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Projeto convida crianças para idealização de micro parques em Fortaleza

Encontro com as comunidades dos bairros Paupina e Vila Velha tem o objetivo de engajar crianças e suas famílias no projeto dos microparques, além de conhecer mais sobre as demandas de cada local
17:53 | Ago. 25, 2021
Autor Marília Serpa
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Marília Serpa Jornal
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Ações lúdicas com crianças de comunidades dos bairros Paupina e Vila Velha começaram a ser realizadas na tarde desta quarta, 25. O projeto da Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), com a Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação (Citinova) visa incentivar o público infantil a se expressar, por meio de desenhos, pinturas, colagens, cartazes e artes em geral, sobre os micro parques que serão construídos no entorno de suas casas. Iniciativa também ocorrerá nesta quinta-feira, 25, das 15 às 17 horas.

Na tarde desta quarta, 25, a programação infantil foi no micro parque da Paupina, localizado na Tv. Maria de Lourdes G Lima, 60, São Bento. Amanhã, será no micro parque da Vila Velha, na rua Maria Zenóbia Carneiro, 299.

Para que o convite fosse feito às crianças das comunidades, houve um chamamento de casa em casa para engajar o público beneficiado. A ação ganhou forma após a coordenação do projeto ter visitado lideranças locais e tomado conhecimento sobre as necessidades e as expectativas da população com relação aos parques.

Segundo a titular da Seuma, Luciana Lobo,  o projeto devolve à população um espaço que pertence a ela e que, muitas vezes, tinha virado ponto de lixo ou até de violência. Para ela, "todo mundo se sente, de fato, dono daquele local, zelando por ele em todas as etapas do projeto”.

Micro parques

Com o intuito de aproveitar espaços degradados e realizar uma integração com o ambiente natural, o projeto dos micro parques almeja personalizar cada iniciativa de acordo com a demanda da comunidade do entorno. O planejamento para os equipamentos é que eles se localizem próximos a escolas, postos de saúde ou outros equipamentos públicos já utilizados pela população. "O projeto dos microparques precisa do envolvimento direto da população, pois são propostas personalizadas para cada espaço. Claro, seguindo alguns preceitos urbanísticos, mas buscando oferecer no novo espaço o que tem relação com a identidade daquela comunidade específica", explicou Camila Girão, coordenadora de desenvolvimento urbano da Seuma.

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Sociedade de pediatria promove “mamaço virtual”

Saúde
16:44 | Ago. 25, 2021
Autor Agência Brasil
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Importância

De acordo com dados da Organização Pan-americana da Saúde (Opas), 40% das crianças têm aleitamento materno no mundo. Na América Latina, menos da metade das crianças mamam na primeira hora de vida.

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Prefeitura capacita famílias para receberem provisoriamente crianças em situação de vulnerabilidade

vivência
00:30 | Ago. 25, 2021
Autor Júlia Duarte
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A Prefeitura de Fortaleza começa nesta terça-feira, 23, a capacitação de mais dez famílias para o Serviço Famílias Acolhedoras. Totalmente online, o curso faz parte de um serviço de acolhimento para que crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade possam ser acolhidos em residências, em vez de acolhimentos institucionais, conhecidos popularmente como abrigos. A intenção é possibilitar um ambiente com a garantia dos direitos básicos necessários e um atendimento mais saudável para as crianças.

O Serviço Família Acolhedora integra o Plano Municipal para Primeira Infância (Lei 10.221 de 13/06/2014) e se baseia na Lei Federal 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em Fortaleza, a iniciativa nasceu como uma política pública estabelecida na Lei 10744 de 06 de junho de 2018. O foco são crianças e adolescentes que estejam em situação de risco social e de privação temporária do convívio com a família de origem, seja por abandono, negligência, maus-tratos, ameaça ou violação dos direitos fundamentais por parte dos pais ou responsáveis.

Atualmente, Fortaleza conta com 14 famílias acolhedoras, mas a meta da Prefeitura é atingir 30 famílias para o serviço.

