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Covid: 83% dos idosos com mais de 75 anos não voltaram para terceira dose em Fortaleza

Os idosos devem ser agendados para a terceira dose com o mesmo cadastro inicial. No caso das pessoas imunossuprimidas, é preciso acrescentar uma autodeclaração nas informações fornecidas para a primeira dose
22:47 | Out. 06, 2021
Autor Leonardo Maia
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Leonardo Maia Estagiário
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Tipo Notícia

Após o baixo comparecimento das pessoas para tomar a segunda dose contra a Covid-19 em Fortaleza, a Capital está enfrentando o mesmo problema para a terceira dose de reforço contra a doença. Entre os idosos com mais de 75 anos, por exemplo, 83% das pessoas que tomaram a segunda dose não receberam a vacina de reforço.

No total, foram 17.380 idosos com mais de 75 anos imunizados com a terceira dose dos 101,7 mil que haviam completado o esquema vacinal com as duas doses ou dose única. Além do primeiro agendamento, esse público também já teve uma oportunidade de repescagem, no último sábado, 2, em 12 postos da Capital.

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As estatísticas do número de vacinados foram consolidadas no IntegraSUS, plataforma da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), às 17 horas desta terça-feira, 5. Considerando os dados de todo o Estado, a porcentagem é ainda menor: somente 4% dos vacinados com as duas doses também receberam a dose de reforço nesta faixa etária.

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No caso dos idosos, o cadastro inicial no Saúde Digital, realizado para a aplicação da primeira dose, é suficiente para ser chamado para a dose de reforço. Em Fortaleza, é possível checar se o agendamento já foi realizado por meio das listas de agendados divulgadas diariamente no site oficial da gestão, ou ainda no Vacine Já. Neste último caso, é preciso informar o CPF e a data de nascimento.

Já as pessoas com imunossupressão precisam atualizar seu cadastro do Saúde Digital com uma autodeclaração, aceitando os termos legais e salvando as alterações. De acordo com a Sesa, a atualização vai melhorar a operacionalização dos municípios na vacinação deste grupo. Estão incluídas no grupo prioritário: pessoas com imunodeficiência primária grave; em quimioterapia; pacientes em hemodiálise; pessoas vivendo com HIV; entre outros.

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