera consistia com ele ligando de um orelhão para o técnico da Seleção Brasileira, na época Telê Santana, para dar suas opiniões cheias de humor sobre a seleção brasileira, que jogava a Copa do Mundo de 1982.

Jô Soares participou de livro sobre a Copa do Mundo

Jô Soares também teve seu nome eternizado na literatura e apesar do livro "O Xangô de Baker Street" ser o mais famoso e até ter ganhado um filme, ele também escreveu em um livro sobre a Copa do Mundo de 1994.

No livro "A Copa que Ninguém Viu e a que Não Queremos Lembrar" (1994), juntamente com Armando Nogueira, Jô Soares escreveu sobre o mundial de 1954 e a lendária seleção da Hungria.

Além disso, apresentador chegou a entrevistar inúmeros jogadores e personalidades do futebol em seus programas.

Jô Soares era torcedor do Fluminense

Jô Soares chegou a relatar como era sua relação com o Fluminense em entrevista ao Bola da Vez, da ESPN.

“Com o tempo, fui me desvinculando da paixão clubística, porque o futebol passou a me interessar mais pela sua qualidade do que pela paixão clubística. Aí não dá para assistir a qualquer campeonato europeu, para mim principalmente o Campeonato Inglês, e deixar de ver um jogo para assistir a um do Fluminense, eu não consigo”, declarou.

Um dos seus personagens históricos era o Zé da Galera, que nos anos 80 estava sempre em contato com o técnico da Seleção Brasileira e pedia sem hesitação: "Bota ponta, Telê".

Até agora a causa da morte de Jô Soares não foi revelada. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o fim do mês passado.

Fluminense lamenta morte de Jô Soares

Para homenagear a paixão que Jô Soares tinha pelo Fluminense, o clube publicou uma nota lamentando a morte do torcedor ilustre.

“O Fluminense lamenta profundamente a morte do apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares, um dos principais nomes do cenário cultural brasileiro e Tricolor de coração. Desejamos muita força aos amigos e familiares”, escreveu o time nas redes sociais.

Pelé publicou texto sobre morte de Jô Soares

Apesar de ser conhecido como um comediante histórico, nome importante no teatro, grande escritor e por ter feito, por quase três décadas, o talk show mais famoso do país, Jô Soares tinha uma ligação próxima com o futebol, além de ter sido um torcedor ilustre do Fluminense.

Em suas redes sociais, Pelé lamentou o falecimento do humorista Jô Soares, que tinha uma grande paixão por futebol.

"Jô era um grande amigo, inteligente, perspicaz, bem humorado e que adorava uma boa conversa. Acordo muito triste com a notícia de que essa grande estrela nos deixou. Apesar daquela famosa fala do filme, não, eu não sou Jô Soares. Mas como profundo admirador, eu adoraria ter sido", disse.

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