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Trabalho integrado garantiu operação no Edifício Andréa, diz comandante dos bombeiros

A operação terminou no último sábado, 19, quando o último corpo foi retirado dos escombros. O edifício desabou na terça-feira, 15.

15:51 | 21/10/2019
Trabalho dos bombeiros foi encerrado neste sábado com a retirada da última vítima (Foto: Mauri Melo/O POVO)
Trabalho dos bombeiros foi encerrado neste sábado com a retirada da última vítima (Foto: Mauri Melo/O POVO) (Foto: Mauri Melo)

O trabalho integrado foi fundamental para a operação de resgate de vítimas na tragédia do Edifício Andréa. A conclusão é do comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Eduardo Holanda. “A gente estava ali na zona quente, sob os escombros, mas havia toda uma retaguarda com pessoas da logística, emergência pré-hospitalar, órgãos da segurança pública, voluntários e o empresariado nos ajudando”, lembrou durante entrevista ao jornalista Luiz Viana, da rádio O POVO CBN, na manhã desta segunda-feira, 21.

O coronel ainda citou a participação dos cães como “ferramenta” essencial para sinalizar locais em que poderia haver vítimas. Esse processo era realizado a partir do cruzamento de informações: a equipe entrava nas frestas dos escombros; tentava fazer a escuta e se comunicar com as vítimas; passava com os cães sobre as pilhas de concreto e utilizava drones com câmeras térmicas para, respectivamente, sinalizar e identificar os pontos quentes. Só então eram abertas vias de acesso entre os escombros, colocando em prática as técnicas e táticas de resgate.

A operação terminou no último sábado, 19, quando o último corpo foi retirado dos escombros. O edifício desabou na terça-feira, 15.

O coronel Holanda permaneceu no cenário da tragédia por quase todas as 103 horas que durou a operação. Agora que as buscas foram encerradas, lembra que o bombeiro é acima de tudo um ser humano, como outro qualquer, que, na hora da emergência, se reveste de forças maiores para fazer o seu trabalho. “A gente não sente o cansaço e a dor por um único motivo: o desejo de poder retirar todas as pessoas com vida, encontrar todas as vítimas e dar algum tipo de alívio para aqueles familiares aflitos”, declarou.

Reconhecimento aos bombeiros

O comandante do Corpo de Bombeiros, Eduardo Holanda, em coletiva de imprensa no local do desabamento
O comandante do Corpo de Bombeiros, Eduardo Holanda, em coletiva de imprensa no local do desabamento (Foto: Alex Gomes/ Especial para O POVO)

Segundo o coronel, o reconhecimento pelo trabalho da equipe é algo pelo qual eles se alegram, mas Holanda lembra que, infelizmente, é a partir das tragédias que se tornam visíveis. “Estamos todos os dias nas ruas, atuando em cenários de resgate, apagando incêndios, mas não tem tanta repercussão”, diz.

O Corpo de Bombeiros, ele destacou, possui equipe especializada para atuar em casos de estruturas colapsadas. “Especializamos 40 bombeiros nesse tipo de ocorrência, que a gente raramente usa. Mas no dia que precisar a gente tem que ter o material e o bombeiro preparado para dar a resposta (que a população precisa)”, explica.

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