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Economia
NOTÍCIA

Governo oficializa indicação de Weintraub para diretor-executivo no Banco Mundial

Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ironizou a indicação ao falar que Weintraub foi diretor de um banco que quebrou em 2009

20:25 | 18/06/2020
Abraham Weintraub anunciou saída do comando do Ministério da Educação nesta quinta-feira, 18 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Abraham Weintraub anunciou saída do comando do Ministério da Educação nesta quinta-feira, 18 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O governo brasileiro oficializou a indicação de Abraham Weintraub para diretor executivo do Banco Mundial, informou o Ministério da Economia. Em nota, a pasta comunicou que o ex-ministro da Educação, que anunciou sua demissão na tarde desta quinta, foi indicado para a cadeira na diretoria liderada pelo Brasil que representa Colômbia, Equador, Trinidad e Tobago, Filipinas, Suriname, Haiti, República Dominicana e Panamá.
 
 
Enquanto políticos e integrantes do próprio Banco Mundial questionam a escolha do ministro para o cargo, a nota da Economia tenta destacar a experiência profissional de Weintraub. "Com mais de 20 anos de atuação como executivo no mercado financeiro, Weintraub foi economista-chefe e diretor do Banco Votorantim, além de CEO da Votorantim Corretora no Brasil e da Votorantim Securities no Estados Unidos e na Inglaterra", afirma o texto.
 
Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ironizou a indicação. "Não sabem que ele (Weintraub) trabalhou no Banco Votorantim, que quebrou em 2009. Ele era um dos economistas do banco", questionou Maia.
 
A nota da Economia lembra ainda que Weintraub foi sócio da gestora de fundos Quest Investimentos, integrou o Comitê de Trading da BM&FBovespa e o Comitê de Macroeconomia da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), além de ser professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Foi um dos responsáveis pela elaboração do Plano de Governo de campanha do presidente Jair Bolsonaro em 2018", completa.