Camilo descarta candidatura e critica oposição: "Não vamos entrar nessa baixaria"

O ex-governador deverá deixar o cargo no MEC para reforçar a articulação das campanhas do presidente Lula e do governador cearense Elmano de Freitas

12:17 | Fev. 04, 2026

Por: Taynara Lima
Ministro da Educação, Camilo Santana (PT) (foto: Samuel Setubal)

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), ressaltou que não será candidato no Ceará e descartou a possibilidade de substituir o governador Elmano de Freitas (PT) na eleição deste ano. O ex-governador também criticou a atitude de adversários políticos no Estado e destacou que o seu grupo não irá “entrar nessa baixaria”.

Questionado sobre a atuação na eleição deste ano, Camilo afirmou que se afastará do Ministério da Educação (MEC) e voltará ao Senado Federal para se dedicar às campanhas de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Elmano. As declarações do petista ocorreram na terça-feira, 3, em entrevista à CNN Brasil

“Conversei muito com o presidente Lula e a decisão é que eu possa me afastar no prazo legal, no início de abril, até porque o MEC hoje está muito bem organizado e agora é entregar aquilo que precisa ser entregue. A ideia é que eu possa me dedicar um pouco ao Ceará e também ao Nordeste e ajudar o presidente Lula na sua reeleição, por acreditar que nós não podemos ter retrocesso, diante de todos os resultados que o governo tem apresentado. A eleição vai ser uma comparação desse governo com o governo anterior”.

Camilo também descartou a possibilidade de substituir Elmano na disputa estadual: “Eu não serei candidato a governador. Essa é a minha decisão e trabalharei muito para que no projeto no Ceará não haja descontinuidade”.

Críticas aos adversários

Camilo também avaliou que “adversário ninguém escolhe” e disse que o foco do grupo é trabalhar para mostrar as entregas da gestão. O petista criticou a atitude e provocações de adversários antes do início do processo eleitoral.

“Eu sempre digo que adversário ninguém escolhe. O que nós estamos focados é trabalhar, mostrar o que o governo está entregando e vai entregar até as eleições. Enquanto os nossos adversários hoje no Ceará fazem fake news, nos agridem todos os dias, sempre digo que nós vamos continuar trabalhando. A nossa resposta não vai ser entrar nessa baixaria que está acontecendo no meu estado, infelizmente, mas nós vamos continuar trabalhando”.

Disputa no Ceará

No dia 19 de janeiro, Camilo admitiu que poderia deixar o cargo no MEC para ajudar nas campanhas deste ano, mas pontou que a desincompatibilização não seria para concorrer a cargos eletivos. Como senador eleito em 2022, o petista ainda está no meio de um mandato de oito anos.

Mesmo indicando que irá concorrer, o nome de Camilo ainda aparece como possibilidade, apesar de aliados já terem reafirmado que o candidato do grupo será Elmano de Freitas. O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato a governador pela oposição, chegou a considerar que a saída de Camilo do MEC seria para “tomar o lugar de Elmano” na disputa.

“Uma vez traíra, sempre traíra. Você não tenha dúvida disso. Só há uma razão para ele sair, é tomar o lugar do Elmano. Não há nenhuma dúvida. E eu já sei disso há muito tempo. Como eu conheço bem a vida e conheço bem os pilantras do Ceará e conheço bem os traidores do Ceará e ele é o maior de todos, você vai ver. Eu vou tirar a máscara do Camilo. Não tenha a menor dúvida. Isso é uma obrigação que eu tenho com o Ceará, porque boa parte dele fui eu que construí”, afirmou Ciro.

Aposta no crescimento

Na entrevista da última terça-feira, Camilo também falou sobre as entregas feitas pela gestão Elmano e disse não ter dúvida de que o governador crescerá nas pesquisas. Em levantamentos divulgados anteriormente, Elmano e Ciro apareceram em empate técnico. Em outra, o tucano surgiu em vantagem em relação ao atual governador.

“Não tenho dúvida que o Elmano será reeleito governador e eu vou estar lá junto com ele, até porque é muito difícil estando no Ministério. A gente passa a semana toda viajando, muito ausente do Estado ao qual eu fui eleito senador da República e ex-governador. A saída também é um pouco para estar mais presente, voltarei ao Senado Federal para ajudar o presidente Lula e estarei mais presente no meu estado e também na região Nordeste”, detalhou.