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Câncer de mama: demora em diagnóstico aumenta risco de mortalidade

Pacientes com histórico familiar da doença devem ser acompanhadas a partir dos 20 anos, de acordo com especialista, de forma a possibilitar um diagnóstico precoce e diminuir as taxas de mortalidade
20:20 | Out. 11, 2021
Autor Marília Serpa
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Marília Serpa Jornal
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Tipo Notícia

Câncer de maior incidência entre as mulheres, representando 24,2% dos casos, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama tem a taxa de mortalidade aumentada pela demora no diagnóstico, de acordo com especialistas. Sendo confirmado por meio de exames específicos, a doença é caracterizada por um tumor maligno, resultado do crescimento anormal e desordenado de células no tecido mamário.

O médico mastologista João Paulo Mendes, que atua nas cidades do Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, explicou, em entrevista à rádio CBN Cariri nesta segunda-feira, 11, que nem todo caroço na mama é câncer, mas investigar com um especialista pode possibilitar o diagnóstico precoce, diminuindo as chances de a doença se espalhar para outros órgãos e de morte. Outro fator importante é o histórico familiar da doença, que pode ser determinante para que o câncer também seja mais facilmente identificado.

“Mulheres que não têm nenhuma queixa na mama e não possuem histórico familiar da doença devem começar a ir ao mastologista a partir dos 40 anos de forma regular, pelo menos uma vez ao ano. Já aquelas que têm histórico na família, bem como alguma queixa de alguma assimetria, como dor na mama ou outro achado, devem começar essa procura ao mastologista antes dos 40, especificamente antes dos 30 ou até dos 20 anos”, explica.

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O especialista explica que mulheres que possuem até um parente de primeiro grau ou dois de segundo grau com histórico da doença, devem iniciar os cuidados desde cedo, com visitas periódicas ao mastologista para realização de exames investigativos. "É interessante que essa mulher procure o especialista de forma mais precoce para fazer esse acompanhamento e até investigar possíveis alterações que possam aumentar suas chances de ter a doença", pontua o médico.

Além do caroço palpável, sintoma mais comum pelo qual as mulheres costumam suspeitar da doença, o mastologista alerta para outros sinais que também podem ser sintomas do câncer de mama. "Existem outros sinais que a mulher precisa ficar atenta, como saída de secreção pelo mamilo, enrugamento da pele da mama, endurecimento da mama como um todo ou surgimento de ínguas palpáveis na região da axila", esclarece o Dr. João.

Homens também podem ser acometidos pela doença, representando 1% dos casos de câncer de mama detectados. Apesar de não possuir volume nos seios, eles possuem mamas e estas também podem apresentar um crescimento celular desordenado. O tratamento, após o diagnóstico comprovado, consiste no mesmo oferecido às mulheres, com respostas mais positivas pelo fato de a doença ser mais facilmente identificada do que no público feminino, uma vez que o caroço pode ser percebido mais rápido.

O diagnóstico precoce também pode diminuir as chances de retorno da doença, uma vez que quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maior a chance de sucesso de a doença ser erradicada do organismo. "Quando tratado de forma correta, no estágio inicial, a chance se recidiva é muito pequena. Mas pode acontecer, sim, principalmente se for um câncer em estágio mais avançado, onde as chances de retorno da doença são maiores", finaliza o especialista.

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