LEIA MAIS| MPCE fiscaliza virtualmente unidades de acolhimento de crianças e adolescentes em Fortaleza

+Adolescentes que vivem em abrigo ganham festa de debutante

Menores que também estejam envolvidos no processo de destituição de guarda ou tutela, suspensão ou perda do poder familiar, também fazem parte desse processo. Neste último caso, a Justiça define que a criança ou adolescente não tem condições de permanecer na família biológica e pode ser inscrita no Sistema Nacional de Adoção (SNA). Acontece uma verificação se há possibilidade de a guarda ou tutela desses jovens possa serem passadas para alguém da família extensa, como tios ou avós.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Fortaleza tem 237 crianças e adolescentes em situação de acolhimento nos registro da 3ª Vara da Infância e da Juventude. Com o Serviço Famílias Acolhedoras, a guarda de crianças e adolescentes pode ir para famílias previamente cadastradas e habilitadas, residentes no município de Fortaleza. Nos lares, as famílias acolhedoras precisam dar condições para garantir direitos básicos necessários ao processo de crescimento e desenvolvimento infantil, como saúde, educação e alimentação. Além dos direitos, a Prefeitura estima que também haja o compartilhamento de afeto e boas experiências para os menores. 

LEIA MAIS| MPCE realiza 200 audiências sobre adoção e acolhimento em Fortaleza e reintegra 22 crianças às famílias

+Conheça os programas de apadrinhamento de crianças acolhidas em abrigos

O projeto é uma iniciativa da gestão municipal, por meio da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS). A capacitação da turma com as dez famílias ocorre entre terça-feira e sexta-feira, 24 a 27, das 13h30min às 16h, de forma on-line pela ferramenta Google Meet. Entretanto, quem se interessar pode se cadastrar a qualquer momento.

Como funciona

 

As famílias interessadas em fazer parte desse serviço não podem ter intenção de adoção e todos os membros devem concordar com a inclusão no programa. É preciso também ser residente de Fortaleza há pelo menos um ano; bem como não estar respondendo a processo judicial. Os interessados precisam ter entre 21 e 65 anos, sem restrição quanto ao sexo e estado civil, além de terem disponibilidade de tempo para participação da capacitação das famílias acolhedoras, formação continuada e acompanhamento técnico familiar com equipe multiprofissional.

LEIA MAIS| Adoção tardia: história de cearenses que adotaram adolescente mostra a importância do gesto

Feito o cadastro, as famílias vão passar pela capacitação e, então, devem esperar a visita domiciliar pela Equipe Técnica e entregar a documentação. É solicitado carteira de identidade, certidão de nascimento ou casamento; comprovante de residência, certidão negativada de antecedentes criminais; comprovante de vínculo trabalhista com apresentação de carteira de trabalho ou contrato trabalhista; em caso de aposentados, é preciso apresentar o cartão do INSS.

“Precisamos da mobilização de mais famílias para se cadastrarem e se tornarem aptas para acolher nossas crianças e adolescentes que estão nos abrigos institucionais”, ressalta o titular da SDHDS, Cláudio Pinho, por meio de nota.

As famílias cadastradas no serviço Família Acolhedora, independentemente de sua condição econômica, recebem subsídio financeiro por criança ou adolescente em acolhimento. Além disso, o imóvel utilizado pela família acolhedora se torna isento de pagamento do IPTU e a família passa a ter atendimento prioritário no Sistema Municipal de Saúde e Educação, por meio do Cartão Família Acolhedora.

Em caso de dúvidas, é possível em contato pelo e-mail: [email protected]
ou através dos telefones: (85) 98902-8374 / (85) 3105-3449

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CNJ aprova regra para registro de crianças com sexo ignorado

Justiça
17:39 | Ago. 24, 2021
Autor Agência Brasil
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma norma para permitir que crianças sejam registradas na condição de sexo ignorado. A medida vale para casos de nascimentos com a chamada anomalia de diferenciação de sexo, uma malformação na genitália, ocasionando dificuldade na diferenciação entre o sexo masculino e feminino. As regras estão previstas no Provimento 122/2021 e passarão a valer em 12 de setembro.

O registro com sexo ignorado deverá ser feito na Declaração de Nascido Vivo (DNV), que será emitida pelo sistema de saúde após o nascimento. Segundo o CNJ, a família poderá optar por um nome neutro para a criança. Posteriormente, alterações de nomes e designação de sexo poderão ser feitas pelos pais.

Antes do provimento do conselho, os cartórios de registro civil não poderiam emitir certidões de nascimento sem a definição de sexo. Nesses casos, era necessário entrar com uma ação judicial. Dessa forma, até a resolução do processo, a criança ficava sem documentação, impedindo acesso a vários serviços públicos e privados, como matrícula em escolas e plano de saúde.

