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Entenda por que a vacinação de rotina é tão importante quanto a da Covid

Com as aplicações e, consequentemente, uma alta cobertura vacinal, doenças como a poliomielite não são registradas em Fortaleza desde 1994. Entretanto, para manter a segurança, a imunização coletiva é a principal forma de combate
Autor - Marília Freitas
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- Marília Freitas Estagiária do O POVO Online
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Tipo Notícia

Mesmo com os holofotes sob a imunização contra a Covid-19 na Capital, as vacinações de rotina para o público geral seguem acontecendo nas unidades básicas de saúde. Com as aplicações e, consequentemente, uma alta cobertura vacinal, doenças como a poliomielite não encontram mais espaço desde 1994 em Fortaleza. Mas quanto menos pessoas vacinadas, mais doenças podem retornar: como o sarampo. Após mais de um ano livre da doença, o Ceará registrou o primeiro caso da doença que tem como a vacina a única forma de conter sua transmissão. 

O Estado dispõe de um calendário vacinal que atende desde recém-nascidos a idosos. Desde 2015, a queda da cobertura vacinal é observada em todo o País e, em Fortaleza, não foi diferente. Segundo a coordenadora de imunização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Vanessa Soldateli, o ano de 2020 foi marcado por uma intensa queda dos índices de cobertura.

"A partir de março, quando começamos o lockdown devido aos primeiros casos de Covid, tivemos uma queda muito grande. A partir de setembro, elaboramos estratégias para atingir essa meta. Em outubro, por exemplo, o Brasil fez uma campanha de multivacinação com o intuito de resgatar esses dados", conversa ao O POVO.

A ação proporcionou uma melhora nos índices e o ano de 2020 foi finalizado com quase todas as metas de imunização infantil atingidas na capital cearense, segundo Vanessa. "Em 2021, tivemos uma queda maior - sem as escolas e creches para vacinarmos. Estamos com coberturas de algumas vacinas entre 54% a 60%, o que é baixo. Pois os vírus continuam circulando no ambiente", alerta.

Para a titular, o principal motivo da baixa procura por vacinas em Fortaleza ainda é a pandemia. O fator é o mesmo para a coordenadora da célula de imunização da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Carmem Osterno. No caso do Ceará, nenhuma meta do calendário infantil de vacinação foi atingida em 2020. 

"Já é a segunda pandemia que passamos, a primeira foi a da H1N1. Mas seria muito pior se tivéssemos que lidar com a Covid, a influenza, a poliomielite e o sarampo juntas", exemplifica Vanessa. "Temos a segurança que a vacina protege. E não são só crianças que devem tomar: há vacinas para adultos, gestantes e idosos. O vírus continua circulando e está encontrando as pessoas que não estão vacinadas".

Postos de Saúde

 

O POVO tentou contato com mais de 30 postos de saúde e conseguiu informações sobre a vacinação em quatro unidades em diferentes regionais da Capital. Destas, três delas dispõem de todas as vacinas do calendário nacional em todos os dias úteis da semana. Outra unidade tem dias específicos para aplicação de respectivas vacinas, como a da Tríplice viral e a BGC - conhecida pela cicatriz no braço e considerada por muitos como a primeira vacina aplicada na infância.

É nos postos de saúde que as vacinas de rotina são aplicadas. São 116 unidades na Capital disponíveis para atender o público, que pode estar munido de documentações como cartão de vacinação, cartão do SUS e documento com foto para receber os imunizantes faltosos. Porém, não ter o cartão de vacinação ou o do SUS não é impedimento para receber as vacinas. Cada unidade dispõe de um formulário eletrônico que disponibiliza o registro das vacinas já aplicadas durante a vida, além de horários flexíveis das 7h às 19h - dependendo da unidade.

Caderneta de Vacinação

 

Antes da busca ao posto, Vanessa dá dicas de como conferir quais vacinas estão em falta na caderneta. "Quando a criança vai ao posto receber uma vacina, é assinado a lápis a data do próximo reforço", detalha. Ainda, o aplicativo Mais Saúde Fortaleza também dispõe de uma aba de consulta para vacinação e os postos de saúde mais próximos do endereço buscado.

