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Harry Potter: "Quadribol" busca novo nome para romper com J.K. Rowling

As ligas de "quadribol" querem romper com J.K. Rowling por causa de seus posicionamentos transfóbicos
19:52 | Dez. 21, 2021
Autor Clara Menezes
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Tipo Notícia

Ligas de “quadribol” decidiram buscar um novo nome para o esporte com o objetivo de se distanciar de J.K. Rowling após sucessivos posicionamentos transfóbicos da autora em suas redes sociais. As informações são do jornal “The Times”.

O jogo é uma adaptação das partidas que acontecem nos livros de “Harry Potter”. No universo fictício, a competição acontece no ar por bruxos em suas vassouras voadoras. No mundo real, é um esporte de alto contato que conta com mais de 450 times em 30 países.

Agora, a US Quidditch (USQ) e a Major League Quidditch (MLQ) escolhem novos nomes. “Nosso esporte desenvolveu uma reputação de ser um dos esportes mais progressistas do mundo em relação à igualdade de gênero e à inclusão, em parte graças à sua regra máxima de gênero, que estipula que uma equipe não pode ter mais de quatro jogadores do mesmo gênero no campo de cada vez”, os dois times disseram em texto para a imprensa.

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“Não podemos continuar a nos chamar de 'quadribol' e ser associados a J.K. Rowling enquanto ela continua a fazer comentários prejudiciais e odiosos contra os muitos atletas transgêneros, funcionários e voluntários que chamam esta comunidade esportiva de lar”, disse Matt Bateman, presidente do Quadribol UK, ao “The Times”.

De acordo com uma porta-voz da “The Blair Partnership”, agência literária de J.K. Rowling, o esporte nunca foi apoiado ou licenciado pela autora.

Desde o ano passado, a escritora se envolve em polêmicas por causa de suas falas consideradas transfóbicas. Ela, por exemplo, já mostrou preocupação em relação a mulheres trans terem acesso a lugares restritos ao público feminino.

Também causou controvérsias ao se posicionar contra a frase “pessoas que menstruam”. “Se o sexo não for real, não há atração pelo mesmo sexo. Se o sexo não for real, a realidade vivida pelas mulheres em todo o mundo é apagada. Eu conheço e amo pessoas trans, mas apagar o conceito de sexo remove a capacidade de muitos de discutir significativamente suas vidas”, disse a escritora.

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