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Prefeitura capacita famílias para receberem provisoriamente crianças em situação de vulnerabilidade

vivência
14:28 | Ago. 24, 2021
Autor Júlia Duarte
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A Prefeitura de Fortaleza começa nesta terça-feira, 23, a capacitação de mais dez famílias para o Serviço Famílias Acolhedoras. Totalmente online, o curso faz parte de um serviço de acolhimento para que crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade possam ser acolhidos em residências, em vez de acolhimentos institucionais, conhecidos popularmente como abrigos. A intenção é possibilitar um ambiente com a garantia dos direitos básicos necessários e um atendimento mais saudável para as crianças.

O Serviço Família Acolhedora integra o Plano Municipal para Primeira Infância (Lei 10.221 de 13/06/2014) e se baseia na Lei Federal 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em Fortaleza, a iniciativa nasceu como uma política pública estabelecida na Lei 10744 de 06 de junho de 2018. O foco são crianças e adolescentes que estejam em situação de risco social e de privação temporária do convívio com a família de origem, seja por abandono, negligência, maus-tratos, ameaça ou violação dos direitos fundamentais por parte dos pais ou responsáveis.

Atualmente, Fortaleza conta com 14 famílias acolhedoras, mas a meta da Prefeitura é atingir 30 famílias para o serviço.

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Menores que também estejam envolvidos no processo de destituição de guarda ou tutela, suspensão ou perda do poder familiar, também fazem parte desse processo. Neste último caso, a Justiça define que a criança ou adolescente não tem condições de permanecer na família biológica e pode ser inscrita no Sistema Nacional de Adoção (SNA). Acontece uma verificação se há possibilidade de a guarda ou tutela desses jovens possa serem passadas para alguém da família extensa, como tios ou avós.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Fortaleza tem 237 crianças e adolescentes em situação de acolhimento nos registro da 3ª Vara da Infância e da Juventude. Com o Serviço Famílias Acolhedoras, a guarda de crianças e adolescentes pode ir para famílias previamente cadastradas e habilitadas, residentes no município de Fortaleza. Nos lares, as famílias acolhedoras precisam dar condições para garantir direitos básicos necessários ao processo de crescimento e desenvolvimento infantil, como saúde, educação e alimentação. Além dos direitos, a Prefeitura estima que também haja o compartilhamento de afeto e boas experiências para os menores. 

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O projeto é uma iniciativa da gestão municipal, por meio da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS). A capacitação da turma com as dez famílias ocorre entre terça-feira e sexta-feira, 24 a 27, das 13h30min às 16h, de forma on-line pela ferramenta Google Meet. Entretanto, quem se interessar pode se cadastrar a qualquer momento.

Como funciona

 

As famílias interessadas em fazer parte desse serviço não podem ter intenção de adoção e todos os membros devem concordar com a inclusão no programa. É preciso também ser residente de Fortaleza há pelo menos um ano; bem como não estar respondendo a processo judicial. Os interessados precisam ter entre 21 e 65 anos, sem restrição quanto ao sexo e estado civil, além de terem disponibilidade de tempo para participação da capacitação das famílias acolhedoras, formação continuada e acompanhamento técnico familiar com equipe multiprofissional.

LEIA MAIS| Adoção tardia: história de cearenses que adotaram adolescente mostra a importância do gesto

Feito o cadastro, as famílias vão passar pela capacitação e, então, devem esperar a visita domiciliar pela Equipe Técnica e entregar a documentação. É solicitado carteira de identidade, certidão de nascimento ou casamento; comprovante de residência, certidão negativada de antecedentes criminais; comprovante de vínculo trabalhista com apresentação de carteira de trabalho ou contrato trabalhista; em caso de aposentados, é preciso apresentar o cartão do INSS.

“Precisamos da mobilização de mais famílias para se cadastrarem e se tornarem aptas para acolher nossas crianças e adolescentes que estão nos abrigos institucionais”, ressalta o titular da SDHDS, Cláudio Pinho, por meio de nota.

As famílias cadastradas no serviço Família Acolhedora, independentemente de sua condição econômica, recebem subsídio financeiro por criança ou adolescente em acolhimento. Além disso, o imóvel utilizado pela família acolhedora se torna isento de pagamento do IPTU e a família passa a ter atendimento prioritário no Sistema Municipal de Saúde e Educação, por meio do Cartão Família Acolhedora.

