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Acilon é renovado como presidente do PL no Ceará; decisão desagrada bolsonaristas

Na expectativa de conseguir a direção estadual do partido para emplacar candidatura à Câmara dos Deputados, o deputado estadual André Fernandes (PL) terá encontro, neste domingo, 13, com o presidente Jair Bolsonaro para tratar da questão
17:24 | Fev. 12, 2022
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter de Política
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Tipo Notícia

O partido PL renovou, neste sábado, 12, a executiva estadual o partido. Com a decisão, o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, confirmou a permanência do prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves, aliado politicamente ao PDT dos irmãos Cid e Ciro Gomes e ao PT, com o governo de Camilo Santana, no comando da sigla no Ceará, mesmo com a filiação do presidente Jair Bolsonaro. 

A decisão entre em coalização com a aposta de grupos bolsonaristas na região e desitrata os planos do deputado estadual André Fernandes, recém filiado ao partido. Nos bastidores, o parlamentar já contava com a liderança da sigla a fim de também consolidar seu nome para disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Após a decisão, o deputado deve participar de um encontro com o presidente Jair Bolsonaro já neste domingo, 13, para tratar da questão.

Os planos do bolsonarismo cearense para 2022 era usar o PL para filiar aliados do presidente da República nos próximos meses, entre eles os os vereadores de Fortaleza Priscila Costa (PSC), Inspetor Alberto (Pros) e Carmelo Neto (Republicanos), além do pai de André Fernandes, o pastor Alcides Fernandes. A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério, Mayra Pinheiro, e o Coronel Aginaldo, comandante da Força Nacional, já foram oficializados no partido no mês de janeiro.

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Em entrevista recente, Fernandes chegou a garantir que Acilon sairia da presidência e que o partido estava de portas abertos a “todos os bolsonaristas, conservadores, pessoas de direita, que não compactuam com a esquerda, com o Lula (PT), governo Camilo Santana”. Com isso, a expectativa era que o prefeito de Eusébio, deixasse o cargo para buscar uma nova agremiação. 

“Ele não vai atrapalhar em nada na nossa estratégia política porque Acilon Gonçalves não continua na presidência do PL no Ceará, isso é fato”, disse André Fernandes, durante participação no Jogo Político, do O POVO. Com o uso do bom tempo de rádio e TV que a legenda deve ter neste ano, o cálculo era ter entre 600 mil a 700 mil votos para a disputa à Câmara Federal. 

Aliados dos Ferreira Gomes, o prefeito do Eusébio admitiu em dezembro do ano passado a possibilidade de ser candidato a governador do Ceará em 2022. Na ocasião, ele também já confirmava sua permanece no comando do PL no Ceará, mesmo com a presenta de Bolsonaro. Em nota, Acilon afirmou que as alianças só serão discutidas após o dia 2 de abril. "Até esta data, discutir interna e externamente o que precisa ser feito para o Brasil e o Ceará avançarem com justiça social", disse. 

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