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Coronavírus
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"Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar", diz Bolsonaro sobre coronavírus

A declaração se une a outras colocações polêmicas do presidente da República sobre o tema

Izadora Paula
21:12 | 20/03/2020
Brasília, 18 de março de 2020, O presidente da República, Jair Bolsonaro, se atrapalha ao recolocar máscara no rosto durante entrevista coletiva à imprensa sobre as medidas de combate ao novo coronavírus, no salão Oeste do Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto DIDA SAMPAIO/AE) Capa (Foto: DIDA SAMPAIO/AE)
Brasília, 18 de março de 2020, O presidente da República, Jair Bolsonaro, se atrapalha ao recolocar máscara no rosto durante entrevista coletiva à imprensa sobre as medidas de combate ao novo coronavírus, no salão Oeste do Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto DIDA SAMPAIO/AE) Capa (Foto: DIDA SAMPAIO/AE)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), minimizou, mais uma vez, o risco de uma possível contaminação pelo novo coronavírus (covid-19). Após entrevista coletiva nesta sexta-feira, 20, ele afirmou que "depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar". Quando candidato, o capitão reformado foi esfaqueado em um comício em Juiz de Fora (MG), tendo precisado de uma série de cirurgias para se recuperar do ataque.

O comentário de Bolsonaro aconteceu na noite desta sexta-feira, 20, ao fim da divulgação do balanço atualizado do Ministério da Saúde sobre o novo coronavírus: 904 casos foram confirmados, com 11 mortes pela infecção até esta dataq.

O chefe do Executivo Federal realizou dois exames, nos dias 12 e 17 de março, mas não chegou a mostrar publicamente o resultado deles, apenas usou as redes sociais para declarar que os resultados deram negativo. Outras 22 pessoas que estiveram na comitiva de Bolsonaro aos Estados Unidos testaram positivo para covid-19. 

De máscara, ele voltou a comentar seu estado de saúde. "Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar não, tá ok? Se o médico, o Ministério da Saúde, me recomendar um novo exame, eu farei. Caso contrário, me comportarei como qualquer um de vocês aqui presente", afirmou.

A declaração se une a outras colocações polêmicas do presidente sobre o tema, quando ele classificou a pandemia de coronavírus como “histeria” e considerou como "medidas exageradas" fechamento de comércios e aeroportos.

 

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