Segundo a titular, é previsto que ações como o Dia D de vacinação retomem na Capital. A última ação do tipo aconteceu no sábado, 24 de julho, e teve o intuito de atualizar o calendário vacinal dos fortalezenses com imunizantes de rotina e o da gripe. Além do Dia D, Ministério da Saúde também planeja uma campanha nacional de multivacinação. Em Fortaleza, também segue em curso o primeiro censo vacinal realizado em 14 anos no Brasil.

Censo vacinal segue até fim do mês em Fortaleza

 

Está em curso em Fortaleza, outras 19 capitais e em Brasília (DF) o Inquérito nacional de cobertura vacinal (ICV). Financiado pelo Ministério da Saúde, a pesquisa se propõe a estimar a cobertura vacinal aos 12 meses, aos 18 meses e aos 24 meses de vida em nascidos vivos entre os anos de 2017 e 2018 nas áreas urbanas brasileiras — público-alvo que drasticamente diminuiu sua imunização de doenças como a poliomielite e a vacina BCG, contra a tuberculose. É o primeiro censo de vacinação em 14 anos. Em Fortaleza, é realizada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), com apoio da SMS.

Na Capital, a meta é avaliar 1.808 crianças em quatro estratos - grupos separados por condições sociais, culturais, econômicas e de escolaridade. O objetivo é identificar quais vacinas as crianças já receberam ou não, sendo fundamental que os responsáveis recebam os entrevistadores e permitam a fotografia da caderneta de vacinação.

A Universidade disponibiliza canais de atendimento para tira-dúvidas sobre o ICV através dos telefones 0800 025 0174; pelo email [email protected] e pelo Disque Saúde do MS, no número 136.

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Ocupação de leitos de UTI covid-19 não passa de 80% em nenhum estado

Saúde
15:19 | Ago. 11, 2021
Autor Agência Brasil
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Pela primeira vez desde outubro de 2020, nenhum estado brasileiro está com mais de 80% dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para covid-19 ocupados no Sistema Único de Saúde (SUS). A informação foi divulgada hoje (11) pelo Boletim Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, o país vive o melhor momento para a ocupação de leitos desde que o indicador passou a ser monitorado pelo boletim, em julho do ano passado. Na análise desta semana, eles voltam a destacar que a vacinação tem feito grande diferença para a redução dos casos graves da doença e pedem que o acesso aos imunizantes seja ampliado e acelerado.

"Merece destaque a observação de que o cenário de melhora das taxas de ocupação de leitos de UTI para adultos no SUS já convive, sem prejuízos, com a redução significativa de leitos destinados à covid-19 em muitos estados e no Distrito Federal. O gerenciamento desse processo, ainda que exija monitoramento cuidadoso da pandemia, é desejável frente aos desafios postos para o sistema de saúde pelo represamento de demandas por diferentes condições de saúde no decorrer da pandemia", recomenda o estudo.

O boletim recomenda que seja mantido o alerta quanto à possibilidade de variante Delta trazer reveses a esse quadro de melhora. Apesar do cenário favorável, o texto pondera que, "considerando que ainda são altos os níveis de transmissão do vírus, casos e óbitos, é também importante combinar a vacinação com o uso de máscaras e distanciamento físico, para manutenção e avanços nos resultados positivos na direção do controle da pandemia".

Zona de alerta

Quando mais de 80% das vagas de UTI estão ocupadas, o boletim diz que a assistência aos casos graves de covid-19 está na zona de alerta crítico. O Brasil chegou a ter 25 unidades federativas nessa situação simultaneamente, em 15 de março, quando a pandemia estava no pior momento no país.

No boletim divulgado hoje, com dados reunidos na segunda-feira (9), 21 estados e o Distrito Federal estão fora da zona de alerta, com taxas de ocupação para covid-19 inferiores a 60%. Já na zona de alerta intermediário, com entre 60% e 80% de ocupação, estão Goiás (78%), Mato Grosso (79%), Rio de Janeiro (67%), Rondônia (64%) e Roraima (70%).

No caso dos dois estados da Região Norte, que antes estavam fora da zona de alerta, a Fiocruz avalia que a elevação da taxa se deve à redução de leitos de UTI covid-19 para adultos no SUS, "provavelmente em um processo de gerenciamento de leitos frente à queda na demanda, e não ao aumento de leitos ocupados".

