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Coronavírus
NOTÍCIA

Covid-19: MS enviará doses exclusivas para imunização de profissionais da segurança pública

Forças de Segurança e Salvamento que atuam na linha de frente no combate à doença serão vacinados antecipadamente. Grupo estava previsto receber as doses na quarta fase do PNI

Mirla Nobre
18:12 | 07/04/2021
Profissionais da segurança estavam previstos para receber a imunização na quarta fase do Plano Nacional de Imunização  (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Profissionais da segurança estavam previstos para receber a imunização na quarta fase do Plano Nacional de Imunização (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde (MS) definiu em nota técnica o envio antecipado de doses das vacinas contra Covid-19 exclusivas para o grupo de profissionais das Forças de Segurança e Salvamento que atuam na linha de frente do combate à doença. A inclusão destes profissionais no grupo prioritário foi definida no último dia 31 pela pasta. Antes, o grupo estava previsto para receber a imunização na quarta fase do Plano Nacional de Imunização (PNI).

De acordo com o órgão, na última distribuição de vacinas aos estados e Distrito Federal, dia 1º de abril, parte das vacinas já foram direcionadas exclusivamente à categoria. No Ceará, a informação da inclusão do grupo foi confirmada pelo governador Camilo Santana, na última quarta-feira, com base na nota técnica do Ministério da Saúde. Até o momento, apenas o município de Sobral começou a campanha de vacinação para profissionais da segurança.

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Com as mudanças na priorização das vacinas, a ideia é que os profissionais sejam divididos em dois grupos, em que o primeiro seria alvo da antecipação e o segundo, seguiria a ordem já prevista no plano de vacinação.

No primeiro grupo, alvo da antecipação, entram aqueles que atuam no atendimento e/ou transporte de pacientes; em resgates e atendimento pré-hospitalar; diretamente nas ações de vacinação contra a Covid-19 e nas ações de vigilância das medidas de distanciamento social, com contato direto e constante com o público, independente da categoria.

No segundo grupo, que deve seguir a ordem do plano de vacinação, entram membros das forças de segurança que atuam em ações de apoio logístico à vacinação (mas que não ficam diretamente em contato com a população), que atuam no transporte de insumos para áreas de risco e aqueles que trabalham na vigilância de fronteiras, espaço aéreo, marítimo, além dos demais militares.

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Prioridade

A antecipação da vacinação de parte desse grupo prioritário foi discutida na 3° Comissão de Intergestores Tripartite (CIT), realizada no auditório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), na terça-feira, 30 de março, e pactuada com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A Nota Técnica com as orientações já foi encaminhada para os estados e Distrito Federal, para alinhar a operacionalização das ações recomendadas e assegurar a identificação correta desse público.

Uma carta com o pedido de inclusão do grupo prioritário foi assinada pelos 27 gestores estaduais que integram o Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp) no início do mês de março. O documento foi enviado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e ao Ministério da Saúde.

“Já estávamos tratando essa demanda há bastante tempo. Agora que se tornou oficial, é uma conquista para a categoria. Esses profissionais estão na linha de frente e fazem parte de uma atividade essencial e de risco. Eles continuam nas ruas, delegacias e sendo fundamentais na fiscalização de medidas sanitárias”, disse o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), Sandro Caron.

A chegada de um novo lote no Ceará ainda não tem data definida pelo Ministério da Saúde, mas as expectativas são que até o fim da semana o Estado tenha o reabastecimento. O Ceará já aplicou 97% das primeiras doses (D1) de vacinas recebidas pelo Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), 77 municípios já superaram mais de 100% da meta populacional estipulada pelo órgão federal para vacinação contra a Covid-19.