Preso suspeito de matar homem que cobrava "pedágio" no Centro de Fortaleza

Preso suspeito de matar homem que cobrava "pedágio" no Centro de Fortaleza

Gerson Marinho da Silva teria sido morto a mando da facção Comando Vermelho após extorquir comerciantes que trabalham na região da Praça da Lagoinha

Carlos Ramon Araújo de Moura Oliveira, de 22 anos, foi preso suspeito de matar a tiros Gerson Marinho da Silva, crime ocorrido por volta das 16h54min dessa quinta-feira, 15, na Praça da Lagoinha, localizada no Centro de Fortaleza.

Consta no Auto de Prisão em Flagrante (APF) que Carlos Ramon confessou informalmente aos policiais que efetuaram a prisão que praticou o homicídio em cumprimento a ordens da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Gerson seria o "frente" da facção na região da Praça da Lagoinha e extorquia comerciantes instalados na região, cobrando deles "pedágios" para que pudessem trabalhar.

“O local, contudo, seria dominado por outro indivíduo, o que, em tese, pode ter dado ensejo a conflitos internos entre integrantes da organização criminosa, agravando ainda mais o cenário de violência instaurado”, afirmou a juíza Adriana da Cruz Dantas na decisão da audiência de custódia à qual Carlos Ramon foi submetido nesta sexta-feira, 16.

Após o crime, começou a circular nas redes sociais um “informativo” atribuído ao CV em que é dito que Gerson foi morto porque estava cobrando “pedágio” dos “ambulantes donos de pequenas barracas”.

Conforme o texto, Luxúria, como a vítima seria conhecida, já havia sido flagrado cobrando a “taxa” e advertido pela facção.

“NÓS DO COMANDO VERMELHO NÃO COBRAMOS ESSE TIPO DE MONOPÓLIO, OS ÚNICOS MONOPÓLIOS QUE SÃO PERMITIDOS GERAL JÁ SABE QUAIS SÃO”, afirma o salve, que também cita que um segundo homem está "decretado" pela facção por ter realizado a mesma prática e que um outro foi “afastado” da organização criminosa por 90 dias.

Gerson foi morto com quatro tiros na cabeça e dois no braço esquerdo, descreve o APF. Um outro homem teria participado da execução ao lado de Carlos Ramon e é procurado.

Carlos Ramon foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi autuado por homicídio qualificado por motivo torpe. Ele teve a prisão preventiva decretada.

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