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Guarda reprime com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo novo protesto contra reforma da Previdência municipal

Votação da reforma da Previdência do município de Fortaleza será retomada nesta terça-feira. Servidores protestam contra mudanças

Filipe Pereira
10:26 | 02/03/2021
Servidores se reúnem na Câmara Municipal para protestar contra a reforma da Previdência municipal (Foto: FOTO: Thais Mesquita)
Servidores se reúnem na Câmara Municipal para protestar contra a reforma da Previdência municipal (Foto: FOTO: Thais Mesquita)

Grupos de servidores municipais retornaram à Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) na manhã desta terça-feira, 2, a fim de frear o andamento de alterações na lei que abrem caminho para a reforma da Previdência municipal. A mobilização é coordenada pelo Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) e outras entidades sindicais. 

Por volta das 10h da manhã, a Guarda Municipal de Fortaleza tentou dispersar os manifestantes com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Houve princípio de confusão e muita correria no momento.

Confira imagens da mobilização: 

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A ação contra os manifestantes foi criticada por parlamentares que tentaram mediar a tensão com os grupos sindicais. Estiveram na recepção dos manifestantes os vereadores Ronivaldo Maia (PT),Larissa Gaspar (PT) e Guilherme Sampaio (PT) e Adriana Gerônimo, do coletivo Nossa Cara. 

"Enquanto parlamentares eleitos não queremos que ninguém seja violentado. É importante que a guarda saiba também que a gente da Nossa Cara solicitamos audiências públicas com várias segmentos dos servidores públicos organizados e um deles é a Guarda. porque a gente entende como eles são importantes. Estamos ao lado de todos os servidores públicos", disse Adriana. 

Segundo o Sindifort, além do aumento da idade e do tempo de serviço para se aposentar, a reforma traz o aumento da contribuição previdenciária, a taxação de aposentados e pensionistas e da redução da base cálculo para aposentadoria. O grupo também avalia terem direitos enfraquecidos, como os anuênios e a licença prêmio.

A dispersão dos manifestantes reforça a falta de negociação da Prefeitura com os trabalhadores, afirma a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute,) Ana Cristina Guilherme. "Os trabalhadores estão em desespero, porque toda a nossa luta está sendo encarada sem nenhuma negociação. O prefeito Sarto precisa recuar. Esse ano é muito grave para mexer na aposentadoria das pessoas, porque é um ano de pandemia, a saúde está morrendo de covid", afirma. 

Proposta de Sarto que promove uma série de mudanças no regime previdenciário municipal reiniciar nesta terça-feira, 2, “do zero”, tramitação na Câmara. No último dia 22, a base de Sarto decidiu retirar as mensagens 002 e 004 – que tratam das mudanças – da pauta da Câmara. Agora, a ideia é “reapresentar” os dois projetos em um texto único, o 010, a ser lido no expediente desta terça.