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Fortaleza
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Área do trinário de Fortaleza receberá o plantio de 150 novas árvores, promete Prefeitura

As árvores serão plantadas nas três vias que compõem o trinário, mas principalmente na Meton de Alencar e Clarindo Queiroz, que possuem carência de árvores e precisam de uma revitalização na arborização

10:46 | 24/08/2019
(Foto: REPRODUÇÃO/STREET VIEW)

A área do primeiro trinário de Fortaleza, que corresponde aos trechos da avenida Duque de Caxias e das ruas Meton de Alencar e Clarindo de Queiroz, vai receber o plantio de 150 árvores nativas, de acordo com a Prefeitura. O plantio será feito por causa da retirada do canteiro central da Duque de Caxias, entre a Padre Mororó e Padre Ibiapino, que abriga 14 árvores.

Das 14 árvores, duas serão transplantadas para outra área. De acordo com Régis Tavares, superintendente da Autarquia de Urbanismo e Paisagismo de Fortaleza (Urbfor), elas devem ir, inicialmente, para o Horto Municipal, localizado no Passaré. Para cada transplante, 15 novas árvores semi adultas, com mais de 2 metros de altura, devem ser plantadas no trecho de intervenção do Trinário.

Já para as 12 árvores retiradas, serão plantadas 10 novas para cada uma. As árvores suprimidas são espécies exóticas, ou seja, não são nativas do local e por isso não compatíveis com o habitat natural de Fortaleza, o que impede que sejam transplantadas como as outras duas.  “Essas árvores existem por toda cidade, mas a legislação proíbe o seu plantio”, declara Régis. O replantio é visto como um plantio pela legislação, e por isso não pode ser feito, pois interfere no habitat natural das árvores nativas.

As árvores serão plantadas nas três vias que compõem o trinário, mas principalmente na Meton de Alencar e Clarindo Queiroz, que possuem carência de árvores e precisam de revitalização na arborização.

O estudo para realizar o projeto teve um trabalho de diálogo com movimentos ambientes da cidade, como o Pró-Árvore. “Essas 150 arvores nativas que vão ser plantadas foram recomendadas pelo movimento Pró-Árvore, no sentido de arborizar o Centro da cidade”, declara Régis.

Conforme, Leonardo Jales, membro do movimento Pró-Árvore, a participação do coletivo se deu com análise dos projetos do trinário e sugestões quanto ao plantio e cuidados com as árvores que serão implantadas. O coletivo ambiental busca defender a flora nativa do Estado, assim como o conhecimento e uso dessa flora.

Como exemplo das sugestões, Jales citou o cuidado com a iluminação. "Percebemos que a Prefeitura vai podar as árvores pra livrar iluminação. Simplesmente, eles decepam árvores para manter uma iluminação eficiente. Sugerimos que seja aplicada uma iluminação mais adequada". Segundo ele, foi sugerida a iluminação subdossel, que se adeque às árvores, e não o contrário. "A iluminação subdossel é muito mais respeitosa com as árvores. Você coloca ela abaixo da copa das árvores, e ai ela vai ser muito mais eficiente em iluminar a rua sem agredir as plantas de forma alguma", explica.