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Coronavírus: Bolsonaro classifica como "medidas exageradas" fechamento de comércios e aeroportos

Ações foram tomadas por governantes de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará para tentar evitar a disseminação da covid-19. Camilo Santana decretou fechamento de estabelecimentos a partir desta sexta-feira, 20

Gabriela Almeida
16:40 | 20/03/2020
Jair Bolsonaro, presidente da República, na entrada do Palácio da Alvorada, em Brasília (Foto: Evaristo Sá / AFP)
Jair Bolsonaro, presidente da República, na entrada do Palácio da Alvorada, em Brasília (Foto: Evaristo Sá / AFP)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou nesta sexta-feira, 20, que medidas como fechamento de comércios, shoppings centers e aeroportos, adotadas pelo governo do Ceará, entre outros estados brasileiros, são "exageradas”. Ações foram tomadas como forma de prevenir a disseminação do novo coronavírus, a covid-19, no País. As informações são do portal Uol.

De acordo com Bolsonaro, o fechamento de comércios e demais setores pode ter impacto negativo na economia, sendo ele responsabilizado por isso. "Vocês vão querer jogar a responsabilidade em cima de mim. A economia está parando. Estão tomando medidas, ao meu ver, exageradas", afirmou na ocasião.

O presidente defendeu ainda que não é da "competência" de governadores o fechamento de rodovias, shoppings, feiras, aeroportos ou comércios, como têm feito os governantes de estados como Ceará (Camilo Santana/PT), São Paulo (João Doria/PSDB), Rio de Janeiro (Wilson Witsel/PSC) e Distrito Federal (Ibaneis Rocha/MDB). "O comércio para. O pessoal não tem o que comer", pontuou ainda. O decreto do Governo do Estado, porém, não prevê fechamento de supermercados. 

O governador do Ceará, Camilo Santana, foi uma das lideranças estaduais a adotarem as medidas que o presidente classificou como "exageradas". Nessa quinta-feira,19, Camilo decretou fechamento, entre outros, na indústria, em comércios, shoppings centers e transportes.

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