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679 idosos institucionalizados são vacinados com a terceira dose em Fortaleza

Em transmissão ao vivo, a Prefeitura de Fortaleza ressaltou ainda que a imunização dos adolescentes é fundamental para conter a cadeia de transmissão do novo coronavírus. A vacinação dessa faixa etária está respaldada em decisão da CIB-CE, apesar de recomendação contrária do Ministério da Saúde
20:29 | Set. 20, 2021
Autor Leonardo Maia
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Leonardo Maia Estagiário
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Tipo Notícia

Total de 679 idosos institucionalizados já receberam a terceira dose da vacina contra a Covid-19 em Fortaleza. O número foi anunciado na tarde desta segunda-feira, 20, em transmissão ao vivo da Prefeitura de Fortaleza, com participação de Elermus Soares, coordenador da Rede de Atenção Primária e Psicossocial da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

Durante a transmissão, também foi atualizado o andamento da imunização na Cidade. Já são 1.094.262 fortalezenses (44,6% da população) com o esquema vacinal completo, com aplicação das duas doses ou dose única contra a doença. Com pelo menos uma das doses, a porcentagem já ultrapassa 80% dos habitantes, conforme projeção para 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Em relação à terceira dose de reforço, a medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde no mês de agosto e destina-se aos indivíduos imunossuprimidos após 28 dias da segunda dose e para as pessoas acima de 70 anos vacinadas há 6 meses. No caso de Fortaleza, serão vacinados primeiro os idosos considerados mais vulneráveis, que vivem Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).

A prefeitura ainda ressalta que os idosos com mais de 60 anos que não foram vacinados com a primeira dose da doença podem procurar preferencialmente o Centro de Eventos para receber o imunizante, ainda que essa etapa já tenha sido cumprida pela administração. Aqueles que já foram chamados para a segunda dose podem comparecer a qualquer um dos pontos de vacinação que possuam o imunizante da primeira vacina.

Continua ainda a repescagem para aqueles entre 30 e 39 anos, que já estão sendo chamados para a imunização pela terceira vez. Fortalezenses entre 40 e 59 anos também podem procurar qualquer ponto de vacinação para receber a primeira dose contra a doença. Para esta segunda-feira, 20, foram agendadas mais de 31 mil pessoas, somadas primeira e segunda doses. Também já estão disponíveis as listas para terça e quarta-feira no site oficial da prefeitura de Fortaleza.

“Extrema importância para acabar com transmissão”, diz Prefeitura sobre vacinação dos adolescentes

Durante a transmissão ao vivo, Elermus Soares reiterou a necessidade de continuar vacinando os adolescentes sem comorbidades no município e no Estado, ainda que isso contrarie recomendação do Ministério da Saúde. “É importante salientar que a vacina é segura e você deve procurar seu nome da lista”, diz o coordenador. “Com o retorno das aulas com 100% da capacidade, pedimos que os adolescentes se vacinem, é de extrema importância para que a gente acabe com essa cadeia de transmissão do coronavírus”, enfatiza.

O representante do poder Municipal ainda argumentou que a vacinação desta faixa etária está garantida, com respaldo na decisão da Câmara Técnica da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-CE) na última sexta-feira, 17. “Não tem desculpa, temos que vacinar. Você tem que buscar os locais de vacinação e não perder o agendamento ou repescagem”, insiste Soares.

A vacinação de adolescentes também é defendida por entidades representativas de secretários estaduais e municipais de Saúde de todo o País. Em nota, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) criticaram a decisão, alegando que não foram consultados previamente sobre o tema e que as decisões não têm “respaldo técnico ou científico”.

A posição também é compartilhada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), que afirmou que a medida gera receio na população e abre espaço para fake news. A entidade questionou ainda as justificativas apresentadas pelo governo federal para rever a orientação. Entre eles, a gestão federal argumenta que foram identificados 1,5 mil eventos adversos em adolescentes imunizados.

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