Em caso de dúvidas, é possível em contato pelo e-mail: [email protected]
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Pop It: por que uso consciente do brinquedo é importante?

Saúde mental infantil
08:00 | Ago. 24, 2021
Autor Marília Serpa
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Um novo brinquedo se tornou fenômeno na internet e ganha a atenção de crianças e adultos: o Pop It. De silicone, ele faz parte de uma categoria chamada fidget toy, que significa brinquedo de inquietação, em tradução literal. O jogo sensorial chegou com a promessa de reduzir os níveis de ansiedade, melhorar a concentração e o raciocínio lógico de seus usuários, além de auxiliar no desenvolvimento de crianças e adolescentes que o utilizam. No entanto, apesar dos benefícios, especialistas alertam também sobre os riscos do uso excessivo do produto, pois pode sinalizar ausência de sentidos e mascarar sinais de ansiedade infantil.

Popular mundialmente na rede social TikTok, o Pop It é vendido no comércio de rua e em sites de varejo do País. Com anúncios atrativos em plataformas de vendas, o brinquedo promete oferecer um “ótimo exercício para aquecimento cerebral, prevenção da degeneração do cérebro e alívio da tensão e do estresse“. Além de poder ser encontrado nos mais diferentes formatos e tamanhos, ser macio, relaxante e colorido, ele possui várias bolinhas que, ao serem apertadas, emitem um som muito parecido ao que se escuta quando um plástico bolha é estourado. A atividade acaba criando uma sensação prazerosa que ajuda a distrair quem a pratica.

De acordo com a doutora Ana Márcia Guimarães, membro do Departamento Científico de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o estresse e a ansiedade precisam ser avaliados e, em alguns casos, é necessário o auxílio de profissionais para controle de qualquer patologia diagnosticada. No caso do Pop It, ele funciona apenas como uma ferramenta de alívio, não podendo ser considerado como a solução para qualquer possível problema de saúde mental.

“Quando você tira o foco das suas sensações e dos seus pensamentos ansiosos, focando em algo exterior ao seu organismo, como visualizando um ponto, pintando, colorindo ou até usando o Pop It, isso pode ser uma ferramenta que ajuda no controle da ansiedade e do estresse, porque alivia os pensamentos. Agora, o estresse e a ansiedade precisam ser avaliados para saber se necessitam de um tratamento médico propriamente dito”, explica Ana Márcia.

LEIA MAIS | Pandemia provocou piora na saúde mental de 85% dos jovens em Fortaleza, aponta estudo

Apesar da parte boa, o Pop It tem despertado a atenção de especialistas que percebem perigo no uso não moderado e alertam quanto à necessidade de cuidado com a saúde mental dos usuários, principalmente quando são crianças. Ao contrário das promessas dos anúncios, a psicóloga Layza Castelo Branco, coordenadora do Serviço de Psicologia Aplicada da Universidade Estadual do Ceará (Uece), especialista em Psicologia da adolescência e doutora em Saúde Coletiva, acredita que as crianças não estão utilizando o Pop It para aliviar a ansiedade, mas apenas para colecionar e brincar, além de, muitas vezes, demonstrarem interesse pelo item em uma atitude desprovida de um interesse real.

A especialista pontua que, a título de comparação, pega-pega, além de uma excelente brincadeira motora, pode trabalhar aspectos psíquicos como frustração, esforço, raciocínio, atenção, percepção, além de ajudar na socialização. Já o Pop It, que pode ser também definido como um brinquedo que está na moda e em alta, gera a competitividade de quem tem mais, em suas mais variadas formas, cores e tamanhos.

“A moda, nas suas diversas apresentações, na maioria das vezes, representa cultura, passagem do tempo e representações sociais. Há modas que são vazias; há outras que denunciam, sem querer, adoecimentos sociais. O principal adoecimento denunciado na febre de compra de Pop It não é exatamente o aumento da ansiedade infantil, que se sabe realmente estar maior, mas denuncia, principalmente, vazios, ausência de sentidos e falta de diálogos”, explica Dra. Layza.

Ainda assim, pela grande capacidade de se reinventar, de ser criativa e de inovar nas brincadeiras, as crianças conseguem ver infinitas possibilidades em um só objeto. Segundo a psicóloga, o Pop It pode ser também utilizado para outros critérios que não sejam só o de ouvir o som que as bolinhas fazem. O brinquedo também pode ser usado para brincadeiras de competição de quem aperta mais delas em um menor intervalo de tempo, além de outros tipos de brincadeiras ou até para realizar trocas entre amigos.

