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Fortaleza
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Demolição de prédio centenário em Fortaleza foi autorizada por Prefeitura, aponta documento

A estrutura estava em tombamento provisório e a Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor) chegou a confirmar que ato de demolição foi ilegal

Gabriela Almeida
22:45 | 20/07/2021
Paredão colorido foi o que restou do casarão dos Gondim, no Centro (Foto: Thais Mesquita)
Paredão colorido foi o que restou do casarão dos Gondim, no Centro (Foto: Thais Mesquita)

O Casarão dos Gondim, prédio localizado na rua General Sampaio, Centro de Fortaleza, foi demolido no último final de semana com autorização da Prefeitura - conforme aponta documento obtido na noite desta segunda-feira, 19, pelo O POVO. A estrutura estava em tombamento provisório e a Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor) chegou a confirmar que ato de demolição foi ilegal.

A pasta havia recebido uma solicitação de demolição da estrutura e elaborou, em junho deste ano, um parecer técnico negando o pedido. "Esta coordenação se opõe a demolição do Casarão dos Gondim, por entender seu valor histórico-cultural e visando defender os interesses sociais da preservação do patrimônio edificado de Fortaleza", dizia órgão em nota.

No entanto, a autorização da demolição foi dada no dia 5 deste mês, pela secretaria da Regional 12. Segundo documento, assinado pelo secretário, o aval para demolir a estrutura foi dado atendendo a um processo de licença, de interesse de uma loja de brinquedos e presentes. Os dois documentos foram encaminhados ao O POVO, por uma fonte que não terá a identidade citada. 

Documento mostra que demolição teve autorização da regional.
Documento mostra que demolição teve autorização da regional. (Foto: Reprodução)

O processo de demolição começou a ocorrer nesse final de semana. A Secultfor ficou sabendo do ocorrido no sábado, 17, e informou que o processo era ilegal, uma vez que o prédio centenário estava em tombamento provisório. Nesta segunda, uma denúncia foi encaminhada para o Ministério Público do Estado (MPCE), que abriu um processo para investigar o caso e tomar medidas a respeito.

O POVO contatou a secretaria da Regional 12, na noite dessa segunda-feira, 19, para pedir um posicionamento sobre o caso. Não houve retorno da pasta, no entanto, até a noite desta terça, 20.