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Mãe de Sofia diz que filha, morta a pedradas, não contava que era maltratada

Abalada, a mãe ainda passava por atendimento médico em um hospital e tentava conseguir um ônibus para o velório. A família recebeu ajuda para obter o caixão, pois não possui condições financeiras
16:59 | Fev. 11, 2022
Autor Jéssika Sisnando
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Jéssika Sisnando Repórter
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Tipo Notícia

A mãe de Sofia, nome preservado, relata que todos os dias via a filha, no entanto, não sabia quando ela era maltratada, pois a travesti tinha medo de contar para a mãe. "Mãe é mãe", afirma. Sofia, de 22 anos, foi morta a pedradas e teve o corpo encontrado na avenida Osório de Paiva, em Fortaleza, nesta sexta-feira, 11. 

A família não tinha condições financeiras de comprar um caixão e obteve ajuda da Prefeitura de Fortaleza para o velório e enterro, mas aguardavam um ônibus para realização do translado da família e amigos da residência, no Grande Bom Jardim, até o cemitério, onde haverá o sepultamento. 

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Abalada, a mãe de Sofia ainda passava por atendimento médico em um hospital. Ela e o companheiro estavam resolvendo os trâmites e as burocracias que envolvem o sepultamento. A mãe ainda relatou que não quer exposição em respeito à imagem da filha e que tem evitado comentar sobre o caso. 

Travesti morta a pedradas 

Travesti Sofia, morta a pedradas
Travesti Sofia, morta a pedradas (Foto: Via WhatsApp O POVO)

 

Sofia ou Giselly, como era chamada, tinha apenas 22 anos, era filha de pais separados e morava sozinha no Parque Santo Amaro, Grande Bom Jardim, em Fortaleza. A jovem era travesti e foi morta a pedradas na madrugada desta sexta-feira, 11. O corpo foi encontrado em um terreno na avenida Osório de Paiva. Um crime brutal e que chamou atenção de todo o Grande Bom Jardim.

Caso Dandara: cinco anos depois a tragédia se repete no Grande Bom Jardim e no mesmo período 

 

Na terça-feira, dia 15 de fevereiro, completam os cinco anos da morte de Dandara dos Santos. Agredida, apedrejada , espancada e levada em um carrinho de mão para ser morta a tiros, Dandara foi vítima de um crime com repercussão mundial. A brutalidade com que ela foi morta e as imagens, que circularam por todas as redes sociais, fizeram com que ela se tornasse um simbolo contra a homofobia. No mesmo período de fevereiro e no mesmo bairro onde morreu Dandara, a tragédia se repete, desta vez, com Sofia, de 22 anos.

 

Atualização às 18h41 

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