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30° Cine Ceará anuncia filmes selecionados para a Mostra Olhar do Ceará

Voltada para a produção do Estado, mostra aumentou de tamanho em relação ao ano passado, sendo composta por quatro longas - que terão exibição presencial - e 22 curtas - que serão disponibilizados na TV e na internet

João Gabriel Tréz
14:40 | 30/10/2020
Saulo Chuvisco (Lucas Limeira) protagoniza o longa cearense Cabeça de Nêgo (Foto: M.Hirano / divulgação)
Saulo Chuvisco (Lucas Limeira) protagoniza o longa cearense Cabeça de Nêgo (Foto: M.Hirano / divulgação)

Entre 121 filmes cearenses inscritos no 30º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontece de 5 a 11 de dezembro, 26 deles irão compor a edição deste ano da Mostra Olhar do Ceará, sendo quatro longas e 22 curtas. O Cine Ceará em 2020 terá realização híbrida, ou seja, com atividades e exibições presenciais e também remotas.

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Entre os longas, estão o drama “Cabeça de Nêgo”, de Déo Cardoso, que estreou na Mostra de Tiradentes em janeiro e compôs programação de diferentes eventos on-line ao longo de outubro; “Pajeú”, mistura de documentário e ficção dirigida Pedro Diógenes que estreou mundialmente no FIDMarseille e teve exibição no Brasil no 9º Olhar de Cinema, de onde saiu premiado; e os documentários inéditos “Swingueira” (CE/BA), de Bruno Xavier, Roger Pires, Yargo Gurjão e Felipe de Paula; e “Rio de Vozes”, que é uma coprodução entre Bahia e Pernambuco com direção da cearense Andrea Santana e de Jean-Pierre Duret.

A curadoria de longas foi assinada pela diretora de programação do festival Margarita Hernández. Os filmes no formato terão exibição presencial em Fortaleza, em local a ser divulgado pela organização do evento.

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A lista de curtas é formada majoritariamente por trabalhos de ficção e documentário. Uma produção experimental também foi selecionada. A curadoria ficou a cargo de Telmo Carvalho e Mariana Medina. Os 22 filmes serão exibidos na TVC e, também, no canal do festival no Youtube.

A Mostra Olhar do Ceará, tradicionalmente voltada para a produção de curtas do Estado, foi ampliada na edição do festival no ano passado e passou a contar também com longas-metragens. Comparando as seleções de 2019 e de 2020, o número total de filmes saltou de 20 - sendo 17 curtas e três longas - para 26.

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Ainda comparando as listas da 29ª e da 30ª edição da Mostra Olhar do Ceará, a participação das mulheres diminuiu em termos numéricos e de percentual, apesar da ampliação no total. Em 2019, somente na Olhar do Ceará, foram 11 produções assinadas por diretoras num total de 20, fazendo o percentual específico da mostra ultrapassar 50%. Já em 2020, são 8 filmes dirigidos por mulheres num universo de 26, o que resulta numa participação de 30%.

Além dos cearenses que integram a Mostra Olhar do Ceará, outras três produções do Estado também compõem as competitivas principais: o longa “Última Cidade”, dirigido por Victor Furtado, e os curtas “A beleza de Rose”, de Natal Portela, e “Não te amo mais”, de Yasmin Gomes.

Confira abaixo a lista dos filmes da Olhar do Ceará em 2020:

Longas

“Cabeça de Nêgo”, de Déo Cardoso
“Pajeú”, de Pedro Diógenes
“Rio de Vozes”, de Andrea Santana e Jean-Pierre Duret
“Swingueira”, de Bruno Xavier, Roger Pires, Yargo Gurjão e Felipe de Paula

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Curtas

“A Fome que Devora o Coração”, de Raiane Ferreira
“A Gaiola”, de Jaildo Oliveira
“A Retirante”, de Débora Ingrid e Henrique Oliveira
“Aqui é Flamengo”, de Rafael Luís Azevedo
“Aqui Entre Nós”, de Alexia Holanda e Daniel Sobral
“Cacau”, de Ton Martins
“Cidade Pacata”, de Ezequias Andrade
“Doce Veneno”, de Waleska Santiago
“Futebol para Todos”, de Rafael Luís Azevedo
“Luna e Sol”, de Dado Fernandes
“Movimento”, de Lucas Tomaz Neves
“Noite de Seresta”, de Sávio Fernandes e Muniz Filho
“O Prisma”, de Augusto Cesar dos Santos
“Pequenas Considerações sobre o Espaço-Tempo”, de Michelline Helena
“Plástico”, de João Paulo Duarte
“Quando Vier a Primavera, Se Eu Já Estiver Morto....”, de Robson Lima
“Santa Mãe”, de Thiago Barbosa
“Scelus”, de Edmilson Filho
“Ser Tão Nossa”, de Antônio Fargoni
“Sombra do Tempo”, de Naiana Magalhães
“Terceiro Dia”, de Jéssica Queiroz
“Todos Nós Moramos na Rua”, de Marcus Antonius Melo