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Moro sobre disputa contra Lula e Bolsonaro: "não tenho medo de cara feia"

"Em relação aos políticos que habitam os extremos: primeiro, não tenho medo de cara feia", disse Sérgio Moro em entrevista cedida a uma rádio nesta quinta-feira, 25
14:30 | Nov. 25, 2021
Autor Alice Araújo
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Tipo Notícia

O ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro (Podemos), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quinta-feira, 25, que “não tem medo de cara feia”, em referência à sua possível disputa contra o ex-presidente Lula (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A declaração foi dada em entrevista à Rádio Banda B.

"Em relação aos políticos que habitam os extremos: primeiro, não tenho medo de cara feia. Tenho uma carreira na qual tive casos envolvendo líderes do crime organizado, processo contra um dos mais notórios criminosos do Brasil, Fernandinho Beira-Mar", disparou Moro.

De acordo com o ex-juiz da Lava Jato, os “extremos” políticos "são ruins" e têm enganado quem os apoia com mentiras. “Existem apoiadores desses extremos muitas vezes iludidos, porque foram enganados por mentiras, e, por outro lado, acabam se apegando a certas ilusões”, explicou durante a entrevista.

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"Eles acabam se apegando a certas ilusões. Muitas pessoas admiram extremos e têm dificuldade de aceitar que eles são ruins. [...] O que nós vamos fazer é um projeto com base na verdade, com base nos fatos”, acrescentou o pré-candidato.

Na ocasião, o ex-ministro afirmou que pretende manter o diálogo com possíveis outros candidatos, como os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio Grande do Sul (PSDB), Eduardo Leite; o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE); e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS).

Em outra entrevista cedida ainda nesta quinta-feira, à CBN Curitiba, Moro reiterou críticas aos adversários extremistas e reforçou que existem outros nomes na corrida eleitoral que são alternativas “boas”. “Porque escolher uma coisa que não deu certo? Eu sou um dos nomes (na disputa), mas tem muitas outras pessoas boas".

Quanto ao presidente Bolsonaro, de quem Moro foi ministro, mas acabou pedindo demissão em 2020, o ex-juiz disse que se sentiu traído pelo mandatário. “Entrei no ministério para ter consolidação no combate à corrupção, mas o Planalto não apoiava. É preciso reconhecer que o governo é ruim, fez uma série de promessas sobre um tema muito caro para mim, que é o combate à corrupção. E não fez nada”, afirmou.

Sobre o ex-presidente Lula, Moro fez críticas à recente declaração do petista, ao comparar a ditadura de Daniel Ortega, na Nicarágua, com o governo democraticamente eleito de Angela Merkel, na Alemanha. "O Partido dos Trabalhadores insiste nesse tema há muito tempo e, quando a gente vê o Lula elogiando a ditadura, levanta uma preocupação”, disse na entrevista à CBN.

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