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Joalheria assaltada no Iguatemi era monitorada há dias, diz suspeito preso

Aurélio Nobre Xavier confessou o crime e relatou envolvimento de dois comparsas no monitoramento e na fuga. Ele ainda confessou ser integrante da GDE

Lucas Barbosa
15:22 | 21/12/2019
Suspeito atirou contra segurança da loja
Suspeito atirou contra segurança da loja (Foto: Júlia Duarte/Especial para O POVO)

A ação criminosa no shopping Iguatemi que terminou com um segurança baleado, na quinta-feira, 19, começou há vários dias. É o que confessou à Polícia Civil o suspeito do assalto, Aurélio Nobre Xavier, preso na sexta-feira, 20. Em seu depoimento, além de confessar o crime, ele disse que dois comparsas monitoravam a loja "há alguns dias".

Neste sábado, 21, Aurélio passou por audiência de custódia. O suspeito foi autuado por tentativa de latrocínio. Ele teve a prisão em flagrante convertida para prisão preventiva. Conforme decisão do juiz Cezar Belmino Barbosa Evangelista Júnior, a prisão é necessária "por conveniência da instrução criminal, para assegurar a aplicação da lei penal e como garantia da ordem pública". O magistrado destacou que Aurélio já tinha contra si uma execução de pena tramitando na 1ª Vara de Execução Penal. Aurélio já respondia a dois processos por tráfico de drogas. Em agosto de 2019, foi a ele concedido o regime aberto. Entre as condições que precisava cumprir, Aurélio não podia frequentar estabelecimentos que vendessem bebidas alcoólicas, precisava apresentar-se mensalmente à Justiça e permanecer em casa em folgas, feriado e no período entre 22 e 6 horas.

Suspeito deu detalhes do assalto à loja e da fuga

Em seu depoimento, Aurélio deu detalhes da ação criminosa e da fuga que se sucedeu. Ele contou que estava "tranquilo" no momento do assalto, mas começou a perceber que os frequentadores do shopping estavam notando a ação criminosa. Isso fez com que ele pegasse "o que conseguiu" e fugir. Foi aí que efetuou o disparo contra o vigilante.

Na fuga, ele correu para o mangue do Rio Cocó, localizado ao lado do shopping. Na correria, diz ter deixado cair a bolsa e o celular que havia tomado no assalto, assim como a arma usada no crime. Em seguida, ele teria ficado escondido no mangue até meia-noite, quando pediu auxílio a um comparsa para ao resgate. Seus companheiros, os mesmos que monitoravam a loja dias antes do crime, chegaram por volta das 5 horas. Os criminosos usaram um carro roubo na fuga.

Aurélio ainda confessou que já havia feito outros assaltos com os comparsas e que era integrante da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE). Os dois comparsas dele foram identificados, mas ainda seguem foragidos.