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Política
NOTÍCIA

Noelio nega movimento grevista e acusa ação do MP de "pressão da Justiça"

O deputado estadual afirmou que a categoria continua insatisfeita com a proposta de reajuste salarial. Ele deverá apresentar emendas ao longo do processo

Filipe Pereira
13:30 | 18/02/2020
Soldado Noelio, deputado. Protesto de policiais e bombeiros na Assembleia Legislativa
Soldado Noelio, deputado. Protesto de policiais e bombeiros na Assembleia Legislativa (Foto: FÁBIO LIMA/O POVO)

O deputado estadual Soldado Noelio (Pros) afirmou, na manhã desta terça-feira, 18, durante reunião com profissionais da segurança pública do Estado, na Assembléia Legislativa do Ceará (AL-CE), que a categoria continua insatisfeita com a proposta de reajuste que já tramita na Casa. O parlamentar também defendeu que não teve intenção em organizar uma paralisação na Capital, motivo da Ação Civil Pública (ACP) instaurada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) para apurar a atuação irregular das associações de militares. 

Segundo Noelio, a proposta do Governo aprovada em mesa de negociação não constrói uma diferenciação salarial entre algumas categoriais. "Se aumenta demais o salário do cabo falta dinheiro para aumentar o do terceiro sargento, então com recurso que foi destinado era impossível criar essa diferenciação. Por isso a Casa pode avançar nesse sentido" explica. O parlamentar afirma ainda que deve aproveitar a tramitação da PL para apresentar emendas ao longo do processo. 

O deputado negou a intenção de organizar uma paralisação, motivo pelo qual o MP, nesta segunda-feira, 18, entrou com um pedido de tutela de urgência contra as associações de policiais. "Vir na Assembléia e pedir aos deputados para alterar um projeto não é greve. Houve uma pressão muito grande da Justiça e isso gera um clima de medo dentro da categoria. Pelas recomendações do Judiciário, quem viesse pra cá dizer que a proposta deveria ser modificada estaria cometendo um crime ou uma transgressão disciplinar" afirmou.

Para o líder do governo na Assembléia, Julio Cesar, o recuo dos profissionais é injustificável, pois a proposta foi reformulada em conjunto com a categoria. "A proposta foi distribuída conforme eles apresentaram, então não adianta eles falarem que a diferença é pouca porque foi eles que distribuíram. Eles apresentaram e depois voltaram atrás", ressaltou

Até o momento, a matéria deve permanecer conforme acordado semana passada e a expectativa é que seja votada na próxima quinta-feira, 27, após o Carnaval. 

Com informações do repórter Carlos Mazza