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Prefeituras destinam verbas do Carnaval 2020 para investir em saúde e infraestrutura

Pelo menos três municípios tomaram a decisão. O MPCE está monitorando os gastos de alguns municípios cearenses que foram recomendados a evitar despesas com as festas

Catalina Leite
11/02/2020 09:11:47
Realizado na quadra chuvosa, o Carnaval interiores como Ubajara e Granja enfrentam problemas com a estrutura das cidades para aportar as chuvas.
Realizado na quadra chuvosa, o Carnaval interiores como Ubajara e Granja enfrentam problemas com a estrutura das cidades para aportar as chuvas. (Foto: SARA MAIA)

Pelo menos três cidades do interior do Ceará - Granja, Tianguá e Ubajara - utilizarão as verbas originalmente destinadas para o Carnaval em investimentos na Saúde. A prefeitura de Tianguá utilizará o montante para reformas de edifícios não concluídas e veículos em condições precárias.

Pela segunda vez na estratégia de redirecionamento de despesas, a Prefeitura de Ubajara aproveitará para comprar cadeiras de rodas, fraldas e medicamentos de alto custo para cidadãos com deficiências físicas. De acordo com o prefeito Renê Vasconcelos (PDT), o valor destinado para a festa é de R$ 250 mil, 16% do total anual destinado para a Cultura.

O município de Granja, a 300 km de Fortaleza, também cancelou o Carnaval, principalmente para trabalhar em obras que evitem estragos decorrentes das chuvas. Em nota, a Prefeitura afirma que “não faz sentido o município gastar com quatro dias de alegria correndo o risco de testemunhar tragédias no restante do ano”.

Granja destinará R$ 1,2 milhão para ações preventivas, como manutenção de passagens molhadas, recuperação de pontes e drenagens e destino correto de resíduos.

Leia mais: Comunidades iniciam construção de passagem molhada após anos de promessas políticas

Outros municípios do Ceará terão os gastos com as festas acompanhados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). Membros do órgão têm recomendado que determinadas cidades evitem despesas com o Carnaval. Paracuru, São Benedito e Carnaubal, por exemplo, terão os gastos analisados de forma que o MPCE tome as “providências cabíveis caso sejam confirmadas atrações com custos superiores” aos que as prefeituras poderiam arcar.