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Conflito entre facções motivou mortes em posto de saúde em Fortaleza, aponta MPCE

Além de duas pessoas consideradas rivais da facção criminosa dos acusados pelas mortes, uma terceira pessoa sem antecedentes criminais morreu no local

Os homens acusados pelas mortes a tiros de três pessoas no posto de saúde Edmar Fujita, no bairro Dias Macedo, em Fortaleza, tem ligação com uma facção criminosa da Capital, conforme apuração do Ministério Público do Ceará (MPCE). São eles: Jairo Lima Rodrigues, 27, Johnatan Alves Vieira, 22, e Francisco Alef Ferreira da Silva, 27. Este último é o único que não está preso preventivamente.

Duas das três vítimas — Aglailson Cardoso da Silva e Bruno Santos Pinto — também tinham ligação com atividades criminosas e eram vistos como rivais do grupo a que pertenciam os denunciados. Já a terceira morte foi de Francisco Egino Alves do Nascimento, homem de 58 anos sem antecedentes criminais que estava na unidade de saúde para consultas. Outras quatro pessoas foram atingidas e socorridas para hospitais da Capital.

De acordo com o MPCE, um dos acusados orientou e identificou para os outros dois denunciados quem eram os alvos tidos como opositores do grupo criminoso. Jairo e Johnatan ingressaram no posto de saúde e surpreenderam as vítimas, atacando-as enquanto aguardavam atendimento hospitalar, com disparos de arma de fogo.

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Para o órgão estadual, os crimes foram praticados por motivo torpe, por serem relacionados ao conflito entre grupos criminosos rivais. Os delitos ainda dificultaram a defesa das vítimas e contaram com emprego de meio que resultou em perigo comum, por ter sido praticado em dia e horário de relevante movimentação de pessoas, segundo argumentação do MPCE.

“Ademais, a motivação do homicídio tem a ver com manifestação de poder e controle da região em que pretendiam eliminar a concorrência no comércio ilícito de drogas”, acrescenta o Ministério Público. Foi apreendido com um dos acusados um total de 98 gramas de cocaína porcionados em cinco sacos de “dindim”, 49 gramas de cocaína em um saco pequeno, três porções de skank (uma das formas da maconha) e uma balança de precisão. Johnatan afirmou em depoimento que as drogas eram destinadas à comercialização e foram adquiridas por R$ 3 mil.

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