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Laboratório diz que vacina do coronavírus não terá fins lucrativos durante a pandemia

AstraZeneca garantiu que vêm trabalhando para que possa fornecer, inicialmente, 2 bilhões de doses da vacina no momento em que ela se comprovar segura

17:01 | 02/07/2020
Vacinas ao redor do mundo têm sido testadas (Foto: Aurelio Alves/O POVO)
Vacinas ao redor do mundo têm sido testadas (Foto: Aurelio Alves/O POVO)

Durante uma reunião por videoconferência da Comissão Externa do Coronavírus na Câmara dos Deputados, que aconteceu na última quarta-feira, 1º, o diretor executivo do laboratório AstraZeneca Brasil, Jorge Mazzei, garantiu que a vacina para covid-19 não terá fins lucrativos enquanto a pandemia durar. Segundo ele, no momento em que a vacina se comprovar segura, o principal objetivo será o de garantir a distribuição homogênea da imunização no maior número de países possível.

“Estamos em estado de guerra para conseguir produzir e fornecer, inicialmente, 2 bilhões de doses dessa vacina. No momento em que a vacina se comprovar segura, já teremos condições de fornecimento", disse o diretor executivo.

O Brasil é o primeiro país, fora o Reino Unido, a iniciar a fase três de testes com a vacina para Covid-19. A AstraZeneca Brasil está desenvolvendo uma vacina em parceira com a universidade de Oxford, e garantiu que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fará parte do processamento para distribuição da imunização, que terá produção em duas etapas.

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Na primeira, a empresa de biofarmacêutica irá transferir a tecnologia para produção da vacina para Fiocruz. Já na segunda etapa, irá acontecer a transferência de produção dos insumos Farmacêuticos Ativos. Na fase de testes, parte dos voluntários vai receber a vacina experimental e a outra parte vai receber um ativo comparador. Todos serão acompanhados pelo período de 12 meses com avaliação periódicas.

“Entre os meses de outubro e novembro, esperamos já ter resultados preliminares de eficácia a partir dessa análise dos pacientes brasileiros e do Reino Unido”, explicou Maria Augusta Bernardini, Diretora Médica da AstraZeneca Brasil.

Do Jornal do Commercio via Rede Nordeste

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