Atenção aos excessos

O uso não moderado de telas, sejam tablets, celulares ou televisões, podem mascarar transtornos no sentido de que a criança busca, ao usá-los, um refúgio. É o que explica a doutora Ana Márcia Guimarães. O mesmo é válido para qualquer brinquedo, inclusive o Pop It: uma criança que não está bem, que não consegue brincar, que não tem criatividade, que não consegue socializar e que não quer, até mesmo, ir à escola, refugia-se no uso excessivo de objetos, sem que os pais, muitas vezes, percebam que ela está precisando de ajuda.

“Se a criança estivesse nos parquinhos, nas quadras, brincando com as outras crianças ou mesmo junto com a família, socializando, ela ia demonstrar o sofrimento e a inabilidade que ela está vivendo. Então, é uma oportunidade para a família perceber que a criança não está bem, que não está socializando, que está irritada e que está intolerante. Agora, se ela passa o dia todo trancada, isolada, com excesso de telas ou mesmo excesso de um outro brinquedo, então a família perde a oportunidade de observar essa criança no seu convívio social, na sua tolerância, no seu humor, e perceber sinais precoces de que alguma coisa não está bem”, explica a pediatra.

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Além disso, o problema de excesso não se aplica somente ao tempo de uso de determinado brinquedo ou eletrônico, mas no uso repetitivo e excessivo do mesmo objeto também. De acordo com a Dra. Layza Castelo, uma criança pode querer ter várias versões do mesmo brinquedo, como o Pop It, por se sentir insegura diante de amigos, por não tirar notas boas na escola, por exemplo, achando, de forma fantasiosa, que será admirada pela “coleção”.

Outro exemplo pode ser aplicado aos filhos de pais separados, pois essa criança pode sentir falta da situação anteriormente vivenciada de “família completa” e passar a ter vazios existenciais, dúvidas sobre o futuro, angústias e ansiedades. “Por isso, adquirir tais objetos lhes dá a sensação momentânea e fugaz de preenchimento de uma falta. Tais exemplos são aplicados em crianças que já estavam com algum problema. Contudo, uma criança sem problemas prévios pode apenas querer porque os amigos têm e é bonitinho”, explica a psicóloga.

O uso moderado do Pop It

Aos 9 anos, Miguel Pitombeira já aderiu à nova moda no universo dos brinquedos e garantiu seu Pop It. Residindo na Capital cearense, ele possui apenas um item do objeto, não demonstrando, segundo a mãe, Virgínia Pitombeira, interesse em ter vários para colecionar cores, tamanhos e formatos diferentes do item.

Quando perguntado pela mãe sobre o motivo de gostar do brinquedo, Miguel explicou que é pelo barulho que as bolinhas do brinquedo fazem, um som similar ao de estourar plástico bolha. Detalhe que também faz Virgínia apertá-las sempre que encontra o objeto pela casa.

Miguel Pitombeira, 9 anos, gosta do barulho que as bolinhas do brinquedo fazem. A mãe estimula o uso consciente desse e de outros brinquedos
Miguel Pitombeira, 9 anos, gosta do barulho que as bolinhas do brinquedo fazem. A mãe estimula o uso consciente desse e de outros brinquedos (Foto: Arquivo pessoal)

Apesar da sensação prazerosa oferecida pelo item, os responsáveis ainda não precisaram fazer um controle maior. “Hoje, ele está muito ligado às tecnologias, e o brinquedo não tem tirado ele do que ele mais gosta de fazer. Inclusive, ele brinca muito quando está assistindo a vídeos ou filmes, ele fica fazendo os dois juntos. Outra observação importante é que ele não lembra de levá-lo se for passear ou viajar. Ou seja, a brincadeira é só um passatempo mesmo", explica Virgínia.

Por conta da pandemia pelo novo coronavírus e das mudanças trazidas por ela, como as aulas presenciais que passaram a ser remotas, a rotina de Miguel não é mais a mesma, principalmente  em relação às atividades escolares. Desse modo, Virgínia conta que estabeleceu horários para conciliar os estudos do filho com as brincadeiras, o uso de eletrônicos e até do Pop It. 

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