Grades são instaladas no Parque do Cocó para evitar vandalismo e furtos

O período do dia concentrava o maior número de ocorrências, de acordo com o administrador do parque, Paulo Lira. A intervenção foi feita há 40 dias

Quem costuma frequentar o Parque do Cocó, em Fortaleza, notou que mais uma área do equipamento, entre a avenida Engenheiro Santana Júnior e a rua Andrade Furtado, foi cercada há 40 dias. Por medida de segurança, a administração do Cocó, após debates com o conselho gestor, resolveu instalar grades, que impedem a entrada no parque entre 22 horas e 5h30min do dia seguinte. A intervenção zerou o número de atos de vandalismo e furtos, de acordo com a gestão do equipamento.

No período de funcionamento, a população pode acessar a área do parque por meio de 13 portões. De acordo com Paulo Lira, administrador do local, a ideia foi deixar os frequentadores mais confortáveis, sem precisar percorrer longas distâncias para entrar no parque. Ele ainda comentou que a medida foi tomada devido a problemas de segurança que aconteciam especialmente durante a madrugada.

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“Embasados em dados da Polícia Ambiental, observamos que nesse período havia um grande número de furtos, atos de vandalismo e outras ocorrências que não condizem com as normas de um parque público”, pontuou o gestor. Ele ponderou que até as 22 horas há uma maior movimentação no parque, o que inibiria a prática de atos criminosos.

Entre os casos, Paulo contou que havia plantado cerca de 48 buganvílias, doadas por uma empresa privada, no perímetro do local. As plantas, conhecidas pela vivacidade de suas cores, foram furtadas em sua grande maioria: hoje, restam apenas 5 espécimes no parque. O mesmo aconteceu com cerca de 30 aspersores, equipamentos utilizados para irrigação automática.

Ele ainda disse que moradores das proximidades chegaram a reclamar do barulho feito por frequentadores durante a madrugada. Cerca de duas horas da manhã, principalmente no fim de semana, uma turma se reunia para jogar futebol na quadra do local, o que ocasionava o transtorno.

“Eu sou um educador de formação, reconheço que isso pode ser até um pouco controlador, mas é um controle para o bem. As pessoas no início me questionavam o porquê, mas eu fui explicando aos poucos e a grande maioria entendeu”, ressaltou Paulo Lira.

O POVO solicitou dados de ocorrências na região para a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará, mas não foi respondido até a publicação desta matéria.

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