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Com apoio de alunos, vendedor de tapioca da Uece volta às atividades após um ano

Seu Billy foi reconhecido por muitos alunos e servidores da universidade após seus filhos anunciarem nas redes sociais que ele voltaria às vendas por meio de aplicativos de entrega

19:28 | 23/03/2021
Muito querido por alunos e professores da UECE, Seu Billy, ganhou mais de 7 mil seguidores no Instagram desde que anunciou a volta às vendas (Foto: Reprodução Instagram)
Muito querido por alunos e professores da UECE, Seu Billy, ganhou mais de 7 mil seguidores no Instagram desde que anunciou a volta às vendas (Foto: Reprodução Instagram)

Após mais de um ano sem atividades presenciais, Seu Billy, que vendia tapioca na Universidade Estadual do Ceará (Uece), esgotou todas as suas economias. Para ajudar seu pai, Ítalo Oliveira iniciou as vendas através de aplicativos de entrega. Com mais de 30 anos de história, Billy foi lembrado nas redes sociais e diversas pessoas prestaram solidariedade ao empreendedor.

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José Maria Oliveira, nome de nascimento de Seu Billy, ganhou mais de 7 mil seguidores no Instagram desde que anunciou a volta às vendas. Billy Lanches surgiu na década de 1990 na Uece, a convite de um professor. Desde que a universidade teve a rotina alterada, por conta da pandemia da covid-19, Billy parou as vendas. Filho do empreendedor, ítalo incentivou o pai a vender pelo Ifood desde o primeiro lockdown, mas Billy não acreditava que poderia lucrar com a plataforma. Após um ano e com o fim de suas economias, o filho voltou a insistir no assunto e eles decidiram voltar às vendas por meio do aplicativo de entrega. 

Com a divulgação nas redes sociais, os clientes que compravam de Seu Billy na Uece descobriram a volta das tapiocas. ítalo teve a ideia de entrar nos perfis relacionados à Uece e seguir as pessoas, para que pudessem seguir o Seu Billy de volta. Um desses novos seguidores foi Joel Mesquita, aluno da Universidade, e que tinha mais de três mil seguidores em seu perfil. ítalo decidiu entrar em contato e informou a situação do pai, pedindo que o rapaz ajudasse na divulgação. Joel compartilhou a informação e então, outros alunos, ex-alunos, servidores e até mesmo a página oficial da Uece também compartilharam que Seu Billy havia voltado as vendas e precisava do apoio dos clientes.

Clientes de Seu Billy prestam apoio ao vendedor através das redes sociais
Clientes de Seu Billy prestam apoio ao vendedor através das redes sociais (Foto: Reprodução Instagram)

O pai e o filho ficaram surpresos com as demandas durante os primeiros dias de vendas pelo Ifood. Chegaram a ter 21 pedidos no primeiro dia, mesmo sem experiência e preparação para atender por entregas. No terceiro dia, chegaram a ter 58 pedidos. Apesar de não ter o mesmo volume de vendas do presencial, ítalo acredita que se continuar com esse crescimento, será possível alcançar o mesmo número que o pai tinha na Universidade.

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Através de um vídeo publicado no Instagram, Seu Billy agradece o apoio dos clientes e fala da saudade que sente de vender nos corredores da Universidade. “Meu filho incentivou muito a vender tapiocas pelo Ifood e está dando certo. Desde o primeiro dia senti firmeza. E um dia nós voltaremos de novo para nosso corredor. A saudade é imensa, de alunos, professores, servidores, eu acho que criei muitas amizades com vocês e pretendo voltar de novo nossas amizades”, disse ele. 

Billy passava a manhã, tarde e noite na Uece, e mesmo com a possibilidade de vender de casa, ele prefere estar presencialmente na Universidade, por conta das amizades que fez nos últimos anos. Mas eles não descartam a possibilidade de continuar as vendas por meio de aplicativo de entrega mesmo após a volta do Billy Lanches presencialmente na Uece.

Clientes de Seu Billy prestam apoio ao vendedor através das redes sociais
Clientes de Seu Billy prestam apoio ao vendedor através das redes sociais (Foto: Reprodução Instagram)

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Ítalo esclarece que o pai não estava passando necessidades e nem precisava de doação de alimentos. “O que aconteceu é que, por causa desse longo período sem ganhar dinheiro, ele gastou todas as economias que tinha. Mas o que ele estava precisando mesmo, era trabalhar. Muita gente pediu o Pix e os dados bancários, mas a gente prefere que você ajude pedindo pelo Ifood”, disse o filho.

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