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Jogos localizados em português: ação promete deixar títulos mais próximos dos fãs brasileiros

Renato Almeida, criador da agência que trouxe Streets of Rage 4 para o Brasil, diz que localizar um jogo pode deixá-lo mais acessível para o público brasileiro: "A barreira deixa de existir"

Leonardo Maia
15:17 | 10/08/2020
Clássico nos anos 90, o jogo chegou ao Brasil totalmente localizado em português. (Foto: Divulgação)
Clássico nos anos 90, o jogo chegou ao Brasil totalmente localizado em português. (Foto: Divulgação)

O processo para localização de jogos é um fator para que um maior número de pessoas possa ter acesso a um conteúdo criado em outra realidade cultural. Em um mundo globalizado, o mercado de jogos não é diferente e demanda que as informações de um título estrangeiro precisem de uma adaptação para que sejam compreendidas plenamente pelo público brasileiro.

Em entrevista ao O POVO, Renato Almeida, fundador da agência de comunicação Masamune, focada no mercado de games, explicou que o processo ultrapassa uma tradução do texto. Sediada em São Paulo, a empresa conta com uma série de profissionais que pretendem tornar a experiência mais próxima do jogadores do País.

“A localização é uma ferramenta de acessibilidade, para que mais pessoas consigam acessar o conteúdo. Fazemos um estudo de todo o material e trazemos tudo isso para um contexto totalmente novo, do nosso País. O acesso se torna muito mais fácil, a barreira deixa de existir com a localização”, diz Almeida, que tem formação em Cinema e Publicidade pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

Recentemente, a empresa de Renato trabalhou com a localização de uma aguardada sequência da indústria de games — o quarto título da franquia Streets of Rage. “A demanda por localização é evidente e crescente. O mercado brasileiro passa algumas dificuldades, mas ele precisa entregar a experiência mais completa possível para o jogador”, considerou. A última novidade da agência foi a localização do jogo Necronator: Dead Wrong, criado na Indonésia.

Ele defendeu ainda que o maior esforço para localização está vindo principalmente através de jogos independentes, que não tem grandes companhias para financiar suas produções. A expectativa do empresário é que o mercado siga crescendo conforme os jogadores tenham ciência da necessidade da localização e passem a exigir dos desenvolvedores.

Renato Almeida, criador da agência Masamune, também foi entrevistado pelo "A Semana em Jogo", podcast do O POVO