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Coronavírus
NOTÍCIA

Médicos aconselham que resultados de testes rápidos para Covid-19 sejam analisados

O principal teste de Covid-19 aplicado em hospitais atualmente no Brasil é o RT-PCR, que colhe amostras colhidas das vias respiratórias do paciente com um objeto semelhante a um cotonete

Iara Costa
12:19 | 09/07/2020
O Brasil tem o acumulado de 438.238 casos confirmados desde o início da pandemia de coronavírus  (Foto: Aurelio Alves/O POVO)
O Brasil tem o acumulado de 438.238 casos confirmados desde o início da pandemia de coronavírus (Foto: Aurelio Alves/O POVO)

Com a alta de casos do novo coronavírus no Brasil e no mundo, farmácias e laboratórios em Fortaleza também passaram a oferecer um serviço de detecção rápida para casos de coronavírus. Conhecidos popularmente como testes rápidos, IgM ou IgG, diferente do que muitos pensam, não identificam diretamente se o indivíduo possui o novo coronavírus no momento da testagem, mas sim se o organismo do paciente produziu anticorpos ao ter contato com a doença.

“Esses exames são focados em buscar anticorpos, ou seja, as defesas que o organismo produz contra esse agente agressor”, explicou o médico emergencista e vice-presidente da Cooperativa de Atendimento Pré e Hospitalar, Valderi de Sousa. “Ambos são feitos de forma simples, com uma gotícula de sangue, se você já tiver tido a doença e produzido essa imunoglobulina, ele vai mostrar. É um exame que consegue detectar a produção dos anticorpos, mas o ideal é que, sendo positivado, (o paciente) vá procurar ajuda médica”, alerta o profissional.

Para o médico, "não basta somente esse exame (rápido)". "O profissional de saúde irá detectar outros sintomas, sinais, quando começou, vai estudar a epidemiologia pelo seu contato com outras pessoas, a quem você deve avisar e se há necessidade ou não de outros exames junto ao que você fez."

Nos casos de resultados negativos, existem algumas possibilidades. "Dentre elas, que você não tenha sido infectado ou que não tenha produzido anticorpos. Algumas pessoas foram infectadas com uma pouca quantidade de vírus e não conseguem produzir esses anticorpos.”

De acordo com o médico infectologista do Hospital São José Kenny Colares, tanto o IgM quanto o IgG devem ser considerados testes indiretos. “Esses testes são baseados na detecção de anticorpos. Eles não detectam diretamente o vírus, mas os anticorpos que nosso organismo produz pela presença do vírus. Essa produção geralmente demora uns dez dias e torna pouco útil para as pessoas que estão com os sintomas, pois muitas vezes vai dar positivo para uma pessoa que já está se recuperando da doença. É uma das dificuldades desses testes de sorologia.

"Mesmo com resultados positivos ou negativos para exames IgG ou IgM, o infectologista Kenny Colares indica que, em caso de dúvidas, o paciente busque uma unidade de saúde para receber orientações de um profissional. “Independente do resultado desses testes, o recomendado é que a pessoa busque um profissional de saúde mais acessível para se orientar, preferencialmente uma Unidade Básica de Saúde mais perto de casa, levar o teste para receber orientações, pois ele pode dar algum resultado negativo. Pode tornar mais confuso ao invés de esclarecer.”

O principal teste de Covid-19 aplicado em hospitais atualmente no Brasil é o RT-PCR, que colhe amostras colhidas das vias respiratórias do paciente com um objeto semelhante a um cotonete. Embora entregue um resultado mais preciso e detalhado, tal exame não foi disponibilizado em altos lotes e não é vendido em farmácias.