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Brasil
Massacre

Veja a identidade dos dez mortos na tragédia da escola em Suzano

Atiradores tinham 17 e 25 anos, de acordo com a Polícia de São Paulo

15:20 | 13/03/2019
Pais, vizinhos e sobreviventes ocupam a frente da escola estadual em Suzano (Foto: Reprodução / Facebook)
Pais, vizinhos e sobreviventes ocupam a frente da escola estadual em Suzano (Foto: Reprodução / Facebook)

O general João Camilo Pires de Campos, secretário da Segurança Pública de São Paulo, deu detalhes sobre  a ação dos dois atiradores que promoveram o massacre na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na região Metropolitana de São Paulo.

Até agora, dez pessoas morreram na ação e nove ficaram feridas, segundo o militar. 

As vítimas

Jorge Antônio Morais - proprietário de uma locadora de veículos próximo à escola. 

Marilena Ferreira Vieira Umezo - coordenadora da escola, ela teria sido a segunda vítima dos atiradores. De acordo com o secretário, ela conhecia os atiradores por serem ex-alunos da escola, o que teria facilitado a entrada da dupla no local.

Eliana Regina de Oliveira Xavier - funcionária da escola, apontada como a terceira vítima

Pablo Henrique Rodrigues - aluno

Caio Oliveira - aluno

Cleiton Antônio Ribeiro - aluno

Samuel Melquíades Silva de Oliveira - aluno

João Vítor Ramos Lemos - aluno

Os atiradores

Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos - estudou na escola até o ano passado, quando tirado por "problemas", segundo o secretário.

Luiz Henrique de Castro, de 25 anos - também foi aluno da escola.

A ação

Antes de entrar na escola, a dupla matou Jorge Antônio Morais, empresário e apontado como tio de Guilherme. Por volta de 9h30min, os dois atiradores pararam um veículo Chevrolet Onix branco em frente à unidade de ensino. Em seguida, um dos homens desce do carro e entra na escola. Ele estava com uma mochila nas costas. Segundos depois, o outro jovem também entra no local. Além de mochila, ele carrega alguns objetos nas mãos.

Uma das hipóteses da polícia é de que eles tiveram o acesso facilitado por serem ex-alunos do local. Após matar a coordenadora pedagógica e outra funcionária da escola, os dois atiradores passaram a tomar como alvo os alunos. De acordo o secretário da Segurança Pública de São Paulo, todos os disparos foram aleatórios. 

Quando estavam prestes a entrar em uma sala com dezenas de estudantes escondidos com medo dos disparos, Guilherme e Luiz Henrique avistaram há cerca de dez metros agentes da Força Tática. Ainda de acordo com a política, neste momento eles cometeram suicídio. Há ainda a hipótese de que um dos jovens tenha atirado contra o comparsa e, em seguida, cometido suicídio. Contudo, a informação será confirmada somente com o laudo cadavérico. 

Arsenal

Com os atiradores foram encontrados um revólver calibre 38, quatro jet luders (instrumentos usados para recarregamento de arma), uma besta (tipo de arco e flecha que dispara na horizontal), um machado, além de um arco e flecha tradicional e coquetéis molotov. A dupla ainda carregava uma mala com fios, simulando uma bomba. Contudo, o esquadrão antibombas descartou os riscos do objeto explodir. 

Veja a ação dos atiradores:

Redação O POVO Online