Entre as capitais, Goiânia (92%) e Rio de Janeiro (97%) estão com taxas de ocupação na zona de alerta crítico, situação que se mantém há semanas. Por outro lado, 19 capitais estão fora da zona de alerta: Rio Branco (12%), Manaus (54%), Belém (44%), Macapá (29%), Palmas (53%), Teresina (39%), Fortaleza (53%), Natal (34%), João Pessoa (19%), Recife (39%), Maceió (25%), Aracaju (43%), Salvador (38%), Belo Horizonte (57%), Vitória (36%), São Paulo (43%), Florianópolis (31%), Porto Alegre (59%) e Brasília (59%). As demais estão na zona de alerta intermediário.

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Rússia diz que Sputnik V é 83% eficaz contra variante Delta

INTERNACIONAL
15:14 | Ago. 11, 2021
Autor Agência Estado
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O imunizante russo Sputnik V é cerca de 83% eficaz contra a variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia, o que representa uma porcentagem menor do que o anteriormente previsto, anunciou o ministro da Saúde russo, Mikhail Murashko. Apesar da queda de eficácia, segundo a agência TASS, as autoridades culparam a nova cepa pelo aumento dos casos de coronavírus em junho e julho e a relutância da população em se imunizar, apesar de as vacinas estarem amplamente disponíveis.
Os desenvolvedores da vacina disseram, em junho, que a Sputnik V era cerca de 90% eficaz contra a variante delta. Mesmo com menor porcentagem de eficácia, o diretor do Instituto Gamaleya, Alexander Gintsburg, destacou, em entrevista ao jornal Izvestia, que o imunizante é seguro e eficaz contra todas as cepas do coronavírus. O Gamaleya foi responsável pelo desenvolvimento da vacina.
Na esteira da vacinação mundial, a agência de medicamentos da Espanha autorizou, nesta quarta-feira, 11, a primeira rodada de ensaios clínicos em humanos da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa espanhola Hipra.
O ensaio clínico vai comparar o imunizante espanhol com outras que já estão no mercado. Ou seja, os voluntários receberão uma ou outra, sem saber qual, e será avaliado, como objetivo principal, a segurança e tolerância da vacina. Como objetivos secundários, serão analisadas a imunogenicidade (capacidade de ativar o sistema imunitário) e a eficácia.
Diante da alta de casos impulsionados pela variante delta, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse hoje que a pandemia da covid-19 é o "problema número um" do país e deve ser contida com urgência.
O Ministério da Saúde do Irã relatou, nesta quarta-feira, 42.541 novos casos nas últimas 24 horas, elevando o total de infecções para 4.281.217. Ainda foram registrados 536 óbitos, totalizando 95.647 mortes, desde o início da pandemia.
Na campanha de vacinação, o presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu a gestão "democrática" do seu governo perante a crise de saúde após as críticas de manifestantes antivacina no país.
Em todo o país, centros de vacinação e testes em instalações externas e farmácias foram marcadas com suásticas e com escritos como "colaborador", "nazista" e "genocídio" nas últimas semanas. Os mesmos slogans também foram vistos em algumas manifestações contra os passes de saúde da doença.
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BNDES reduz juros para empresas com desempenho ambiental e social

Economia
15:04 | Ago. 11, 2021
Autor Agência Brasil
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Empresas que reduzirem emissões de gases poluentes ou aumentarem iniciativas sociais, mostrando expansão de seu desempenho ambiental, social e de governança (ASG), terão juros reduzidos nos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com o banco, o programa vai conceder financiamentos com destinação livre, sem relação com projetos de investimento, para empresas que se comprometerem a melhorar os indicadores de sustentabilidade. “Aquelas que cumprirem as contrapartidas mínimas e atingirem as metas estipuladas pelo programa terão redução na taxa de juros”, informou a instituição.

O programa BNDES Crédito ASG se destina a empresas da cadeia de madeira voltada para reflorestamento, fabricantes de equipamentos para a cadeia de energia renovável e de eficiência energética, mineração, siderurgia, setores com potencial de melhorias em termos ambientais.

Do lado social, o setor escolhido foi o de provedores de internet de pequeno porte, que são vinculados diretamento à agenda ambiental, social e de governança. O aumento da oferta de conectividade é uma das metas do Plano Trienal 2020 - 2022 da instituição. A expectativa do banco é que, posteriormente, o programa seja estendido para outros setores.

O programa tem orçamento de R$ 1 bilhão, o que permitirá conceder empréstimos de até R$ 150 milhões por grupo econômico. As empresas interessadas deverão dar entrada nos seus pedidos diretamente no BNDES até 31 de dezembro de 2023. O prazo total de pagamento será de até 96 meses, incluída carência de até 24 meses.

