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Consumo de carnes é responsável por surgimento de pandemias, aponta pesquisa

Animais teriam a capacidade de "mesclar" o material genético de uma forma "ideal" para a mutação de vírus, segundo livro de pesquisadores brasileiros

18:50 | 06/07/2020
consumo de carnes é responsável por pandemias  (Foto: Peggy Choucair/ Pixabay)
consumo de carnes é responsável por pandemias (Foto: Peggy Choucair/ Pixabay)

Especialistas brasileiros lançaram, no início deste ano, livro que mostra como o consumo de carnes tem potencializado o surgimento de surtos de doenças como Covid-19, Ebola, HIV e H1N1. Escrita pelos cientistas Cynthia Paim e Wladimir Alonso, ambos com doutorado em Oxford, a obra Pandemias, Saúde Global e Escolhas Pessoais alerta para a forma como a criação e o consumo de proteína animal pode levar a morte de milhões de pessoas no planeta.

A transmissão de vírus por animais, abordada no trabalho dos autores, já foi comprovada em casos como a gripe suína, provocado pelo vírus Influenza A, recentemente identificado em porcos na China. Além disso, existem indícios de que o ebola e o novo coronavírus tenham surgido de morcegos e teorias apontam que o HIV teria vindo de macacos.

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Em entrevista a revista Galileu, Cynthia explica que os animais têm a capacidade de “mesclar” o material genético de uma forma “ideal” para o vírus, sofrendo uma espécie de recombinação de substâncias no momento em que organismos diferentes invadem uma mesma célula.

Essa alteração é capaz de criar uma cepa viral com altas taxas de letalidade e de transmissão, como é o caso da gripe aviária e da Covid-19, respectivamente. No momento em que animais com essas mutações são utilizados como alimentação, o vírus infecta o organismo humano e fica passível de ser transmitido para a população. 

Isso explica o fato de os surtos de doenças provocarem milhões de mortes pelo mundo, uma vez que o corpo humano não conhece o vírus que está se alastrando dentro dele e não tem anticorpos necessários para combatê-lo. O novo coronavírus é o exemplo mais recente.

Durante a entrevista à Galileu, Cynthia acusa ainda o comércio de animais de ser um meio de propagação dos vírus, apontando a existência de ambientes conhecidos como “mercados úmidos”, que reúnem espécies silvestres de diferentes origens. As várias características genéticas presentes nesses meios favorecem, segundo a autora, o surgimento de novos vírus.

 

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