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Boulos x Covas: veja as frases mais marcantes do primeiro debate do 2º turno das eleições em SP

Boulos acusou Covas de querer "esconder" o apoio político do governador de SP, João Dória (PSDB) ao prefeiturável tucano. Covas se esquivou do tema e defendeu que o debate era pra mostrar as propostas; confira as frases mais marcantes
23:36 | Nov. 16, 2020
Autor Matheus Facundo
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Matheus Facundo Repórter do portal O POVO Online
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Tipo Notícia

Nesta segunda-feira, 16, a CNN Brasil realizou o primeiro debate do 2º turno para a prefeitura de São Paulo, que está sendo disputada pelo atual prefeito Bruno Covas (PSDB) e por Guilherme Boulos (Psol). Em tom mais ameno e sem discussões mais acaloradas, foram respondidas perguntas sobre a atuação na pandemia, apoio político, segurança pública, saúde e trabalho, entre outros temas. Os candidatos chegaram a trocar algumas farpas, mas nada fora da curva. 

Boulos acusou Covas de querer "esconder" o apoio político do governador de SP, João Dória (PSDB) ao prefeiturável tucano. Covas se esquivou do tema e defendeu que o debate era pra mostrar as propostas para prefeitura e não discutir quem tem o melhor apoio político.

BOULOS X COVAS: CONFIRA AS FRASES MAIS MARCANTES DO DEBATE NA CNN

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Bruno Covas: "Aqui não se trata debater quem tem o melhor ou o pior apoio politico. Aqui não se trata de ficar atacando o ex-presidente Lula ou ex-prefeito Hadadd. Acho que a população quer ver discussão de programas pra cidade de São Paulo".

Guilherme Boulos (para Covas): "Quem foi eleito prefeito há quatro anos atrás foi o João Dória, você era vice.  João dória, seguindo uma tradição muito conhecida dos tucanos do PSBB na cidade, abandonou a cidade de SP e usou SP como trampolim pra sua carreira pessoal pra virar governador. Você ficou na prefeitura justamente porque ele saiu e abandonou a cidade então é natural que essa questão apareça e seja debatida no segundo turno. Acho que você não pode esconder a sua origem politica e como você foi parar no cargo que esta hoje".

Boulos: "Covas fez 3 hospitais de campanha, mas só um na periferia, onde teve o maior número de casos. Fez o de sempre, voltou as costas à periferia".

Covas: "Acho um desrespeito com todos os profissionais da área da saúde que se dedicaram a atender a população durante o período mais difícil da pandemia. Eles foram verdadeiros heróis na ação realizada pela prefeitura".

Covas (sobre a pandemia e a vacina): "Enquanto eu for prefeito da cidade de São Paulo esse não é um tema de esquerda ou direita, esse é um tema da ciência e nós vamos seguir sempre a orientação da vigilância da cidade. É lamentável a gente querer partidarizar uma questão que é tecnica, uma questão que quem tem que orientar é a área da ciência".

Boulos (para Covas): “Você e o Dória têm uma tara por essa ideia de que o mercado resolve tudo. Vocês insistem nela pq não conhecem a realidade das pessoas. Conheço essas pessoas pelo nome. E sei que a solução tem que vir do poder público. O teto garante dignidade.

Boulos (para Covas): "Eu até fiquei assustado quando eu vi seu discurso ontem na apuração o dos votos, um discurso cheio de raiva. (...) Bruno, isso te diminui. Você não precisa ficar apelado, atacando movimento social, fazer eco a discurso autoritário".

Covas (para Boulos): "O radicalismo ideológico sabe criticar, mas não sabe como reduzir crimes na cidade de São Paulo".

Boulos: "Quero agradecer a todos que votaram ontem com esperança. Que acreditam que dá pra fazer política sem abrir mão dos sonhos. Quase 70% votaram por mudança. Estamos criando uma onda da virada e nos próximos 15 dias essa onda só vai crescer".

 

Assista ao debate entre Boulos e Covas

Com mediação da âncora Monalisa Perrone, o debate também foi transmitido pela TV nas operadoras Claro/Net, Sky, Oi e Vivo Fibra, canal 577, ou ainda pelo site da CNN Brasil ou Twitter da emissora.

Eleições em SP: Boulos e Covas no segundo turno

Com 100% da apuração, Bruno Covas (PSDB) disputará o segundo turno com Guilherme Boulos (PSOL) em São Paulo. O tucano conquistou 32,85% (1.754.013 votos) enquanto o afilado ao PSOL atingiu 20,24% (1.080.736). Márcio França (PSB) ficou em terceiro com 13,64% (728.441) e em seguida Celso Russomano com 10,50% (560.666).

O resultado foi divulgado na noite deste domingo, 15, mais de cinco horas após o fechamento dos locais de votação.

A contagem dos votos foi feita eletronicamente no sistema do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), subordinado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Votos brancos e nulos corresponderam a 15,98% dos registrados.

ELEIÇÕES 2020

Todo cidadão brasileiro alfabetizado, maior de 18 anos e legalmente capaz é obrigado a votar. O voto é facultativo para os eleitores analfabetos, os maiores de 70 anos, e os que têm entre 16 e 18 anos. Aqueles que não compareceram às urnas neste domingo devem justificar a ausência dentro do prazo estimado pela Justiça eleitoral, caso contrário ficará impossibilitado de emitir passaporte e carteira de identidade entre outras coisas. 

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Boulos rebate Covas: 'radicalismo para mim é quem revira o lixo para comer' 

"A cidade acompanhou, nós tínhamos 17 segundos na televisão contra quase 4 minutos do atual prefeito. Nós não tínhamos nem temos nem queremos apoio de máquinas do Governo Federal, do Governo estadual e da Prefeitura", afirmou.

"Tivemos nesse primeiro turno um resultado que surpreendeu muita gente", completou e vislumbrou, no segundo turno, os 10 minutos por dia que ele e Covas teriam para expor suas propostas, além dos debates.

"São Paulo é a terceira cidade no mundo com mais mortes por coronavírus, mas tem hospitais fechados. A periferia está abandonada pelo PSDB. Eu não apareço na periferia de quatro em quatro anos para fazer promessas. As pessoas aqui não são estatísticas, são gente", disse atacando a gestão de Covas, de quem rebateu sobre ser "radical".

"Eu vi o Covas falar de radicalismo. Radicalismo, para mim, é gente virar lixo para poder comer, é o abandono do povo. Nós queremos e vamos inverter prioridades, tirar a periferia do abandono."

Russomanno parabeniza Covas e Boulos

O candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo pelo Republicanos, Celso Russomanno, afirmou que não iria avaliar se o apoio do presidente Jair Bolsonaro foi decisivo para que ele ficasse fora do segundo turno, mas começou o discurso em que reconheceu a derrota ressaltando que foi "leal" ao presidente.

"Essa é uma análise que não vou fazer. O que eu vou dizer claramente é que não me arrependo de nada que a gente fez", disse, ao ser perguntado se a aliança com o presidente o prejudicou. "Éramos sabedores dos ônus e dos bônus que a gente ia ter durante a eleição", complementou.

"A lealdade e a fidelidade valem mais do que uma eleição", terminou, destacando ter ficado satisfeito com o nível de engajamento obtido do presidente na campanha. "Não conversei com ele (presidente) ainda, mas vou conversar."

Russomanno buscou afirmar que tinha poucos recursos para a campanha, ante os demais candidatos. "Tínhamos poucos recursos e não pudemos fazer impulsionamento e está cada vez mais claro que o impulsionamento nas redes sociais demonstra uma força muito grande, até pela produção de fake news feita contra minha pessoa."

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