Brasil mais sustentável

O diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES, Bruno Aranha, disse que a solução inovadora de linked loan (crédito com incentivos para boa performance socioambiental) representa mais um importante passo, pois apoia e estimula as empresas a adotarem as melhores práticas e a repensarem seus modelos de negócio em prol da economia de baixo carbono e inclusiva”. Já o diretor de Crédito a Infraestrutura do Banco, Petrônio Cançado, ressaltou que a meta é ajustar as empresas ao desejo da sociedade de ter “um Brasil mais sustentável”.

Para ter direito à redução da taxa de juros, as empresas deverão cumprir algumas obrigações mínimas, entre as quais a publicação anual de uma política de responsabilidade socioambiental; a incorporação de focos prioritários de atuação em educação e diversidade na Política de Investimento Social da empresa, como parte da estratégia para combater o preconceito e a discriminação de raça, LGBTQIA+, etnias, gênero e deficiências; e a publicação anual de Relatório de Sustentabilidade no modelo global reporting initiative ou similar.

A empresa deverá ainda cumprir duas metas que serão escolhidas a partir de cinco indicadores predefinidos: a obtenção de uma certificação ambiental; a obtenção de uma certificação social; a realização de inventário de redução da emissão de gases de efeito estufa ou de captura de carbono; a ampliação de, no mínimo, 10% no número de fornecedores oriundos das regiões Norte e do Nordeste, que concentram os municípios de menor desenvolvimento social no país; e a ampliação da base de clientes dos serviços de banda larga, considerando metas preestabelecidas, no caso dos provedores de internet de pequeno porte.

Parceria

O BNDES informou ainda que os indicadores e contrapartidas do programa resultaram de pesquisa das melhores práticas nessa área, realizada com apoio do governo britânico, em parceria com a Embaixada do Reino Unido no Brasil.

A diretora do programa de finanças verdes do governo britânico no Brasil, Katia Fenyves, afirmou que o novo programa brasileiro vai possibilitar que “mais setores encontrem viabilidade para transitar definitivamente para um modelo de baixo carbono”.

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Condições econômicas justificam fim de compras de ativos, diz dirigente do Fed

ECONOMIA
14:59 | Ago. 11, 2021
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A presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em Kansas, Esther George, afirmou nesta quarta-feira que identifica sinais de que a economia dos Estados Unidos atingiu os requisitos de "progressos substanciais adicionais" estabelecidos pela autoridade monetária. "Eu apoio o fim das compras de ativos sob essas condições", disse, durante evento virtual.
Como evidência da força da economia norte-americana, a dirigente citou o fortalecimento da demanda, a recuperação do mercado de trabalho e o avanço das expectativas de inflação. Para ela, com a retomada em curso, é preciso fazer a transição para configurações políticas "mais neutras".
George, contudo, esclareceu que ainda há uma série de incertezas, sobretudo com desequilíbrios entre oferta e demanda, que elevam os preços. "A economia apertada de hoje certamente não pede uma política monetária apertada, mas sinaliza que o tempo chegou para reduzir os instrumentos", destacou.
Segundo a líder do Fed de Kansas, a discussão sobre a redução do relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) "não está mecanicamente conectada" com os ajustes na taxa de juros. Na visão dela, o caminho para a normalização monetária será "longo e acidentado".
George acrescentou que pode demorar algum tempo até que haja uma recuperação plena do emprego nos EUA. "Este não é um argumento para manter as taxas de juros inalteradas, mas garantir acomodação se ajusta à medida que a economia se expande, evitando desequilíbrios e instabilidades que podem descarrilar tais ganhos", explicou.
Variante Delta
A presidente da distrital do Federal Reserve em Kansas reconheceu que as incertezas decorrentes da disseminação da variante Delta do coronavírus podem atrasar a recuperação da economia dos Estados Unidos. No evento virtual, a dirigente citou o risco de que a mutação "complique" o cronograma do Fed para normalização da política monetária. "Os efeitos poderiam ser tão pronunciados do lado da oferta quanto do lado da demanda, prolongando o aperto da economia e mantendo a pressão de alta sobre os preços", alertou.
Esther George projetou uma desaceleração do crescimento econômico nos próximos meses, embora acredite que o ritmo continuará "robusto". Segundo ela, a expectativa é de que a demanda comece a arrefecer, à medida que as ações de apoio do governo diminuam.
"Algumas estimativas mostram que a política fiscal, após somar quase 4 pontos porcentuais do crescimento no ano passado, subtrairá cerca de 2 pontos porcentuais do crescimento ao longo dos próximos anos", destacou.
Inflação, oferta e demanda
A presidente da distrital do Federal Reserve atribuiu o recente avanço da inflação nos Estados Unidos a uma série de desequilíbrios entre oferta e demanda. "Costumo ouvir anedotas que sugerem uma economia que se deparou com gargalos, incluindo relatos de dificuldades na busca trabalhadores e de ter que pagar preços muito mais altos pelos materiais e transporte", afirmou.
A dirigente acrescentou que "há boas razões para crer" que a maior parte desses fatores é temporária. Segundo ela, o esgotamento de estoques de empresas confirma os desequilíbrios das dinâmicas de oferta. George comentou ainda que uma parcela dos aumentos de preços reflete uma reversão a padrões pré-coronavírus.
A líder do Fed de Kansas comentou que o setor de serviços nos EUA segue "deprimido" em relação aos níveis pré-pandemia, o que sugere que há espaço para crescimento. No entendimento dela, deve continuar havendo uma rotação dos padrões de consumo, de bens para serviços.
Ela evitou fazer previsões sobre o impacto do debate sobre o teto fiscal no Congresso na economia, mas disse que, baseado nas experiências anteriores, pode haver algum efeito.
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MPF entra com ação contra Tarcísio de Freitas e mais 4 por falta de máscaras

