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Política
NOTÍCIA

Advogado cearense entra com ação para impedir nomeação de Weintraub ao Banco Mundial

Ação foi protocolada na 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal e pede, com concessão da tutela de urgência, impedimento da nomeação do ex-ministro Abraham Weintraub

13:50 | 20/06/2020
Weintraub deixou o Ministério da Educação nessa quinta, 18 (Foto: DIVULGAÇÃO)
Weintraub deixou o Ministério da Educação nessa quinta, 18 (Foto: DIVULGAÇÃO)

O advogado cearense Antonio Carlos Fernandes entrou com ação popular na Justiça Federal, nessa sexta-feira, 19, para impedir que o agora ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, seja nomeado como diretor executivo do Banco Mundial.

Na ação, protocolada na 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, o advogado afirma que o perfil ideológico de Weintraub é "absolutamente contrário à ideia do multilateralismo", - característica presente na instituição -, e aponta para "incapacidade" do ministro durante gestão no Ministério da Educação (MEC).

"Ao que tudo faz crer, a indicação exporá o Brasil a vexames internacionais, se considerarmos as excentricidades que o ex-ministro praticou em sua gestão, sem considerar ainda sua evidente incapacidade gerencial e administrativa, que demonstrou à frente do Ministério da educação", justifica na ação.

No documento, o advogado aponta que o Banco Mundial já confirmou recebimento de carta de indicação de Weintraub, com aval do ministro da Economia, Paulo Guedes, e pede anulação dos efeitos da mesma.

Ontem, um dia após anunciar saída do MEC, Weintraub disse que estava “saindo do Brasil o mais rápido possível”. Hoje, o órgão e o irmão do ex-ministro, confirmaram que ele já está nos Estados Unidos. Pouco tempo depois do anúncio, sua exoneração foi publicada oficialmente no Diário Oficial da União (DOU).

No ano passado, o advogado Antonio Carlos pediu interdição de Jair Bolsonaro por "insanidade mental", alegando que o presidente não possuía "necessário discernimento e equilíbrio mental para os atos da vida política imposta pelo alto cargo que ocupa”.

Em 2017, o advogado conseguiu derrubar decreto do então presidente Michel Temer contra um desmatamento na Amazônia.