POLÍTICA
14:59 | Ago. 11, 2021
Autor Agência Estado
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O Ministério Público Federal entrou com ação de improbidade administrativa contra o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o ministro do Turismo, Gilson Machado, o senador Fernando Collor, o deputado federal Marx Beltrão e o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, por terem participado da inauguração de uma obra em Sergipe, sem máscaras. De acordo com a Procuradoria, eles violaram os princípios da administração pública, especialmente os da legalidade, da moralidade e da proteção da saúde pública.
O MPF pede que a Justiça aplique multa civil no valor de 100 vezes a respectiva remuneração de cada envolvido, considerando que 'a conduta das autoridades federais consistiu no descumprimento de normas legais e sanitárias voltadas a combater a maior pandemia das últimas décadas e preservar a saúde da coletividade'.
A ação foi apresentada à na segunda-feira, 9, e tem relação com evento realizado no dia 28 de janeiro, para inauguração da nova ponte sobre o Rio São Francisco, na divisa entre os estados de Sergipe e Alagoas. Segundo o MPF, 'de forma voluntária, livre e consciente, na condição de agentes públicos federais, eles participaram de evento público descumprindo a legislação vigente e as normas sanitárias em vigor ao não portar máscara em nenhum momento do evento'. O uso obrigatório de máscara de proteção como medida de enfrentamento à pandemia está presente tanto na legislação federal como na estadual.
Quando ao presidente Jair Bolsonaro, a Procuradoria em Sergipe entendeu que ele 'somente responde por ato de improbidade administrativa perante o Senado Federal, motivo pelo qual sua conduta não foi objeto de análise na ação proposta'. O Ministério Público Federal diz ter encaminhado o caso para o Procurador-Geral da República Augusto Aras em março para adoção de possíveis medidas com relação ao crime de infração de medida sanitária preventiva.
Na ação, o MPF aponta o 'péssimo exemplo' dado para pessoas que compareceram ao evento e se depararam com autoridades federais do mais alto escalão sem o uso de máscara de proteção respiratória. Segundo a Procuradoria, a reprovabilidade da conduta foi especialmente gravosa, em razão das posições de Ministros de Estado e parlamentares federais.
"Se autoridades como ministros e membros do Poder Legislativo se sentem à vontade para descumprir normas legais e sanitárias e não usar máscara de proteção respiratória em evento contendo aglomeração de pessoas, é compreensível que o cidadão comum, à vista de tal proceder, também ignore as leis e normas em vigor e deixe de observar as medidas sanitárias emitidas pelas autoridades competentes sob o pretexto de "eu chego como eu quiser, onde eu quiser, eu cuido da minha vida", numa completa subversão do Estado de Direito em que o capricho individual se sobrepõe às normas jurídicas vigentes", destaca a ação.
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